Foguete familiar, Audi RS6 Avant é monstro de 580 cavalos

Da Auto Press

  • Fernando Miragaya/Carta Z Notícias

    Não se engane com a aparência. A Audi RS6 Avant é capaz de deixar muito esportivo comendo poeira

    Não se engane com a aparência. A Audi RS6 Avant é capaz de deixar muito esportivo comendo poeira

  • http://img.uol.com.br/ico_verfotos.gif ÁLBUM DE FOTOS DA PERUA

As marcas chamadas premium, logicamente, procuram diferenciais na tecnologia, sofisticação e exclusividade. Mas um outro aliado nesta disputa bastante seleta e requintada é a esportividade. As derivações “preparadas” dos modelos são a forma de atrair o consumidor -- obviamente bastante abonado -- que busca algo com um ar menos austero que as imponentes limusines. É onde se encaixam modelos como RS6 Avant. Ele se vale de certa sobriedade e toda a sofisticação da derivação station wagon do A6 e adiciona detalhes estéticos que o tornam mais arrojado. Além, é claro, de uma série de modificações técnicas típicas da linha RS da marca das argolas que põem toda essa esportividade à prova.

Essa mistura já começa pelo motor, o mais potente da atual linha da montadora. Trata-se do 5.0 TFSI com dois turbocompressores, injeção direta de combustível, dez cilindros em “V”, abusivos 580 cv de potência e brutais 66,3 kgfm de torque entre 1.500 e 6.250 giros. O propulsor trabalha com uma transmissão automática Tiptronic, de seis velocidades, com opção de trocas manuais sequenciais através de borboletas atrás do volante. Como em todo modelo das linhas S e RS da Audi, o conjunto conta com a tração integral Quattro, com 40% de torque no eixo dianteiro e o restante no traseiro. De acordo com a condição do piso e de condução, essa força pode ser distribuída em até 65% na dianteira ou até 85% atrás.

FICHA TÉCNICA
Audi RS6 Avant 5.0 V10 TFSI Quattro

Motor: A gasolina, dianteiro, longitudinal, 4.991 cm³, com 10 cilindros em “V” a 90º, dois turbocompressores, quatro válvulas por cilindro, comando duplo de válvulas e injeção direta de combustível. Ignição eletrônica e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático de seis marchas à frente e uma a ré com opções de mudanças manuais sequenciais na manopla da transmissão ou através de borboletas no volante. Tração integral com bloqueio do diferencial. Oferece controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 580 cv a 6.250 rpm.
Torque máximo: 66,3 kgfm, entre 1.500 rpm e 6.250 rpm.
Diâmetro e curso: 84,5 mm X 89,0 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Dianteira independente com braços duplos triangulares transversais, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos duplos com regulagens e barra estabilizadora. Traseira independente com braços múltiplos, amortecedores hidráulicos duplos com regulagens e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Freios: Discos ventilados na frente e atrás. ABS, EBD e assistente de frenagem de emergência.
Carroceria: Station wagon em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. Com 4,92 metros de comprimento, 1,89 m de largura, 1,46 m de altura e 2,84 m de entre-eixos.
Peso: 2.025 kg.
Porta-malas: 565 litros.
Tanque: 80 litros.

Ao mesmo tempo, o RS6 conta com capô em fibra de carbono, freios redimensionados com discos de 390 mm na dianteira e de 356 mm na traseira, além de pneus de perfil baixo 275/35 em rodas de liga leve aro 19. A suspensão, quase toda em alumínio, é posicionada diagonalmente oposta -- como em um “X” -- e faz parte do DRC (Dynamic Ride Control), sistema que trabalha com os amortecedores e promete reduzir oscilações. Se o carro faz uma curva, por exemplo, uma válvula central reduz o fluxo de óleo do amortecedor oposto para compensar e minimizar qualquer oscilação.

