Testes e lançamentos

Lexus LC500 têm visual incrível, câmbio de 10 marchas, 471 cv... é só

Divulgação
Lexus LC500 2018: muitos elogios e curiosidade pelo estilo... mas não vale os US$ 100.000 Imagem: Divulgação

Hannah Elliott

16/05/2017 04h00

Cupê esportivo não é o carro inteligente que todos esperavam quando viram o conceito

A Lexus está orgulhosa de seu novo cupê esportivo. O potente LC500 V8 2018 é a versão de produção com 5.0 litros e 471 cavalos de potência do carro conceito LF-LC que a Lexus enviou a Detroit em 2012. Ele tem visual elegante, narigudo, e quando serpenteia pelas ruas é como se estivesse sendo puxado para a frente através do tempo.

Eu dirigi o cupê de US$ 92.995 em Nova York por uma semana. E apesar de ter gostado de dirigi-lo e ter sido alvo de muitos elogios e da curiosidade de quem passava, preciso dizer: se você tem US$ 100.000 para gastar em um brinquedo de duas portas, essa não é a melhor opção. O desempenho não tem o nível que se esperaria de um veículo com uma carroceria tão ambiciosa.

Bloomberg
Principal problema da cabine está no confuso controle do sistema de entretenimento e informação Imagem: Bloomberg

É rápido, mas não é o mais rápido

A raiz do problema é dupla. O primeiro é que apesar de a nova transmissão de 10 marchas do LC500 e a tração traseira terem o objetivo de administrar melhor as sutilezas da aceleração, não o fazem. Parte disso tem a ver com o enorme peso do carro (1.941 quilos, contra 1.480 do supercarro Lexus LFA), e parte tem a ver com a engenharia da Lexus. As trocas de marcha são sentidas como algo extremamente complicado; 10 marchas para acelerar a 100 km/h é muito e torna o processo mais lento do que útil.

A aceleração de 0 a 100 km/h) leva 4,4 segundos. A velocidade máxima é de 270 km/h. O carro é rápido -- mais veloz do que as versões básicas dos concorrentes, como o Mercedes-Benz SL550 e o Aston Martin V8 Vantage S. Mas ainda assim é mais lento que as versões mais rápidas do sedã Lexus GS F e do cupê RC F da marca.

O outro problema é o interior do LC500. Novamente, o carro como um todo representa uma melhora significativa de design e qualidade para a Lexus. Mas existem opções melhores para esse segmento em particular. Mercedes, BMW e Jaguar, com seus layouts de interior intuitivos, são bonitos e mais simples.

O problema real é o desconcertante sistema de infoentretenimento e seu ninho de peculiaridades tecnológicas confusas. Por sorte o joystick do conceito foi eliminado. Mas ainda temos que lidar com o controle "Remote Touch" e com um mousepad com alguns botões nas laterais. Um controlador com rolagem assume a maior parte da funcionalidade, mas salta como um bode esquizofrênico quando se tenta selecionar uma rádio e as configurações de clima.

Em todo caso: se você tivesse que comprar esse carro por seu visual atraente, ninguém iria lhe impedir. Ele tem um bom desempenho e representa um grande passo para a Lexus. É radicalmente diferente e até interessante em comparação com a concorrência, normalmente liderada pelos alemães. Mas não espere que alguém celebre sua escolha.

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