GM chega a acordo para vender Hummer e salvar 3.000 empregos

Em Washington

A montadora General Motors (GM) informou nesta terça-feira (2) que chegou a um princípio de acordo para a venda de sua marca Hummer, de veículos 4x4, um dia depois de pedir concordata. A GM não identificou nem o preço nem o comprador potencial, mas acrescentou que a transação salvará cerca de 3.000 postos de trabalho nos Estados Unidos.

A CONCORDATA DA GM

  • EFE

    O presidente da GM, Fritz Henderson, durante fala em que explicou a situação da montadora, pediu desculpas a trabalhadores e acionistas, prometeu um futuro mais transparente e eficiente e pediu confiança por parte do consumidor para o novo "capítulo" da marca.

    O governo dos EUA, nas palavras do presidente Barack Obama, não deixarão a montadora sem ajuda -- será o principal acionista da nova empresa e prometeu injetar mais US$ 30 bilhões de dólares no processo de re-estruturação.

    Saiba mais sobre a concordata da GM:

O acordo estipula que o comprador realizará um investimento significativo para financiar o futuro dos produtos Hummer, segundo a GM. O Hummer é a versão comercial do veículo militar Humvee.

Além disso, a fábrica da GM em Shreveport, em Louisiana (EUA), continuará contratando a montagem dos modelos H3 e H3T, pelo menos durante 2010.

A General Motors declarou ontem a maior quebra industrial da história dos Estados Unidos, ao obter a permissão do Tribunal de Falências em Manhattan (Nova York) para vender seus ativos, após acumular uma dívida de US$ 172,8 bilhões.

O principal interessado nos ativos da GM é o Departamento do Tesouro dos EUA, que dará à empresa, fundada há 100 anos, pelo menos US$ 30 bilhões de dólares para se transformar em seu principal acionista.

A General Motors passará por uma grande re-estruturação e, em um prazo de 60 a 90 dias, emergirá nos Estados Unidos como uma nova companhia sustentada em suas marcas Cadillac, Chevrolet, Buick e GM.

OPEL
Filial alemã da GM, a Opel recebeu a primeira ajuda financeira estatal com o primeiro lance para um empréstimo ponte no valor de 300 milhões de euros (US$ 423 milhões). A Opel informou hoje que esta injeção financeira garante sua continuidade apesar do pedido de concordata da matriz.

O ministro de Finanças alemão, Peer Steinbrück, anunciou o pagamento à montadora do primeiro lance do empréstimo ponte -- financiamento emergencial utilizado antes de uma outra transação -- do Estado, cujo valor total é de 1,5 bilhão de euros (US$ 2,115 bilhões), garantido pelo governo alemão e pelos Estados federados.

Em declarações à emissora pública de rádio "Deutschlandfunk", Steinbrück ressaltou que, ao contrário do que foi inicialmente previsto, o grupo austríaco-canadense Magna, o novo acionista majoritário da Opel, não será obrigado a participar desse financiamento para o resgate da montadora.

"Graças a um trabalho rápido e, levando em conta questões relacionadas com a concessão de ajudas estatais, fomos capazes de entregar hoje à Opel a primeira parte do empréstimo ponte aprovado pelo Estado", disse Steinbrück.

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), espera que o Governo alemão envie um relatório nos próximos dias sobre a ajuda financeira concedida à Opel, mas destacou que, a princípio, a medida não requer autorização de Bruxelas.

O porta-voz de Concorrência da UE, Jonathan Todd, declarou em entrevista coletiva que houve contatos nas últimas horas entre Berlim e a Comissão.

"Não se trata de uma notificação formal", disse Todd, lembrando que Bruxelas já autorizou a Alemanha a iniciar um esquema de empréstimos a empresas que atravessem dificuldades resultantes da crise financeira - como é o caso da Opel.

A Magna e seus sócios russos Gaz e Sberbank devem adquirir 55% da Opel, enquanto a General Motors manterá outros 35%. Os 10% restantes ficariam nas mãos dos funcionários, segundo o que foi acordado no final de semana passado com o Governo alemão.

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