Toda essa vontade do RS6, é claro, tem de ter um invólucro caprichado. E a Audi fez questão de ressaltar a esportividade por todos os lados da station wagon médio-grande. A inscrição “RS6” aparece na grade frontal, na tampa traseira, no volante esportivo e nas soleiras das portas. Além disso, o para-choque traseiro foi modificado para abrigar as duas generosas ponteiras de escapamento cromadas e ovais. As carcaças dos retrovisores externos, por sua vez, são cromadas. Na frente, as mudanças são ainda mais evidentes. O RS6 conta com outros cromados em toda a grade xadrez -- e não apenas na moldura -- e um filete de LEDs na saia dianteira faz as vezes de faróis de neblina. O spoiler da frente, aliás, é mais rebaixado que na versão normal da perua.

Na parte de equipamentos, tudo que se espera de uma marca premium e de um carro que custa imodestos R$ 554.300. Na segurança, airbags frontais, laterais dianteiros e traseiros e do tipo cortina, controles de estabilidade e de tração, freios com ABS, EBD e assistente à frenagem de emergência, alerta para mudança de faixa, faróis bixênon autodirecionais e adaptativos, sensores de obstáculos dianteiros e traseiros com auxílio gráfico e câmera de vídeo para a ré, controle de cruzeiro adaptativo, retrovisor interno eletrocrômico e espelhos externos com antiofuscamento, desembaçador e rebatíveis eletricamente. Entre os itens de conforto, ar-condicionado automático de duas zonas, direção eletro-hidráulica, trio, bancos dianteiros com ajustes elétricos e o do motorista com memória integrada ao volante e aos retrovisores, sensores de luminosidade e de chuva e alarme.

Por dentro, além do volante “RS” com costuras aparentes, o RS6 conta com bancos da frente esportivos, teto moldado em tecido preto, revestimento em couro e detalhes em aço escovado. O sistema de entretenimento é o MMI, que integra tela de sete polegadas, sistema de som da marca Bose com rádio/CD/MP3 e disqueteira, entradas USB e interface com iPod e iPhone e Bluetooth. Desta forma, o RS6 Avant só encontraria como rival no Brasil a versão AMG para a configuração station wagon do Mercedes Classe E, que custa cerca de R$ 450 mil. (por Fernando Miragaya)

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
Audi RS6 Avant 5.0 V10 TFSI Quattro

O ronco do motor e o ponteiro do conta-giros com movimentos brutos já dá a pista de que o RS6 Avant promete muito. E basta apenas encostar o pé no pedal direito para sentir na pele toda a voracidade desta station wagon esportiva da Audi. O motor responde prontamente e os ocupantes são logo esmagados contra os encostos dos bancos. A disposição do carro e de seus 580 cv é espetacular, com mudanças de marchas da transmissão Tiptronic ágeis e um zero a 100 km/h de 4,6 segundos, segundo a marca alemã.

Em um piscar de olhos, o RS6 já está a 209 km/h. A Audi diz que chega a 303 km/h limitados eletronicamente -- e o motorista desavisado pode jurar que o carro trafega a velocidades “civilizadas”, tamanho o equilíbrio da perua. O modelo parece grudado no chão, não há qualquer flutuação da carroceria e os dispositivos de segurança -- entre eles o DRC que atua com os amortecedores diagonalmente opostos -- mantém o carro firme e sem pregar sustos. E poder escolher entre acionar as mudanças manuais sequenciais na manopla da transmissão ou através de borboletas no volante torna tudo ainda mais divertido. Com a suspensão na posição Sport, o rodar fica mais firme e, o modelo, mais na mão do condutor.

A sensação de esportividade é reforçada pelo banco do motorista estilo concha e com diversos ajustes elétricos, inclusive das abas que podem inflar ou esvaziar para segurar o condutor de qualquer tamanho. Entrar e sair do carro é tarefa difícil devido ao modelo ser baixo. A suspensão mais dura privilegia a condução arrojada, mas compromete o conforto. Não filtra bem as irregularidades da pista e, mesmo na posição da suspensão no modo Conforto -- que amacia os amortecedores e eleva o curso --, os sacolejos são sentidos dentro do carro até em trechos de paralelepípedos. Nada, porém, que a direção pesada e firme, o volante de pegada esportiva e o instigante barulho do motor de 580 cv não façam o motorista esquecer. (por Fernando Miragaya)

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