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Volvo, GM, Uber? Exército dos EUA pode vencer corrida do carro autônomo

Sgt. Eric Summers/U.S. Air Force
Veículo patrulheiro autônomo do Exército dos EUA circula em deserto no Djibuti Imagem: Sgt. Eric Summers/U.S. Air Force

Daniel Flatley, Cameron Leuthy

30/04/2018 18h00

Operações militares ao redor do mundo são território livre para desenvolver tecnologia sem entraves

"Teremos veículos autônomos nos palcos de operações para o Exército antes de ter carros autônomos nas ruas", disse Michael Griffin, subsecretário de defesa para pesquisa e engenharia, a parlamentares em uma audiência no Capitólio neste mês. "Mas as principais tecnologias serão as mesmas".

Para os militares, há muito em jogo. De acordo com Griffin, 52% das vítimas em zonas de combate podem ser atribuídas aos militares que realizam a entrega de alimentos, de combustível e outras tarefas de logística. Nessas atividades, substituir os seres humanos por sistemas baseados em inteligência artificial poderia reduzir significativamente o número de mortos e feridos, acrescentou.

"Você fica em uma posição muito vulnerável quando está fazendo esse tipo de atividade", disse Griffin. "Se isso puder ser feito por um veículo autônomo e não tripulado, com um algoritmo de direção de IA relativamente simples, sem que seja necessário se preocupar com pedestres, placas de trânsito e tudo o mais, por que não fazê-lo?"

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Empresas de tecnologia e de automóveis, como General Motors, Ford, FCA-Waymo, Volvo, Tesla estão correndo para desenvolver veículos autônomos a fim de implementar frotas de transporte. A Uber introduziu, em caráter experimental, caminhões autônomos nas rodovias dos EUA em alguns lugares. Muitas delas vêm trabalhando nessa tecnologia há mais de uma década, e a maioria das outras empresas encontrou obstáculos significativos, evidenciados pela morte de uma ciclista que foi atropelada por um SUV autônomo de teste da Uber em março.

Além do desafio técnico de criar um carro capaz de circular com segurança pelas ruas caóticas de uma cidade, os desenvolvedores de veículos autônomos civis precisam lidar com um ambiente legal e regulatório ainda em evolução. Os veículos de passageiros devem obedecer a uma série de requisitos federais de segurança veicular que regem tudo -- das setas de direção aos sistemas de freio -- e muitos desses requisitos pressupõem que os motoristas são seres humanos.

Mas os veículos autônomos militares não vão escapar das regulamentações só porque devem se dirigir a campos de batalha, de acordo com Karlyn Stanley, pesquisadora e advogada da Rand.

"A estrutura regulatória nos EUA e nos países aonde os EUA poderão enviar tropas são muito diferentes", disse Stanley. "O modo como os veículos autônomos serão regulamentados em termos de segurança, segurança cibernética, privacidade e responsabilidade será um problema crítico", que o Pentágono também precisará abordar, acrescentou.

Críticas

Milhares de funcionários do Google, que pertence à Alphabet, exigiram recentemente o fim dos acordos que permitiram que os militares usassem a tecnologia de inteligência artificial da empresa. O secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, visitou a sede do Google em Mountain View, na Califórnia, no ano passado para discutir com os executivos as melhores maneiras de usar inteligência artificial, computação em nuvem e segurança cibernética para o Pentágono.

Entre as preocupações dos críticos está o potencial desenvolvimento de armas autônomas que tomem decisões próprias de vida ou morte. Ash Carter, que foi secretário de Defesa dos EUA no governo do ex-presidente Barack Obama, disse a uma plateia do Vale do Silício em 2016 que "em relação ao uso de força letal, sempre haverá - pelo menos nos EUA - um ser humano envolvido na tomada de decisões".

--Com a colaboração de 

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