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Seis cidades têm 21% das vendas globais de carros elétricos; veja quais são

Huang Zongzhi/Xinhua
Postos de recarga de carros elétricos na China começam a se tornar cada vez mais comuns no país asiático Imagem: Huang Zongzhi/Xinhua

Yan Zhang, Ying Tian, Dong Lyu e Hannah Dormido

23/05/2018 04h00

Pequim, Xangai, Shenzhen, Tianjin, Hangzhou e Cantão, seis gigantes cidades da China, representam 21% do mercado global de elétricos

Após passar dois anos tentando obter uma licença para ter um carro a gasolina na loteria bimestral de Pequim, Gary Zhong desistiu e comprou um veículo elétrico da BYD, chamado Qin  EV300.

"Não tinha outro jeito", disse. "Eu teria que esperar uma eternidade para conseguir uma licença para ter um carro a gasolina, mas, em vez disso, agora considero que meu veículo elétrico funciona muito bem como transporte", complementou.

Zhong ilustra o sucesso que a China está tendo na adoção de veículos elétricos em detrimento de automóveis a gasolina. Embora os compradores de carros naquele país -- e em quase todos os outros mercados -- continuem preferindo motores de combustão interna, as políticas de incentivos e punições da China estão ajudando a criar novas oportunidades para fabricantes locais, como BYD e a BAIC Motor, e até para rivais globais, como BMW e Tesla.

As seis cidades chinesas que implementaram restrições aos carros a gasolina representam 40% dos 579 mil carros elétricos vendidos no país no ano passado -- e 21% das vendas mundiais de veículos elétricos, segundo relatório da Bloomberg.

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Quais são elas?

As vendas em Pequim, Xangai, Shenzhen, Tianjin, Hangzhou e Cantão estão crescendo de duas a quatro vezes mais que a média nacional, e as compras feitas por indivíduos em comparação com as realizadas por governos e serviços de transporte compartilhado estão em um patamar mais alto do que qualquer outro lugar.

O preço de tabela de um carro elétrico -- o Qin EV3000, por exemplo, custa cerca de US$ 37 mil (quase R$ 120 mil em conversão direta) -- costuma superar o de veículos a gasolina na China, mas comprar um elétrico muitas vezes faz sentido, considerando as dificuldades para obter um veículo com motor de combustão interna.

"As restrições municipais deram impulso às vendas de veículos elétricos", disse Nannan Kou, associado sênior da BNEF em Pequim e um dos autores do relatório. "As fabricantes de carros na China definitivamente precisam dar prioridade às cidades com restrições em relação a propagandas, iniciativas de vendas e relações com o governo."

Mais restrições

Ainda falta muito para que as vendas de elétricos superem as vendas de automóveis a gasolina -- os veículos elétricos representaram cerca de 2% das vendas de carros de passageiros na China no ano passado, segundo a Associação de Fabricantes de Automóveis da China. Em comparação, a participação no mercado global é inferior a 1%, afirmou a BNEF.

Mais cidades chinesas devem impor restrições aos veículos movidos a combustível fóssil devido às iniciativas do país para combater a poluição do ar e o congestionamento nas rodovias. Neste mês, a ilha de Hainan anunciou que vai limitar o cadastro de carros a gasolina e outras cidades provavelmente seguirão esse exemplo, como Nanquim, Foshan, Chengdu e Xian.

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