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Salão do Automóvel de Moscou ignora luta contra assédio e expõe mulheres

Maxim Shemetov/Reuters
Modelos posam ao lado do Renault Twizy no Salão de Moscou 2018 Imagem: Maxim Shemetov/Reuters

Ania Nussbaum

Da Bloomberg

03/09/2018 14h06

Movimento internacional contra assédio sexual e agressões, chamado #MeToo, não chegou ao Salão de Moscou deste ano

Moças com pouca roupa estavam por todo canto durante o Salão de Moscou, que ocorre na capital russa nesta semana.

Vimos em Moscou um panorama bem diferente daquele observado durante o Salão de Genebra, em março, quando o setor automotivo deixou de lado a estratégia de colocar mulheres em roupas sensuais ao lado dos veículos, aderindo a clima global de luta contra o assédio e por mais respeito.

Mas em Moscou, uma morena com top de um só ombro montava em uma motocicleta fabricada pela Lifan. Em outro canto do salão, uma modelo de vestido curto posava perto de um Hyundai Tucson.

No estande da Lada, principal marca local, as moças usavam vestido cinza com uma sugestiva fenda frontal.

Em fevereiro, a Fórmula 1 também parou de usar "as meninas do grid", afirmando que o costume estava ultrapassado. Já o Grand Prix da Rússia pretende mantê-las.

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A exibição de modelos é "tradicional e não tem intenção desrespeitosa", afirma Sergey Illinskiy, porta-voz da AvtoVAZ PJSC, que fabrica os veículos Lada e é controlada pela francesa Renault. "Todas as montadoras fazem isso por aqui, algo considerado aceitável dentro da cultura", disse.

A Hyundai não respondeu a um email solicitando comentário. A reportagem também não conseguiu contato com representantes da Lifan.

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