Sedã Lancer é aposta da Mitsubishi no Brasil

Da Auto Press

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    Mirando Corolla e Civic, o Lancer tem design agressivo e desempenho à altura dos rivais

    Mirando Corolla e Civic, o Lancer tem design agressivo e desempenho à altura dos rivais

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No Brasil, a Mitsubishi é mais conhecida pelos seus veículos fora de estrada. Um segmento que, ao longo dos anos, registrou um grande aumento de concorrência. Para aumentar as suas vendas -- e seus horizontes no mercado brasileiro --, a marca japonesa vai fabricar um de seus veículos mundiais no Brasil. É o sedã médio Lancer, que deve ser feito a partir de 2012 em Catalão, Goiás. A fábrica pertence ao Grupo Souza Ramos, representante oficial da marca no país.

Desta forma, a marca espera ter um produto competitivo para brigar em um segmento também bastante acirrado e que conta com modelos como Honda Civic e Toyota Corolla. E como estratégia para antecipar e tornar o desenho do Lancer mais difundido no Brasil, a Mitsubishi apelou para o mítico Evolution X. O esportivo já é importado por cerca de R$ 200 mil.

A briga com o os rivais de marcas japonesas promete ser dura. Civic e Corolla já estão há tempos no Brasil, têm clientes fiéis e rede de revendas mais ampla. Em relação ao tamanho, o Lancer se assemelha com os concorrentes. São 4,57 metros de comprimento -- 9 cm maior que o modelo da Honda e 3 cm a mais que o Toyota -- e 2,70 metros de distância de entre-eixos, 3 cm a mais que Corolla e 4 cm a menos que Civic. O Mitsubishi também é o mais alto e tem largura praticamente igual ao dos concorrentes. Já o porta-malas de 400 litros é 87 litros menor que o modelo da Toyota, mas 75 litros maior que o exemplar da Honda.

Na parte de motores, a Mitsubishi não deve inovar. A tendência é que o propulsor que vai equipar o sedã montado em Catalão seja o mesmo do utilitário esportivo compacto Pajero TR4, também feito em Goiás. O 2.0 16V Flex gera 135 cv a 5.500 rpm e 20 kgfm a 2.250 rpm com gasolina no tanque. Com etanol, produz 140 cv a 5.500 rpm e 22 kgfm a 4.500 giros. A potência declarada fica na média da concorrência. O Corolla conta com um recente propulsor 2.0 de 142/153 cv, e também um 1.8 de 132/136 cv, enquanto o Civic carrega um 1.8 de 138/140 cv.

A vantagem do Lancer frente aos concorrentes está no design. A versão normal do Lancer conta com quase todos os seus atributos visuais. A frente estilo boca de tubarão com o capô com linhas musculosas se destaca – o desenho já é conhecido no Brasil, onde a marca comercializa o Outlander GT. Na lateral, um friso corta quase toda a extensão do veículo.

A traseira também transmite a sensação de que esta versão tradicional do Lancer é mais potente do que realmente é. Na atual geração, as lanternas lembram uma "cara má". O gigante aerofólio, de série e essencial no Evolution X, é opcional e sem grandes funções aerodinâmicas nas outras versões, mas ajuda a agregar um visual nervoso. (por Rodrigo Machado)

 

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
Mitsubishi Lancer

A aparência exterior deste novo Lancer é, sem dúvida, uma das suas características mais chamativas. Mesmo nesta configuração mais “modesta”, o Lancer não deixa de ter um forte impacto visual, algo importante num mercado em que a aparência conta muito. Infelizmente, este belo design se perde no habitáculo, onde imperam formas simples e excessivamente tradicionais . Fica a sensação de que o interior do Lancer peca por ser algo “pesado”. Além de utilizar painéis já conhecidos de outros modelos da Mitsubishi e abusar de plásticos duros. Estes, pelo menos, são agradáveis ao tato e a montagem é de bom nível, sem grandes folgas na ligação dos painéis. A parte mais bonita é o volante, que agrada pelo design, toque e espessura correta.

Para compensar o ambiente pouco envolvente, o habitáculo presenteia os seus passageiros com uma boa liberdade de movimentos. Atrás, o espaço para as pernas é generoso e promete tranquilidade aos ocupantes em viagens de longa duração. O porta-malas também é bom. Com 400 litros de capacidade, é capaz de guardar malas de variados tamanhos. Apesar da ausência de algumas regulagens, como o ajuste de profundidade da coluna de direção, este Lancer permite ao motorista se sentir confortável ao volante. A maioria dos instrumentos é bastante legível e de fácil manuseio. Mas os comandos do ar-condicionado poderiam estar numa posição mais elevada.

O câmbio é rápido e preciso, mas as relações longas não ajudam nas retomadas. Um ponto que agrada nessa geração do Lancer é a sua eficácia dinâmica. Nesta configuração, com rodas de 16 polegadas, este três volumes cumpre bem as suas funções, revelando sempre um comportamento previsível e fácil de controlar. Aliás, o rolamento em velocidades mais elevadas é algo trepidante, com a sensação que o esquema de suspensões -- McPherson à frente e multilink atrás -- merecia uma calibragem mais firme. Mas, como trata-se de um sedã familiar, a mesma suspensão privilegia o conforto a bordo. (por Nelson Oliveira, da AutoMotor/Portugal, exclusivo para Auto Press)

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