Jeep Grand Cherokee está sob investigação nos EUA devido a incêndios

Da Redação, com agências

  • Reprodução

    <b>Jeep Grand Cherokee, sob suspeita nos EUA</b>

    Jeep Grand Cherokee, sob suspeita nos EUA

Cerca de 3 milhões de unidades do SUV Jeep Grand Cherokee estão sob investigação de agências regulatórias norte-americanas. A suspeita de defeitos ocorreu após relatórios do NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration, órgão norte-americano responsável por estudos referentes à segurança dos automóveis) apontarem que o tanque de combustível do modelo situa-se em uma posição de risco, podendo se romper após acidentes. As informações são do boletim Automotive News.

A investigação surgiu após uma análise preliminar de dez acidentes ocorridos com modelos fabricados entre 1993 e 2004 do carro. Nestes casos, 13 pessoas morreram em decorrência de incêndios após as batidas. Segundo o órgão, o fogo aparentemente ocorreu devido ao posicionamento do tanque do Grand Cherokee.

Atual controladora da marca Jeep, a Chrysler disse que está colaborando com as investigações. Em novembro de 2009, a empresa se manifestou por meio do seu porta-voz, Michael Palese, afirmando estar confiante de que "os estudos irão provar que o veículo é seguro em todos os tipos de colisões, por vezes superando modelos concorrentes".

Perguntado se mantinha essa posição, Palese confirmou, alegando que a situação "é uma investigação, não um recall. De fato, os modelos produzidos entre 1993 e 2004 atendem aos requisitos de segurança estabelecidos no país".

Outro órgão de segurança automotiva dos Estados Unidos, o Center for Auto Safety -- fundado em 1970 pelo advogado Ralph Nader, ex-candidato à Casa Branca -- acredita que a situação é ainda pior. De acordo com uma petição, a entidade afirma que o NHTSA possui documentos que provam o envolvimento do veículo em questão em 172 acidentes com incêndios pós-colisão, o que resultou em 254 mortes entre os anos de 1992 e 2008.

Ainda segundo o órgão, os Grand Cherokee produzidos entre 1993 e 2004 possui quatro vezes mais fatalidades ocorridas por fogo após acidentes que os SUV de outras marcas. A petição cita que, quando a marca Jeep era controlada pela DaimlerChrysler, o tanque do modelo foi movido de posição e protegido. Depois de citar casos de incêndio pós-colisões, o documento termina afirmando que eles mostram "os riscos de se ter um tanque desprotegido se estendendo abaixo do para-choque traseiro".

UOL Cursos Online

Todos os cursos