Mobilidade

Expansão de carros elétricos no mundo aquece mercado do lítio


David Stringer
Martin Ritchie

Em Melbourne (Austrália) e Xangai (China)

18/02/2016 16h48

Mais quente que o deserto abrasador da Austrália Ocidental só as empresas mineradoras que se preparam para fornecer o lítio para empresas como Nissan (que fabrica o Leaf) e Tesla Motors (do Model S) para atender a expansão da demanda por carros elétricos. O material, também usado em tablets e na armazenagem de energia, promete ganhos com a mudança da China para um crescimento impulsionado pelo consumo e com os esforços globais para limitar a dependência em relação aos combustíveis fósseis.

Os preços do carbonato de lítio -- um produto químico industrial usado nas baterias de íon de lítio -- aumentaram 47% em 2016 em relação à média do ano passado, segundo a Benchmark Mineral Intelligence, que tem sede em Londres. De 2015 a 2024, o mercado para fornecimento de baterias de íon de lítio para veículos leves poderá totalizar US$ 221 bilhões, segundo a Navigant Consulting.

Mudança de patamar

A China se concentra no objetivo de ter 5 milhões de veículos elétricos nas ruas até 2020, segundo a iniciativa estratégica do presidente Xi Jinping de melhorar a indústria automotiva do país. A Nissan e a Renault disseram neste mês que as vendas de veículos movidos a bateria atingiram um recorde no ano passado, enquanto a Audi, pertencente à Volkswagen, planeja começar a fabricar seu primeiro SUV totalmente elétrico em 2018.

"A demanda de veículos, bicicletas elétricas, caminhões e ônibus será enorme e o mercado de armazenagem elétrica também será significativo", disse Neil Biddle, diretor-executivo da Pilbara Minerals, com sede em Perth, que possui o segundo maior depósito de espodumênio do mundo. Os preços do espodumênio subiram para cerca de US$ 480 a tonelada neste ano, contra US$ 380 a tonelada em 2014, segundo a Benchmark Mineral Intelligence.

"Está ocorrendo uma mudança de patamar no momento" com o aumento das vendas de carros elétricos e com os veículos híbridos passando para as baterias de íon de lítio, disse Michael Fotios, presidente do conselho executivo da General Mining, que buscará iniciar em julho as exportações do mineral espodumênio, fonte do lítio, do projeto Mt. Cattlin, na Austrália Ocidental. 

"O fornecimento de matéria-prima não acompanhou o ritmo e provavelmente não será capaz de atender a demanda projetada".

Os aumentos no preço do carbonato de lítio se estenderão até 2017 devido à baixa oferta, enquanto a demanda provavelmente aumentará 64% em 2020 em relação aos níveis de 2015, projeta o Citigroup. Essa demanda crescente está intensificando uma corrida para entregar novas fontes de matérias-primas de lítio, gerando ganhos para as desenvolvedoras que preveem iniciar a produção antes do final da década.

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