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Triumph Street Scrambler, R$ 41.990, une versatilidade e estilo retrô; veja

Arthur Caldeira

Da Infomoto

15/07/2017 06h00

Modelo estreia no Brasil unindo estilo retrô e motor de 900 cc

Mais nova integrante da família de clássicas modernas da Triumph a ser lançada no Brasil, a inédita Street Scrambler une estilo retrô com uma pitada de versatilidade.

Com rodas raiadas, pneus de uso misto, pedaleiras altas e guidão largo, o novo modelo tem visual inspirado nas primeiras motos off-road da década de 1950. A Scrambler pode não ser uma aventureira capaz de ir à Patagônia, mas até encara uma estradinha de terra. Equipada com freios ABS e controle de tração, custa R$ 41.990.

Com a mesma base mecânica de suas irmãs Street Twin e Street Cup, a Scrambler ganhou ajuste no motor bicilíndrico de 900 cc e arrefecimento líquido. A sensação é de que há mais torque em baixas rotações, com acelerações mais vigorosas e força suficiente para rodar com uma marcha mais alta em baixos regimes. Essa mudança reforça sua "vocação" para o fora-de-estrada.

A parte ciclística também foi adaptada à proposta: construída sobre o mesmo chassi, ela ganhou novo acerto na suspensão dianteira e amortecedores mais longos na traseira. Embora o ajuste de compressão e o retorno tenham sido revisados, o garfo telescópico KYB tem o mesmo curso (120 mm) que as Bonneville, também de 900cc.

A roda dianteira de maior diâmetro (19 polegadas) é outro auxílio para enfrentar trechos com pavimentação ruim. Raiadas, as rodas são calçadas por pneus Metzeler Tourance EXP (com câmara, normalmente vistos em motos aventureiras), nas medidas 100/90 R19, na frente; e 150/70 R17 atrás.

Renato Durães/Infomoto
Voos mais altos: a Street Scrambler pode não ser ideal para ir à Patagônia, mas vai bem na terra, acredite... Imagem: Renato Durães/Infomoto

Ágil e divertida

O bem escalonado câmbio de cinco marchas e o torque de sobra proporcionam um rodar suave e sem esforço no trânsito. Dá para engatar terceira ou quarta marchas e esquecer do pedal de câmbio: basta girar o acelerador para que o motor responda prontamente. O torque máximo (bons 8,16 kgfm) está disponível logo a 3.230 rpm, o que se traduz em acelerações vigorosas e divertidas.

Com guidão mais largo e distância entre-eixos (1.446 mm) maior do que a Street Twin, a Scrambler também muda de direção com mais facilidade, uma vantagem para costurar entre os carros. Mas cuidado: assim como outras motos trail, ela pode "fechar" o guidão em manobras mais lentas. O assento baixo (apenas 79 cm do solo) evita tombos bobos.

Já na estrada, o motor funciona como "relógio", sem engasgos ou buracos na aceleração. A potência -- 55 cv a 5.900 rpm -- não é de impressionar, mas é suficiente para se divertir. Sem proteção aerodinâmica, rodar em velocidades mais altas compromete o conforto e cansa. Em contrapartida, o banco largo e mais macio do que em suas irmãs acomoda bem o piloto em viagens curtas. Em nossa avaliação, a média de consumo foi de 22 km/litro, projetando autonomia de 260 km (tanque de 12 litros).

Em curvas, agrada a "obediência" da moto: basta um toque de pouca força no guidão para ela deitar. Ir de um lado para outro em trechos sinuosos é pura diversão.

E no off-road?

Já em trechos fora-de-estrada e de desníveis menores, a suspensão mostra dar conta do recado. Em obstáculos maiores, nota-se que falta curso na suspensão. Nessa hora é importante lembrar que a nova moto da Triumph é uma Scrambler, não é uma trail. E, por isso, até que se sai bem na terra.

Além disso, os apliques de borracha no tanque ajudam a pilotar em pé e pode-se retirar as coberturas das pedaleiras para que elas fiquem como em uma moto off-road. A unidade testada tinha o banco e as pedaleiras da garupa instaladas, mas é possível retirá-las para aliviar o peso e instalar um rack de alumínio.

Por R$ 41.990, a nova Triumph Street Scrambler está no mesmo patamar das concorrentes (leia: a família Ducati Scrambler) e oferece estilo retrô com a possibilidade de ir um pouco além. Há o incômodo, principalmente no trânsito, do calor do escapamento elevado, assim como havia nas antigas motos adaptadas para o off-road. Mas, como diz o ditado, "não há gosto que não custe."

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