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Como é pilotar a G 310 R, moto mais barata já feita pela BMW no mundo

Aldo Tizzani

Da Infomoto

11/08/2017 04h00

Modelo chega por R$ 21.900 para agradar motociclistas iniciantes e ser a "porta de entrada" da fabricante alemã

Um dos lançamentos mais esperados do ano, a BMW G 310 R deixou muitos motociclistas curiosos querendo saber se vale a pena pagar R$ 21.900 para tê-la na garagem.

Feita para rodar na cidade, tem em seu foco motociclistas iniciantes. Para atingir esse público a marca aposta em um pacote que privilegia a pilotagem dócil. Desenvolvida na Alemanha e fabricada em Manaus (AM), é a nova "porta de entrada" da marca para atingir esse novo público.

Visual foi inspirado na irmã mais velha, a naked S 1000 R. Mais bonita ao vivo do que nas fotos, a nova BMW traz encaixes perfeitos entre as partes e usa materiais de qualidade. Destoa apenas o escapamento, que não traz um desenho alinhado ao restante da moto. Conta com lanterna traseira de LED.

Motorização e desempenho

Seu motor é inédito. Trata-se de um monocilíndrico de 313 cm³ com arrefecimento líquido e comando duplo no cabeçote. Sua potência máxima é de 34,5 cv (a 9.200 rpm) e o torque máximo, de 2,85 kgfm, disponível a 7.500 giros. Traz ainda injeção eletrônica e câmbio de seis marchas.

Diferencial do motor fica por conta do posicionamento do cilindro, inclinado para trás -- bem diferente da maioria das motos --, o que deixa o cabeçote rotacionado em ângulo de 180 graus, já que o duto de admissão está posicionado à frente. Esta solução mecânica ajudou a reduzir vibrações e deixar o centro de gravidade mais baixo.

Ronco, encorpado, agrada aos ouvidos. Em circuito fechado a aceleração se deu de forma bastante linear, com velocidade máxima próxima dos 140 km/h. Poderia oferecer mais torque em faixa menor de giros, mas acima de 5.500 rpm a moto parece pegar "de vez" o embalo.

Câmbio merece destaque por conta do escalonamento com a sexta marchas mais longa, privilegiando médios giros, e pelas trocas rápidas (especialmente nas reduzidas).

Em caso de emergência o piloto conta com conjunto de freios bem equilibrado e eficiente. Na dianteira, disco simples de 300 mm de diâmetro com pinça de fixação radial e pinça de quatro pistões. Na traseira, pinça flutuante de dois pistões associada a um disco de 240 mm de diâmetro. De série, a moto traz sistema de freios antitravamento (ABS) de dois canais.

Conforto e ergonomia

Quadro de instrumentos moderno e funcional, com indicador de marcha, consumo instantâneo e médio, entre outras informações, nos faz lembrar um smartphone.

As mãos chegam aos comandos com facilidade, enquanto os pés tocam o solo naturalmente. O banco está a apenas 78,5 cm de altura do solo e possui espuma de boa densidade. Há outras duas opções de assentos, uma mais baixa e o outra com mais espuma, pensadas para quem vai usá-la em viagens.

Em função das pedaleiras recuadas, as pernas do piloto ficam flexionadas e bem encaixadas na lateral do tanque de combustível (com capacidade para 11 litros). Guidão largo, curta distância entre-eixos (1,37 metro) e peso estimado em 158 kg (ordem de marcha) são outros fatores que ajudam a proporcionar uma pilotagem agradável e intuitiva.

Com tais predicados fica fácil mudar de direção e ter agilidade em manobras rápidas ou em baixa velocidade.

Ciclística

A ciclística também tem papel fundamental para a harmonia do conjunto.

O chassi tubular fica parcialmente exposto e mostra a modernidade do projeto. Na dianteira, a suspensão usa garfo telescópico invertido com tubos de 4,1 cm e 14 cm de curso. Monoamortecedor traseiro é fixado diretamente na balança de alumínio, tendo 13,1 cm de curso e com pré-carga da mola ajustável em 10 posições.

Regulado para uma condução mais confortável, o conjunto manteve a roda “grudada” ao chão. Em termos de absorção, é preciso esperar para ver como será o comportamento nas ruas esburacadas das cidades brasileiras, onde a exigência será muito maior...

Equipada com rodas de liga leve de 17 polegadas, a G 310 R usa pneus de perfil esportivo -- 110/70 (dianteira) e 150/60 (traseira) --, que permitem contornar curvas de forma mais ousada, até o limite das pedaleiras.

Hora de escolher

A G 310 R entra em uma disputa interessante. Já que nosso mercado oferece boas opções nessa faixa de cilindrada como, por exemplo, Kawasaki Z300, Yamaha MT-03 e KTM 390, cujos preços variam entre R$ R$ 18.890 e R$ 21.990. Quem busca uma naked esportiva tem na KTM Duke 390 (R$ 21.990) uma opção mais radical.

Porém, nenhuma delas tem o carisma e o glamour da marca alemã.

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