Nissan Grand Livina promete abrigar sete pessoas a partir de R$ 54.890

EUGÊNIO AUGUSTO BRITO
Da Redação

Chega nesta sexta-feira às lojas das principais regiões do país o Nissan Grand Livina 1.8, variante para até sete pessoas do monovolume lançado em março. Seguindo uma receita já utilizada pelas francesas Renault e Citroën, a montadora japonesa aposta agora na maior versatilidade e no nível mais elevado de requinte para diferenciar o Livina maior do menor. E preços que partem dos R$ 54.890 (no Livina, que possui opção de motor de 1,6 litro flex, começam em R$ 46.690).
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    Nissan Grand Livina é 24 cm mais longo que o Livina, mas mantém o mesmo entre-eixos

São quatro versões de acabamento, todas equipadas com o motor 1.8 16V flex de 125/126 cv (gasolina/álcool) e 17,5 kgfm (g/a), desenvolvido no Japão e no Brasil e montado no México. A mais básica é a manual de seis marchas, ao preço já citado de R$ 54.890. Com câmbio automático de quatro velocidades, a mesma versão passa a custar R$ 59.490. A versão topo da gama SL sai por R$ 61.190 com câmbio manual e R$ 65.390 com o câmbio automático. Vale lembrar que estes preços levam em consideração a redução do IPI que deve terminar, a princípio, no próximo dia 30 de junho. Ou seja, são valores garantidos por apenas quatro dias.

VERSÁTIL
Além da anunciada maior capacidade para transporte de passageiros (ou de bagagem), há ainda o enfoque no uso mais plural, típico de uma família idealizada, que utilizaria o veículo para o trabalho e atividades rotineiras durante de segunda a sexta, mas que pegaria a estrada para aproveitar o final de semana. Segundo o presidente da Nissan para o Brasil, Thomas Besson, o comprador típico será diferente daquele que escolheria o Livina para cinco pessoas, modelo focado no uso urbano.

Dentro desta proposta, o Grand Livina traz três fileiras de assentos, com promessa de facilidade no acesso a cada uma delas, e modularidade para até 64 tipos diferentes configurações, feitas por meio de alças fixadas nos bancos. A primeira fileira pode contar com apoio de braço para o motorista. A segunda é bipartida, reclinável, deslizante, rebatível e sempre traz apoio de braço (na verdade, o encosto do assento central, quando rebatido). A última fileira tem banco rebatível em um único movimento.

MODULARIDADE

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    A sequência de diagramas mostra exemplos de utilização do espaço interno do Grand Livina, que pode transportar até sete pessoas (acima) ...

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    ... ou alternar o transporte de pessoas com uma maior capacidade no porta-malas, devido à modularidade dos assentos da 2ª e 3ª fileiras.

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O volume do porta-malas é tão variável quanto a configuração dos bancos e começa em irrisórios 123 litros, caso todas as fileiras estejam levantadas. Com a última fila de bancos rebatida, sobe para 589 litros. No auge do uso utilitário, com as duas fileiras traseiras rebatidas, chega a 964 l. Há ainda um compartimento sob o assoalho, abaixo da terceira fileira, que comporta mais 18 litros de carga.

O Grand Livina aposta ainda no maior refinamento em relação ao Livina, e segundo a Nissan, em relação aos rivais. Externamente, a grade frontal com duas lâminas é sempre cromada (no Livina, a versão básica traz grade na cor preto fosco) e as rodas sempre de liga-leve e aro 15. Mas a versão básica não traz faróis de neblina, o que compromete o visual do modelo (descontando aí o fator conforto/segurança).

Internamente, prevalece o uso de tons escuros nos plásticos e tecidos de revestimento (no Livina, há um degradê notado entre o painel e o console). Se a opção for o couro, este será em tons claros e com detalhes plissados (que se por um lado evocam alguma noção de requinte e conforto, por outro parecem estar enrugados).

