Ford, Volkswagen e Fiat freiam suas produções no Brasil


Da EFE, com Redação

As fabricantes Ford, Volkswagen e Fiat vão interromper a produção em várias unidades no Brasil para reduzir o excesso de reservas, informaram nesta segunda-feira (5) fontes do setor.

A Ford, por meio de um comunicado, anunciou que vai parar sua produção dentro de um mês nas fábricas de Taubaté e São Bernardo do Campo, ambas no estado de São Paulo, além da fábrica em Camaçari, no nordeste da Bahia. A empresa americana garantiu que as interrupções serão gradativas e argumentou que o objetivo é "ajustar" suas reservas à demanda.

Na fábrica de Taubaté, a liberação de 1,3 mil dos 1,6 mil funcionários será realizada de forma escalonada, alternando suas diferentes linhas de produção por até três semanas. Em São Bernardo do Campo, a paralisação na produção de caminhões também será feita aos poucos e já começará a partir da próxima quinta-feira (7) até o dia 7 de outubro; a produção de carros também será paralisada ao longo desta semana; e a estamparia, na próxima segunda-feira. Paralelamente, a unidade de Camaçari, onde a Ford produz 250 mil veículos por ano, entrará em férias por quatro semanas a partir do próximo dia 12 de setembro.

Por outro lado, os sindicatos metalúrgicos de Taubaté e de Curitiba anunciaram que Volkswagen também programou a paralisação de diversas fábricas. A marca alemã, porém, ainda não confirmou a informação.


A Fiat anunciou a paralisação de sua fábrica em Betim (MG), entre segunda e terça-feira, embora a companhia italiana tenha negado a necessidade de reduzir suas reservas. Segundo a empresa, a fábrica passará por uma série de reformas para adaptar o maquinário em uma nova linha de produção.

Sergio Reze, presidente da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), disse na semana passada que as reservas de automóveis dos fabricantes aumentaram muito nos últimos meses, alcançando níveis preocupantes.

Segundo anunciou o executivo durante a última entrevista coletiva de balanço de vendas, as fabricantes instaladas no país possuem em seus depósitos reservas suficientes para 44 dias de venda de veículos, quando a margem considerada aceitável seria de 22 dias (releia aqui).

Em 2010, ano que a indústria automotiva nacional registrou um recorde absoluto de vendas no mercado brasileiro, as reservas cobriam as necessidades entre 18 e 25 dias, segundo dados da Fenabrave.

Apesar disso, com mais de  2,2 milhões de unidades já emplacadas em 2011 e cenário estável de vendas, a indústria caminha a passos largos para o estabelecimento de novo recorde.

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