Carros

Indian Scout põe pimenta na receita americana por R$ 54.990; conheça

Aldo Tizzani

Da Infomoto

27/02/2016 08h00

Indian Scout tem a receita clássica da motocicleta custom norte-americana: motor de dois cilindros em "V", grande ângulo de cáster e estilo de sobra.

Para apimentar essa fórmula, a marca afinou o motor com um pouco mais de tempero para deixá-lo com 100 cv. Com isso, seu preço sobe de R$ 49.990 para R$ 54.990. A Scout tem a missão de ser o "carro-chefe" da Indian no Brasil, com 50% das vendas totais da marca.

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Engenheiros mantiveram a essência e o DNA da Scout dos anos 1920, 1930 e 1940 Imagem: Divulgação

Na cidade

Em vias urbanas, o que chama a atenção é a capacidade da moto de mudar de direção com facilidade. Dá para rodar carregado só controlando aceleração e torque. Por exemplo, com a quarta marcha engatada, a Scout parece ter transmissão automática -- basta dosar o acelerador que, a partir dos 1.650 rpm, já há torque para manter 40 km/h e circular entre os carros com desenvoltura. Já a 3.100 rpm, a Indian chega a 75 km/h.

Enquanto a moto roda entre os carros, o piloto sentirá o calor vindo do cilindro traseiro. O motor usa refrigeração líquida e os puristas sentirão falta das aletas para a dissipação de calor. Outro incômodo é o difícil acionamento do manete de embreagem, que exige pulso firme, embora o câmbio tenha engates precisos. 

A estrada é sua casa

É na rodovia que a Scout se sente em casa. O motor entrega potência de forma progressiva, mas quando o piloto gira o acelerador com vontade, aparece certa pitada de esportividade. O comportamento se torna vigoroso. De quebra, há baixíssima vibração.

Com sexta marcha engatada, a velocidade cresceu com o regime de rotação: 3.300 rpm, 100 km/h; 3.650 rpm, 110 km/h; 4.000 rpm, 120 km/h. O torque máximo de 9,96 kgfm chega a 5.900 rpm (torque), porém a curva de potência não é divulgada pela marca.

O piloto não deve se empolgar em curvas mais radicais, pois dependendo do ângulo de inclinação, as pedaleiras raspam no asfalto. O consumo médio registrado entre o circuito misto (cidade e estrada) foi de 20 km/l.

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Modelo de entrada da Indian conta com lanterna em LED Imagem: Divulgação

Equilibrada

O sistema de freio é eficiente. Com ABS, ele traz discos de 298 mm, com pinça de duplo pistão, na dianteira e pinça simples na traseira. Para completar, o modelo conta com flexíveis revestidos em malha de aço (Aeroquip), que conferem maior precisão à frenagem.

As suspensões são tradicionais, com garfo telescópico na dianteira e dois amortecedores traseiros com regulagem de pré-carga de mola. A receita se mostrou adequada ao modelo e não atingiu o final de curso em nenhum momento. Os pneus Pirelli Nigth Dragon (radiais, sem câmara) -- 130/90 na frente e 150/90 atrás -- calçam rodas de liga leve aro 16.

A Indian ainda adotou o mesmo tipo de chassi, de formato triangular, usado nas primeiras Scout dos anos 1920. A diferença é que, hoje, o quadro é fabricado em alumínio forjado, que garante rigidez e agilidade.

Ergonomia

Pedaleiras avançadas, banco no formato de sela e guidão largo. Um piloto com estatura mediana pode rodar confortavelmente, com pernas semi-flexionadas e braços quase que retos ao estilo custom. Mas não há proteção aerodinâmica, possibilidade de levar garupa ou bagagem.

Simples e funcional, o painel tem velocímetro analógico (fundo branco, com números e ponteiro em vermelho e boa visualização noturna) e um mostrador digital com hodômetro, conta-giros, indicador da temperatura do motor e relógio, além de um indicador de marchas. As informações podem ser acessadas por meio de um botão que fica na parte superior do punho esquerdo.

A Scout é uma grata surpresa e agrada pela potência e pelo torque generoso. Oferece ciclística acertada, boa ergonomia, conforto e segurança por conta dos freios ABS. É divertida e fácil de pilotar, apesar de simples. È refinada no design e no comportamento dinâmico.

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Scout chega ao Brasil com três opções de cores: preto, vermelho e prata Imagem: Divulgação

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