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Hyundai faz até "hora extra" para reverter queda de vendas na China

Divulgação
Lafesta é um dos carros feitos exclusivamente para o mercado chinês Imagem: Divulgação

Sohee Kim

15/05/2018 04h00

Disputa política e falta de conectividade nos modelos fizeram empresa despencar no país

Os projetistas da Hyundai estão fazendo hora extra para atrair consumidores jovens e conseguir retomar as boas vendas na China.

A empresa está ampliando um grupo de design de 25 membros no maior mercado automotivo do mundo com o objetivo de dobrar de tamanho e equiparar-se com os times da Europa e da Califórnia, disse Simon  Loasby, responsável pela equipe.

A maior fabricante de veículos da Coreia do Sul registrou queda de 31% nas vendas na China no ano passado. Uma disputa política e a falta de novos modelos de alta tecnologia mantiveram os compradores longe de suas concessionárias.

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"Temos que construir carros mais interessantes para animar as gerações atuais na China", disse Loasby. "Precisamos seguir em frente e ser mais corajosos -- tentar criar cada novo carro como um ícone, criar esse 'fator uau' que faria alguém desejar passar a mão nele".

Se cerca da metade da população de 1,4 bilhão da China tem menos de 40 anos, investir em conectividade é crucial se a Hyundai quiser reconquistar terreno. Tendências de mercado indicam que o que dá certo na China tem potencial de ser atraente também em outros lugares porque os jovens consumidores urbanos do país estão criando tendências globais em termos de estilo de vida conectado à tecnologia.

Feito para os chineses

A Hyundai está tentando reformular sua imagem depois que sua participação de mercado foi corroída pelas marcas alemãs e japonesas, e também por concorrentes chinesas locais.

A fabricante de veículos demorou para reagir à mudança nas preferências dos consumidores dos sedãs para SUVs maiores e mais expansivos e se viu presa entre as marcas chinesas mais baratas e as marcas de luxo globais que lançaram modelos de entrada.

No Salão do Automóvel de Pequim, no fim do mês passado, a Hyundai apresentou um SUV ix35 que permite ao usuário ouvir música por streaming e usar serviços on-line populares entre os consumidores mais jovens, como Alipay e WeChat, ambos da Tencent Holdings.

O sistema de entretenimento do veículo também inclui serviços de conectividade da Baidu (uma espécie de "Google da China") e permite que o motorista reserve até uma vaga de estacionamento.

"A economia virtual é uma grande incógnita -- como ela afeta nossos clientes? O que eles querem nesse campo de uma marca como a nossa?", disse  Loasby no evento em Pequim. "Torturo minha equipe e me torturo para descobrir isso".

A Hyundai também aproveitou a feira para exibir um novo sedã esportivo, o Lafesta, e um SUV compacto, o Encino. A fabricante planeja lançar mais adiante novos modelos específicos para a China e levar a marca de luxo Genesis ao maior mercado do mundo.

"A China está mudando muito rapidamente. Estamos realmente dando bastante atenção ao mercado chinês", disse Peter Schreyer, chefe de design da Hyundai e da marca afiliada Kia Motors, durante o evento em Pequim. "Nossa atitude é completamente diferente agora. Se há algo que o mercado quer, nós nos informamos bem e damos o nosso melhor para deixar as pessoas daqui felizes".

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