Ford aumentará produção para atrair clientes de GM e Chrysler

Em Detroit

A Ford, única fabricante de veículos dos Estados Unidos que não declarou falência, aumentará sua produção para ganhar mais participação de mercado, enquanto a Chrysler e a General Motors (GM) pararam muitas máquinas durante a re-estruturação de suas operações, informou nesta segunda-feira a empresa.

Por isso, já sob concordata, a GM vai receber do governo dos EUA mais US$ 30,1 bilhões, em troca de 60% do controle da "nova" companhia que emergirá da quebra. O Tesouro norte-americano já havia colocado cerca de US$ 19 bilhões na GM.Ao contrário das rivais, a Ford manterá em atividade as fábricas na América do Norte e, no terceiro trimestre, aumentará a produção das linhas de montagem em 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No total, montará 150 mil automóveis e 310 mil caminhonetes entre julho e setembro. A Ford ganhou fatia de mercado nos últimos meses, ao mesmo tempo em que os problemas econômicos das concorrentes nos Estados Unidos se agravaram.

Hoje, a GM apresentou pedido de concordata, enquanto a Chrysler declarou falência em 30 de abril e deve sair dessa situação nos próximos dias, segundo disse hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

A Ford temia que o afundamento desordenado dessas companhias a prejudicasse, ao afetar fornecedores de peças que também abastecem as três gigantes de Detroit. "Não prevemos nenhum grande transtorno em nossas operações como consequência das notícias de hoje", disse a companhia em comunicado.

"Compartilhamos a esperança do presidente Obama de que a quebra da GM seja controlada e ordenada", afirmou Ford, que destacou a importância de manter "a estabilidade da cadeia de provisões e de garantir que emerja uma indústria automobilística americana saudável deste período econômico difícil".

A Ford suportou sem assistência pública a interrupção brusca da demanda de veículos nos Estados Unidos. No comunicado de hoje, a firma reiterou sua intenção de não solicitar ajudas federais, apesar de, no ano passado, ter perdido US$ 14,7 bilhões.

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