Motos

Honda CBR 500R ganha visual e ronco esportivos, mas e o desempenho?

Arthur Caldeira

Da Infomoto

21/01/2017 08h00

Versão (nem tão) malvada da família de 500 cc custa R$ 29.000

A CBR 500R é a única entre os três modelos da linha de 500 cc da Honda, que inclui a naked CB 500F e a aventureira CB 500X, a carregar o “R” da divisão de performance Racing. Segundo a fabricante, isso acontece porque a carenagem integral do modelo herdou o DNA de CBR 1000RR e CBR 600RR, estas sim esportivas puro-sangue.

Reestilizada no ano passado, teve o visual modernizado com grafismos e cores mais ousados, além de conjunto óptico duplo com faróis de LED que deu novos ares para o modelo, lançado em 2013. Atualmente é vendida pelo preço sugerido de R$ 29.000, já com freios ABS (antitravamento).

O discurso do departamento de marketing, entretanto, esbarra no comportado motor bicilíndrico de 471 cm³, duplo comando no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e refrigeração líquida, que não sofreu alterações.

Uma esportiva amigável

Projetado para ser econômico e entregar potência de forma linear, produz apenas 50,4 cavalos (a 8.500 rpm). As poucas mudanças internas que o propulsor recebeu não alteraram o rendimento: ele continua amigável em baixas rotações e com torque suficiente para arrancadas, mas é só acima de 5 .000 giros que empurra com mais vontade.

Só que aí... O fôlego acaba logo e a velocidade máxima fica em 175 km/h, configuração que pode não empolgar quem deseja uma moto para usar na pista. A CBR 500 parece mais adequada a quem está começando. Como a potência comedida não supera a aderência dos pneus, os sustos são raros em circuito fechado e os erros, toleráveis.

A boa notícia é que o câmbio de seis velocidades foi revisto a fim de facilitar as trocas de marchas, e uma bem-vinda mudança na ponteira do escapamento fez o ronco ficar mais empolgante -- pelo menos isso --, além de deixar a peça -- agora toda cromada -- mais bonita.

O quadro, em tubos de aço tipo diamante, é o mesmo de linhas anteriores. Suspensões, apesar de aprimoradas e de agora oferecerem ajuste na pré-carga da mola do garfo dianteiro, não permitem regulagens que podem ser feitas em qualquer outra CBR.

Podemos defini-la, portanto, como uma "esportiva de entrada", já que sim, é possível se divertir com ela, desde que se tenha ciência de suas limitações.

Nenhuma das alterações citadas mexeu no peso do conjunto: 194 kg em ordem de marcha. Porém, os semiguidões, que proporcionam bom equilíbrio entre postura esportiva e certo conforto, dão a sensação de que se trata de uma moto mais leve.

Agilidade ela tem

A nova suspensão dianteira transmite confiança nas entradas de curvas. Já o monoamortecedor com novos ajustes reduziu bastante a sensação de que a traseira balançava nas retomadas. Em geral, agilidade e maneabilidade seguem excelentes.

Freios foram aprimorados e têm bom desempenho, sem aquela “mordida” arisca dos discos duplos. Muito cuidado ao usá-la na pista, porém, pois após algum tempo demonstraram certa fadiga. Outra boa novidade é que o manete do freio dianteiro agora pode ter sua altura ajustada.

Numa análise final é possível dizer que a CBR 500 está, sem dúvidas, melhor do que antes. Até detalhes como a nova tampa de combustível articulada e a chave mais sofisticada deram novo status ao modelo.

O grande erro da Honda foi aumentar o preço em 12% desde o lançamento, em junho do ano passado. Com ABS chegou com preço sugerido de R$ 29.000. O resultado foi que as vendas do modelo caíram pela metade: se no primeiro semestre de 2016 a média era de 100 motos por mês, no segundo houve queda para cerca de 50.

Sem muito alarde, concessionários oferecem a CBR 500R a R$ 27.690 à vista, ainda acima de rivais como a Yamaha YZF-R3 -- campeã de vendas no segmento em 2016 --, cuja etiqueta é de R$ 22.890 com ABS.

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