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Em 40 anos, carros dobraram potência e reduziram consumo pela metade

Divulgação
Ford Mustang é exemplo vivo da evolução dos automóveis: enquanto seu motor 2.3 gerava meros 90 cv em 1975, atualmente o EcoBoost de mesma capacidade cúbica passa de 300 cv Imagem: Divulgação

Kyle Stock e David Ingold

Da Bloomberg

18/05/2017 08h00

Estudo da Bloomberg mostra como modelos dos EUA se tornaram muito mais potentes e econômicos da década de 70 até hoje

Muito se fala sobre a evolução tecnológica da indústria automotiva, mas é analisando a ficha técnica dos carros do presente e do passado que é possível perceber, de maneira estatística, as transformações que o avanço tecnológico proporcionou aos modelos.

Um exemplo: nos próximos meses, o Dodge Challenger SRT Demon chegará às vitrines com absurdos 808 cavalos de potência como uma espécie de minúscula fábrica de derretimento de pneus. Sim, 808 cavalos. Não foi erro de digitação.

Os adolescentes vão perder a cabeça. Os mais velhos, também. Mas, tirando o fã clube de Vin Diesel, na verdade os dados de potência na casa de três dígitos já não são algo tão surpreendente assim. No ano passado, os motoristas dos EUA que buscavam mais de 600 cavalos tinham 18 modelos para escolher, incluindo um sedã Cadillac que parece mais ostentoso do que irritado.

Enquanto isso, até mesmo os chatos sedãs usados para ir ao trabalho registram especificações de força que teriam sido inéditas durante o governo de Gerald Ford. Os cavalos estão correndo em liberdade na indústria automobilística.

Cavalaria solta

A Bloomberg analisou quatro décadas de dados dos testes de emissões da EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) e chegou a uma conclusão simples: quase todos os carros da atualidade são "velozes e furiosos", pelo menos no país do "tio Sam".

Se um motorista de 1976 pudesse dirigir um carro de 2017, correria um grave risco de lesionar o pescoço. De lá para cá, a potência média dos carros oferecidos nos EUA quase dobrou: de 145 para 283 cv.

A mediana de tempo necessária para um veículo acelerar de 0 a 100 km/h caiu pela metade, de quase 14 para cerca de 7 segundos.

Quatro décadas atrás, havia um carro de produção nos EUA que alcançava 285 cv: o Aston Martin DBS. Ele tinha aberturas no capô que pareciam uma enorme boca cheia de dentes e 75 pôneis a mais que um Chevrolet Corvette.

Hoje, mais da metade dos carros e picapes à venda no país da América do Norte ostentam tanta força quanto ou mais, incluindo um tímido Kia Sorento. Um Aston Martin Vanquish, enquanto isso, chega a 568 cv, quase o dobro da força de seu ancestral.

Claro, seria de esperar que a engenharia automobilística avançasse ao longo das décadas como qualquer tecnologia, mas a aceleração dos últimos tempos impressionaria Don Garlits.

"Tem sido muito emocionante", disse Bob Faschetti, chefe de engenharia de transmissão da Ford. "Se olharmos para o grau de mudança dos últimos cinco ou seis anos, em comparação com os cinco ou seis anteriores, ou ainda com os cinco ou seis antes desse período, a mudança é drástica", analisou.

Motor menor, consumo mais baixo

O mais curioso é que, enquanto os veículos estão ficando mais poderosos, seus motores vêm diminuindo. Segundo o estudo da Bloomberg, os motores a combustão circulando pelas ruas dos EUA são cerca de 42% menores do que há 40 anos.

Além disso, a frota como um todo está rodando o dobro com um litro de combustível no tanque do que há 40 anos. A medida mediana calculada pela EPA dobrou saltou de 6,4 para 12,75 km/l. A maioria desses ganhos foi obtida por pressão das exigências federais de eficiência. O grande empurrão começou em 1985, logo depois que o setor atingiu um limite de 11,7 km/l.

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