Topo

Cultura do carro


Aston Martin quer superar Ferrari com avaliação de US$ 6,7 bi e SUV de luxo

Reprodução
Aston Martin DB10 usado por James Bond no filme "007 Contra Spectre" Imagem: Reprodução

Tommaso Ebhardt

23/09/2018 08h00

Marca vai se lançar no mercado chinês com apresentação de seu primeiro utilitário, que será rival do futuro SUV da Ferrari, o Purosangue

A Aston Martin espera conseguir uma avaliação superior à de sua única rival de capital aberto, a Ferrari. No entanto, analistas não têm muita certeza disso.

A fabricante de carros esportivos de luxo famosos pelos filmes de James Bond apresentou nesta quinta-feira (20) detalhes de uma avaliação a ser realizada em Londres que avaliaria a empresa em 5,07 bilhões de libras (cerca de US$ 6,7 bilhões, praticamente R$ 27 bilhões).

Desta forma, a Aston Martin ultrapassaria os múltiplos da Ferrari, que lucra mais e produz grande quantidade de receitas.

Veja mais:

+ Muhammad Ali esteve no Brasil e negociou Puma e Miura em 1987
Quer negociar hatches, sedãs e SUVs? Use a Tabela Fipe
Inscreva-se no canal de UOL Carros no Youtube
Instagram oficial de UOL Carros
Siga UOL Carros no Twitter

A avaliação seria "um grande voto de confiança", segundo o CEO Andy Palmer, observando que a empresa valia menos de um décimo da cifra atual no início de sua recuperação. "O mais importante, em meu ponto de vista, é que percorremos apenas metade do caminho. Renovamos o portfólio e temos muito pela frente."

O primeiro SUV da marca sairá em 2020, dando à empresa acesso ao mercado chinês e uma vantagem sobre a Ferrari, que nesta semana adiou o SUV Purosangue para 2022. Muitas fabricantes de carros de luxo estão apostando em SUVs para capturar margens de lucro elevadas que financiarão iniciativas como a eletrificação.

Analistas, porém, duvidam que a Aston Martin consiga uma avaliação similar à da Ferrari.

"Adoramos a marca. Respeitamos a equipe de gestão. Mas simplesmente não conseguimos enxergar um múltiplo similar ao da Ferrari como algo realista", disse Max Warburton, analista da Sanford C. Bernstein. "Eles estão vendendo um negócio que é deficitário, segundo os princípios contábeis americanos geralmente aceitos, com um histórico de rentabilidade ruim e um balanço frágil, que vende carros a preços mais baixos para um público muito menos fiel."

A fabricante britânica informou em comunicado que venderá uma participação de 25% a um preço de 17,50 libras a 22,50 libras por ação. A negociação começará na Bolsa de Valores de Londres após a precificação, em 3 de outubro, com negociação incondicional a partir de 8 de outubro.

Muito disso dependerá da capacidade da Aston Martin de atingir suas ambiciosas metas de médio prazo, segundo Arndt Ellinghorst, analista da Evercore ISI. Os recém-lançados esportivos DB11 e Vantage foram bem recebidos e podem ajudar a impulsionar um crescimento significativo das vendas.

Newspress
Aston Martin DB11 promete impulsionar as vendas da marca em todo mundo Imagem: Newspress

Mais Cultura do carro