Todo Grand Livina sai de fábrica com trio elétrico (portas, vidros e retrovisores), ar-condicionado e direção com assistência variável elétrica, barras estéticas longitudinais no teto e rádio/CD player com entrada para MP3/iPod. E assim como ocorre com o Livina, a versão mais básica conta com airbag apenas para o motorista e não vem com ABS. A SL vem com airbag duplo e freios ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência (BA), além de comando digital automático para o ar-condicionado. E a SL automática conta com chave inteligente, que permite a abertura/travamento das portas e a ignição do motor apenas com sua presença (saiba mais aqui).

É importante ressaltar que o Grand Livina mantém um "falha" de equipamento do Livina: embora haja regulagem de altura da coluna de direção, não há qualquer ajuste de altura para bancos, nem para os cintos de segurança. E por mais que se fale em requinte, o que se vê e sente são plásticos rígidos demais. Segundo a montadora, não houve qualquer reclamação sobre estas ausências por parte dos consumidores do Livina.

IDENTIDADE
O comprimento aumentou em 24 centímetros, ainda tendo o Livina para cinco passageiros como base, embora a distância entre-eixos (que determina, por exemplo, o espaço interno para os ocupantes) seja o mesmo. São 4,42 m de comprimento com 2,60 m de entre-eixos por 1,69 m de largura. A distância mínima para o solo não mudou e segue sendo de 16,5 cm. O Grand Livina é ligeiramente mais alto, com 1,58 m (contra 1,57 m do Livina). Toda esta equação forma um modelo mais alongado, que lembra em muito o também japonês Mitsubishi Grandis, com uma carroceria mais para perua encorpada do que para minivan.
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    Modelo fabricado em São José dos Pinhais (PR) ganha ar de perua, com alongamento da cabine

Com esta característica, a Nissan elencou três rivais principais, num conjunto eclético, para dizer o mínimo, balizado por preço e perfil de usuário: as minivans Chevrolet Zafira (com motor 2.0, capacidade para até sete pessoas e preços a partir de R$ 62.501) e Citroën Xsara Picasso (motores 1.6 e 2.0, cinco passageiros e preço inicial de R$ 53.990) e a perua Renault Mégane Grand Tour (motores 1.6 e 2.0, cinco pessoas e preços a partir de R$ 57.590). Uma análise mais racional poderia elencar ainda as minivans Renault Scénic (para cinco, a partir de R$ 49.190) e Citroën C4 Picasso (R4 81.800) e até as grandalhonas e tecnológicas Grand Scénic (para sete, por R$ 71.690) e Grand C4 Picasso (também para sete pessoas, por R$ 89.590), pela capacidade de transporte.

PREÇOS E VERSÕES

1.8 M/TR$ 54.890
1.8 A/TR$ 59.490
1.8 SL M/TR$ 61.190
1.8 SL A/TR$ 65.390
Pela estratégia traçada pela Nissan, a versão mais bem equipada do Grand Livina (1.8 SL automática) deverá responder por 30% do mix de vendas, enquanto a mais básica (1.8 manual) venderá menos, 20%, num total de 1.500 unidades até dezembro, média de 250 carros ao mês. Apenas para situar, o Livina vendeu 184 unidades em abril e 384 em maio. A líder do segmento almejado é a Zafira, mais potente só que menos equipada, com 685 unidades em maio e um total de 3.420 no ano.

O Grand Livina conta ainda com o apelo da garantia total do veículo por três anos, do plano de revisão com preços pré-determinados, da cesta básica de peças cotada pelo Cesvi em R$ 9.110 e do pacote de seguro exclusivo da montadora -- nesta opção, o prêmio para uma apólice feita para o perfil "homem, 45 anos, casado e com garagem para o carro em todos os períodos" custaria R$ 1.200 na cidade de São Paulo, R$ 1.130 em Campinas (SP), Recife (PE) e Salvador (BA), R$ 1.050 em Curitiba (PR) e R$ 760 em cidades como Ribeirão Preto (SP).

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