Carros

Tiger 800 XR, R$ 37.990, sacrifica conforto para ser mais barata

Arthur Caldeira

Da Infomoto

14/12/2015 17h26

Versão criada para celebrar as 10 mil unidades montadas pela Triumph no Brasil, a Tiger 800 XR cobra R$ 37.990 e entrega a mesma base mecânica e ciclística de toda a família aventureira, só que sem alguns itens de série para ser a bigtrail mais acessível de todo o segmento.

Seu preço é R$ 5 mil mais em conta que o da Tiger XRr (R$ 42.990). A diferença fica ainda maior se compararmos a concorrentes como a BMW F 800 GS (R$ 43.350). A etiqueta é convidativa, mas proporciona perda de itens de série que podem ser importantes para quem gosta de pegar a estrada. Vale a pena? É o que Infomoto tentou descobrir.

O que ela tem

Embora cobre menos, a Tiger 800 XR está longe de ser uma moto "pelada". Alinhada ao resto da família visual e mecanicamente, a versão possui motor tricilíndrico revisado de 800 cc -- 95 cv de potência (a 9.250 rpm) e 8,06 kgfm de torque (a 7.850 rpm) --, acelerador eletrônico e novo sistema de alimentação que a permitem alcançar excelente média de 19 km/l em rodovias.

A ciclística também é igual à das Tiger mais caras: rodas de liga de alumínio -- aros 19 e 17 --, suspensões com garfo invertido na dianteira e monoamortecedor com ajuste na pré-carga da mola na traseira, e freios a disco com sistema ABS (antitravamento). 

Mario Villaescusa/Infomoto
Conjunto mecânico é tão eficiente quanto o da Tiger 800 de topo em todos os sentidos: sistema de freios, por exemplo, usa disco nas duas rodas e é assistido pelo ABS Imagem: Mario Villaescusa/Infomoto

O que ela perde

Se a mecânica é idêntica, a Tiger 800 XR justifica o preço menor pela lista de equipamentos menor. Protetores de mão, cavalete central e banco com camada extra de gel para piloto e garupa foram limados do pacote. O para-brisa não oferece ajuste, o que pode incomodar pilotos mais altos. Para compensar, o assento ao menos permite ajuste em duas posições, com posições em 81 ou 83 cm de altura em relação ao solo.

O piloto automático, bastante útil em longas viagens, também não equipa esta versão. Outra ausência eletrônica são os três modos de pilotagem, que permitem ajustar mapas de aceleração, freios antitravamento e controle de tração nas versões mais caras. No caso da Tiger XR, sobreviveram somente o modo off-road, que altera os parâmetros para pilotar na terra, e a opção de desligar ABS e controle de tração.

Computador de bordo? Esqueça. Na Tiger de entrada há apenas conta-giros analógico e, na tela digital, velocímetro, dois hodômetros, relógio e temperatura. 

Mario Villaescusa/Infomoto
Painel de instrumentos é um dos itens "empobrecidos"; computador de bordo foi cortado e informações estão dispostas de forma mais resumida Imagem: Mario Villaescusa/Infomoto

Vale a economia?

Respondendo à pergunta do segundo parágrafo: tudo depende do que você deseja fazer com a moto. Quer uma bigtrail para rodar na cidade e que ainda entrega desempenho para se divertir com os amigos no final de semana, incluindo trechos fora-de-estrada? Nem pense duas vezes: a Tiger 800 XR vai lhe atender muito bem.

Agora, se seu plano inclui viagens mais longas, com garupa e bagagem, é melhor investir R$ 5 mil extras na versão 800 XRx, equipada com itens essenciais para garantir maior conforto.

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