GM precisa de liberação rápida da segunda parte de empréstimo

Em Detroit

A GM, maior montadora americana, advertiu que perderá liquidez em breve se o governo federal não liberar rapidamente a segunda parte de um empréstimo de US$ 9,4 bilhões prometido em dezembro de 2008.

Também nesta quarta-feira, a montadora admitiu perda da liderança mundial no mercado de automóveis após 77 anos, com a divulgação do balanço anual com registro de quedas expressivas nas vendas.

"Se não recebermos a segunda parcela do financiamento, ficaremos sem dinheiro", afirmou o presidente da GM, Fritz Henderson, durante uma conferência patrocinada pelo agência especializada "Automotive News".

"Concluímos a papelada necessária para a segunda parcela e, francamente, esperamos recebê-la", disse.

Henderson mencionou a perspectiva de um esgotamento dos cofres antes mesmo do vencimento de 31 de março, quando a empresa terá que provar ao governo federal que é viável.

Quatro bilhões de dólares foram liberados em 31 de dezembro e a GM espera receber US$ 5,4 bilhões em janeiro.

Outra parcela de US$ 4 bilhões deve ser colocada à disposição da empresa em fevereiro.

As verbas vêm acompanhadas de condições estritas. A GM, assim como a Chrysler, que também recebeu ajuda governamental, deverá demonstrar até março que é viável financeiramente. Caso contrário terá que devolver o dinheiro recebido.

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