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Kawasaki Z900 requer pilotos "com braço": muita potência e pouca ajuda

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Câmbio de seis marchas e torque superior a 10 kgfm garantem pilotagem prazerosa... mas não há controle tecnológico Imagem: Divulgação

Cicero Lima

Da Infomoto

22/02/2017 10h00

Modelo substitui Z800 na Europa com poucos recursos eletrônicos

No ano passado, amantes de nakeds se animaram com a apresentação da Kawasaki Z900 no Salão de Milão, em outubro. Quatro meses depois, a marca anuncia na Europa o início das vendas do modelo, que irá substituir a consagrada Z800. A mudança acontece gradativamente e deve chegar ao Brasil em breve.

A nova moto usa motor de quatro cilindros em linha e comando duplo de válvulas capaz de atingir 125 cv -- com destaque para o torque de 10,1 kgfm. Câmbio de seis marchas e a embreagem deslizante completam o conjunto.

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Regulagem total da suspensão é um dos atributos do modelo, que acaba de ser lançado na Europa Imagem: Divulgação

A suspensão dianteira usa garfos invertidos (upside-down) com regulagem total e curso de 120 mm; na traseira, o sistema também permite regulagem e oferece 140 mm de curso. O quadro em treliça, inspirado no da H2R, pesa somente 13,5 kg. E as rodas de liga leve (17 polegadas) usam pneus Dunlop 120/70 ZR na frente e 180/55 ZR atrás.

Equipada com sistema ABS, o conjunto de freios usa disco duplo na dianteira, de 300 mm, que são "alicatados" por pinças de quatro pistões. Na traseira, há um disco único, de 250 mm, que usa pinça de um pistão.

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Painel da Z900 é totalmente digital, com destaque para o conta-giros e indicador de marcha engatada Imagem: Divulgação

No "braço"

Apesar do trem-de-força nervoso, já existem críticas da mídia especializada europeia, que lamenta a ausência de recursos eletrônicos -- como controle de tração ou mapeamento do motor -- para pilotos iniciantes ou não tão veteranos.

Na prática, segurar a Z900 requer "braço" e experiência.

Mesmo assim, o banco (baixo, a apenas 795 mm) oferece boa sensação de segurança para pilotos de menor estatura. Associado a isso, o peso reduzido (apenas 210 kg em ordem de marcha) e o baixo centro de gravidade faz da Z900 uma moto amigável. Será preciso, porém, ficar ligado às partes baixas, já que ela fica a só 130 mm do solo.

O tanque de combustível suporta 17 litros -- o fabricante declara, na Europa, consumo médio de 18 km/l, projetando autonomia superior a 300 quilômetros. Por lá, a Z900 chega por 8.899 euros na versão com freios ABS (cerca de R$ 29 mil em conversão direta, sem taxas ou imposto).

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Com 210 kg em ordem de marcha, Z900 com freios ABS tem baixo centro de gravidade Imagem: Divulgação

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