Mobilidade

Ford esconde motorista para estudar como pessoas reagem a van autônoma

Ryan Beene e Ari Natter

Em Washington (EUA)

17/09/2017 04h00

Uma van prateada que trafegava pelos arredores de Washington no mês passado aparentemente sem ninguém ao volante gerou mistério na região e virou sensação nas redes sociais.

Um repórter da afiliada local da NBC, a WRC-TV, encontrou o veículo -- que na verdade tinha motorista, mas vestido para parecer o assento de um carro -- e tentou, sem sucesso, entrevistar o chofer clandestino pela janela, em Arlington, Virgínia. O vídeo foi tuitado e retuitado e finalmente chegou aos sites da revista Time e da CNN, que publicou uma reportagem com o título "Carro autônomo tem motorista escondido disfarçado de assento".

A Ford acabou com o mistério na quarta-feira (13), ao revelar que havia colocado o veículo nas ruas em conjunto com o Virginia Tech Transportation Institute. O projeto era um teste a respeito de como os carros sem motorista poderiam se comunicar com outros usuários nas ruas usando sinais luminosos para substituir o contato visual e outros gestos utilizados pelos humanos para trafegar pelas ruas da cidade.

"Precisamos resolver os desafios apresentados pelo fato de não termos um motorista humano, por isso é fundamental criar uma maneira de substituir o aceno de cabeça ou os gestos para assegurar o funcionamento seguro e eficiente dos veículos autônomos nas nossas comunidades", disse John Shutko, especialista técnico em fatores humanos da Ford, em comunicado.

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Van se comunica com pedestres. Sozinha

A Ford equipou uma van Transit Connect com uma barra de luz sobre o para-brisa e seis câmeras de alta definição para gravar as reações e o comportamento de outros usuários nas ruas. Dentro, havia pesquisadores do Virginia Tech atrás do volante, escondidos pelo "traje de assento" e um pouco reclinados para que parecessem, à primeira vista, um assento vazio em posição normal.

Os pesquisadores avisaram com antecedência as autoridades locais sobre os testes. A Ford registrou encontros com pedestres, ciclistas e outros motoristas durante mais de 150 horas e 2.900 quilômetros percorridos. Veja o resultado no vídeo que abre esta reportagem.

Uma barra iluminada montada na parte de dentro, perto da parte superior do para-brisa da Transit Connect, transmitia o que a van faria na sequência. O pulsar de um lado ao outro significava "dar preferência". O piscar da luz significava que o carro arrancaria após uma parada e um branco sólido significava "dirigindo por conta própria".

A Ford optou pelos sinais luminosos após avaliar o uso de textos e símbolos, disse Shutko. A opção texto era um problema devido à questão do idioma. Quanto aos símbolos, muitas pessoas têm dificuldades para reconhecer rapidamente até mesmo os mais comuns e padronizados, como o do botão para desembaçar o vidro traseiro do veículo, contou ele.

Shutko afirmou ainda que a empresa está trabalhando com associações do setor para transformar os sinais luminosos em padrão para futuros carros autônomos. "A maior falha seria se [as fabricantes de automóveis] chegassem ao mercado com estratégias diferentes para isso", disse Shutko.

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