Topo

Seu Automóvel

Diretor da Porsche é preso na Alemanha durante investigação do "dieselgate"

Divulgação
Operação da polícia foi a primeira feita na Porsche desde revelação do "dieselgate" Imagem: Divulgação

20/04/2018 12h32

Executivo estava na Audi quando fraude dos motores a diesel veio à tona

Um executivo da Porsche foi detido na Alemanha após operações de busca e apreensão vinculadas ao escândalo de motores a diesel manipulados, conhecido como "dieselgate". A informação foi repassada à imprensa por uma fonte ligada à montadora.

Um porta-voz da empresa (que pertence ao Grupo Volkswagen) afirmou à AFP que o CEO da Porsche, Oliver  Blume, "informou aos funcionários que a Promotoria de Stuttgart decretou a detenção preventiva de um executivo".

Veja mais

Porsche Panamera Hybrid: o carro mais econômico do país
Quer negociar hatches, sedãs e SUVs? Use a Tabela Fipe
Inscreva-se no canal de UOL Carros no Youtube
Instagram oficial de UOL Carros
Siga UOL Carros no Twitter

Sem revelar a identidade do detido, um porta-voz da Promotoria de Stuttgart confirmou a detenção de um suspeito por "risco de fuga e ocultação de provas", pouco depois de uma operação contra dois executivos e um ex-diretor da Porsche.

Porém, os jornais Bild e Wirtschaftwoche afirmaram que o executivo detido é Jörg Kerner, ex-diretor de motores da Porsche. Kerner trabalhava na Audi quando explodiu o escândalo.

"A Porsche não desenvolve nem produz motores diesel ou programas associados", afirmou Blume na mensagem enviada aos funcionários da empresa.

Na mira da polícia

Mais de 160 policiais e 30 magistrados foram mobilizados em uma ampla operação de busca e apreensão realizada na última quarta-feira (19) em dez pontos dos estados da Baviera e Baden-Wurtemberg.

Estas foram as primeiras ações contra a Porsche no caso que afeta o Grupo Volkswagen.

A VW admitiu ter equipado 11 milhões de veículos a diesel -- sendo 600 mil deles nos Estados Unidos - com um software que manipulava os resultados dos testes antipoluição e dissimulava emissões que superavam em até 40 vezes o limite permitido por lei.

Mais Seu Automóvel