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GM confirma plano de 10 mil demissões na divisão europeia

05/11/2009 03h21

O vice-presidente da montadora Americana General Motors (GM), John Smith, confirmou que planeja cortar dez mil postos de trabalho nas subsidiárias europeias Opel e Vauxhall.

HISTÓRICO DA NEGOCIAÇÃO

  • Reuters

    Após queda de 54% nas vendas em fevereiro deste ano, a representação europeia da GM se viu obrigada a buscar novos rumos para manter a viabilidade.

    O grupo Fiat apresentou proposta para controlar 30% da Opel/Vauxhall, mas sem qualquer aporte financeiro, o que não foi aceito pela GM.

    No mesmo período, a Magna International apresentou proposta de compra de 55% do conglomerado com dinheiro próprio (500 milhões de euros) e garantia de ajuda financeira estatal do governo alemão (até 4,5 bilhões de euros).

    Correndo por fora, a belga RHJ Internacional chegou a ofertar 300 milhões de euros pelos mesmos 55% de Opel/Vauxhall, enquanto a chinesa Baic ofereceu 600 milhões de euros próprios e mais 2,64 bilhões de euros em ajuda pública, fazendo com que a Fiat desistisse.

    Apesar da pressão por parte de sindicatos e de governos locais, principalmente o alemão, a indefinição prosseguiu até meados de outubro, quando a GM admitiu ter plano para manter o controle da Opel e definiu a data de 3 de novembro para anunciar dua decisão final sobre o caso.

    SAIBA MAIS:

O anúncio, feito na quarta-feira, acontece um dia depois de a GM ter declarado que cancelou a venda das duas subsidiárias para a fabricante de autopeças canadense Magna.

O governo da Alemanha, que havia apoiado a venda da Opel, ordenou que a GM devolva o empréstimo de 1,5 bilhões de euros que havia feito para garantir a venda.

O governo alemão apoiava a venda para a Magna, que havia prometido manter funcionando todas as fábricas no país.

A Opel emprega 54,5 mil pessoas em toda a Europa -- 25 mil delas apenas na Alemanha.

Líderes sindicalistas alemães receiam que, com o anúncio, duas das quatro fábricas da Opel no país fechem suas portas. Por essa razão, os trabalhadores começarão uma série de protestos contra a decisão da GM já nesta quinta-feira.

Smith não indicou que país seria mais afetado pelos cortes, mas disse que a GM pretende apresentar os detalhes "em breve".

VAUXHALL
Apesar do descontentamento provocado pela decisão da montadora na Alemanha, no Reino Unido, onde a GM opera com o nome de Vauxhall, o anúncio foi recebido com otimismo.

Tony Woodley, secretário-geral da Unite, o principal sindicato na Vauxhall, disse que se tratava de "uma decisão fantástica", apesar de reconhecer que a perda de empregos britânicos será "inevitável".

Desde que a GM pediu concordata nos Estados Unidos, em junho, a Opel vinha sendo controlada por um grupo que inclui representantes da própria GM, do governo federal alemão e dos Estados alemães onde há fábricas da subsidiária.

Por sua vez, a Vauxhall tem 5,5 mil funcionários na Grã-Bretanha.

A matriz americana hoje tem 61% de suas ações pertencentes ao governo dos Estados Unidos.

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