Cupê Shinari inaugura novo estilo da Mazda que enaltece fluidez e velocidade

Da Autopress

Mais do que inventar conceitos mirabolantes, os designers e projetistas automotivos gostam mesmo é de ditar estilos. Ou, pelo menos, tentar inaugurar uma nova linha de design com base nas tendências atuais. E essas "escolas visuais" geralmente chegam com um nome garboso. A nova da Mazda, por exemplo, atende pela alcunha Kodo, cuja tradução do japonês para o inglês é Soul of Motion, algo como "alma do movimento". É o que tenta expressar o Shinari, novo conceito da marca japonesa que estará no Salão de Paris a partir de outubro e que vai inspirar os futuros modelos da marca nipônica. De quebra, além de linhas instigantes e futuristas, o protótipo ainda segue outro "modismo": o dos cupês quatro portas.

O tal novo espírito da Mazda quer evocar três características principais, segundo o fabricante nipônico: velocidade, fluidez e sedução. E o Shinari consegue incorporar essas diretrizes em um desenho bastante harmônico e agressivo. O estilo cupê já fica em evidência no capô abaulado cheio de saliências em curva. Dois vincos partem da grade e se aproximam de dois ressaltos que começam nos faróis, se sobressaem nos para-lamas e "somem" no meio das portas dianteiras. O conjunto óptico, por sua vez, traz lentes bastante afiladas e que lembram olhos de felinos, com extremidades pontiagudas.

Do centro destes faróis parte um filete cromado acompanhado de uma linha de leds integrada à grade frontal bicuda, que faz um trapézio irregular com contornos arredondados. Na verdade, a moldura desta entrada de ar tenta imitar a logomarca da Mazda e que remete a uma asa. No spoiler com aparência musculosa, os faróis de neblina, em uma linha curta de led, estão inseridos em uma moldura com traços bem definidos e esculpidos. O perfil encorpado segue o estilo inovador do carro. O Shinari tem uma discreta saída de ar após os para-lamas que combina com os retrovisores bastante afilados -- invenção típica de protótipos e que dificilmente serão empregadas nos modelos de série.

A linha de cintura é irregular e reforça a sensação de movimento do conceito. A carroceria bastante abaulada e com linhas limpas só é cortada pelo mesmo vinco que se origina da protuberância das caixas de rodas. Além do caimento acentuado típico de cupês, a terceira coluna e o para-lamas traseiro ganham volume como se fosse um discreto "culote". O teto, por sua vez, na verdade é um vidro panorâmico que se estende até a traseira. Atrás, a diretriz visual do Shinari se mantém. As lanternas horizontalizadas são pontiagudas, o vidro é bastante inclinado e a tampa do porta-malas traz alguns cortes mais bem definidos que contrastam com a saia e o para-lamas mais bojudo. Um conjunto que, de acordo com a Mazda, quer representar os movimentos de pessoas e animais.

Filosofias à parte, por dentro o Shinari promete uma ergonomia sem igual. Segundo a marca, o modelo foi projetado a partir do motorista, ou seja, de dentro para fora. Por esta razão, o habitáculo mais parece um cockpit. Além dos bancos tipo concha, o painel frontal prolonga-se pelos lados e envolve o condutor. O quadro de instrumentos traz mostradores redondos com um sistema de navegação ao centro do velocímetro com indicação por setas. Um display central voltado para o motorista exibe informações adicionais do carro e do sistema de entretenimento, cujos comandos ficam no botão do console central.

A Mazda ainda não revelou detalhes sobre o conjunto mecânico do Shinari, apenas que o modelo vai contar com três modos de condução. Um dispositivo eletrônico atua na direção, comportamento da transmissão, na frenagem e na suspensão. Só que em vez dos tradicionais modos "Normal" e "Confort", a marca quis fazer firula mais uma vez e batizou os primeiros modos de direção de "Business" e "Pleasure" -- negócio, para o cotidiano, e prazer, para privilegiar o conforto. Só o nome "Sport" foi mantido e segue a receita: enrijece os amortecedores, deixa a direção mais firme e pesada e coloca as mudanças de marcha obrigatoriamente para o modo manual. (por Fernando Miragaya)

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