Com Fluence, Renault planeja emplacar um sedã médio no mercado brasileiro

Da Auto Press

A Renault percebeu que, para vender no Brasil, precisa ser pragmática. Ou seja, colocar à venda modelos com custo/benefício atraente para o consumidor e com logística de produção racional - leia-se, de custo produtivo baixo. Essa lógica pode se repetir em 2012, com o início da produção do Fluence na Argentina.

O novo sedã médio da marca francesa, apresentado no Salão de Frankfurt, surge como substituto do Mégane. E nada mais é que o SM3, da Samsung Motors - fabricante sul-coreano que pertence ao Grupo Renault -, só que com a logomarca do losango. Trata-se de um projeto para os tais mercados emergentes. Está mais ou menos dentro da mesma filosofia do Logan, sedã compacto desenvolvido pela romena Dacia que emplacou no Brasil e que ainda originou o hatch Sandero, outro sucesso da marca por aqui.
  • Substituto do Mégane, Fluence chega como "símbolo" de uma Renault mais pragmática

O Fluence pode ser a opção para buscar um sucesso que o Mégane feito em São José dos Pinhais, no Paraná, jamais conseguiu no mercado brasileiro - pelos dados do Renavam, o modelo registra média de 440 unidades mensais e é o oitavo colocado em seu segmento. E o design deve ser uma das armas do novo carro da Renault. É verdade que ele está longe de ser estiloso, mas tem um desenho bem mais moderninho e ousado que o Mégane. O Fluence, como o próprio nome sugere, tem linhas fluidas, ressaltadas pelo capô bastante abaulado e prolongado e pelo teto com caimento em arco na terceira coluna.

Na frente, chamam a atenção os dois ressaltos nas extremidades da tampa do motor. Eles se originam na base da primeira coluna e convergem para os conjuntos óticos, além de formarem uma espécie de "U" sobre o capô. Os faróis angulosos passam uma sensação de movimento. Acima da grade afilada horizontal, surge o losango, logomarca da Renault, cavado na ponta do capô. Visto de perfil, o Fluence tem linha de cintura em cunha e parece bojudinho. Graças principalmente a uma saliência que começa na ponta dos faróis e se estende até a área acima das lanternas traseiras.

Atrás, o sedã tem formas abauladas, tanto no vidro como na tampa do porta-malas. As generosas lanternas dispostas de maneira horizontal começam menores nas laterais e aumentam conforme invadem a tampa bagageiro, formando um desenho que remete a uma seta. O para-choque tem traços mais definidos e carrega duas lanternas de neblina. O nome do carro surge em letras cromadas justamente entre os dois vincos que cortam a tampa do porta-malas.

Com 4,62 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,48 m de altura e 2,70 m de entre-eixos, o Fluence começa a ser vendido na Turquia, Rússia e Romênia. Nesses mercados, o modelo se mostra bem equipado. Freios com ABS e EBD, seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e de tração, sistema de navegação com Bluetooth, além dos previsíveis ar-condicionado automático, direção elétrica, computador de bordo, controle de cruzeiro com limitador de velocidade, entre outros.

MOTOR
Nas motorizações, a unidade de força 1.5 diesel oferece potências que vão dos 85 cv até 110 cv. Há também duas opções de propulsores a gasolina. A 1.6 16V de 110 cv e a 2.0 16V de 140 cv. Todos os motores trabalham com transmissão manuais de cinco ou seis marchas e caixas automáticas de quatro relações. No caso da 2.0 16V a gasolina, há opção de um câmbio do tipo CVT, e da diesel 1.5 com 110 cv um câmbio automatizado com dupla embreagem.

Para o Brasil, o Fluence deve utilizar a mesma gama de motores do Mégane atualmente: o mesmo bloco 2.0 16V europeu, só que com 138 cv por aqui, e o 1.6 16V flex com 110 cv com gasolina e 115 cv com álcool. (por Fernando Miragaya)

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