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BMW S 1000 RR, R$ 76.900, fica mais moderna; veja o que mudou

Arthur Caldeira

Da Infomoto

16/07/2015 08h00

A BMW S 1000 RR foi lançada em 2009 para ser o primeiro modelo da marca focado em alto desempenho dentro de uma pista de corridas. Potente e segura, tornou-se rapidamente uma referência. No início deste ano, recebeu melhorias e chegou ao Brasil, já como linha 2015, em sua versão mais completa. Parte de R$ 76.900 e chega a R$ 79.400 com pintura tricolor.

Para remodelá-la, a fabricante seguiu a receita de toda boa superesportiva: aumentou a potência em 6 cv, para 199 cv, e reduziu o peso em quatro quilos, para 204 kg em ordem de marcha. Também incrementou o pacote de assistências eletrônicas e atualizou seu visual, sem deixá-la perder a identidade marcante. Os chamativos faróis assimétricos, por exemplo, foram mantidos porém invertidos: o mais ovalado passou para o lado direito, enquanto o esquerdo foi alongado.

As atualizações foram importantes para impedir que a S 1000 RR fosse engolida por novas concorrentes de peso no mercado global, caso das novas Yamaha R1 e Ducati Panigale 1299, que devem desembarcar por aqui em breve.

Renato Durães/Infomoto
Visual da superesportiva foi ligeiramente remodelado, para deixá-la mais moderna sem abandonar identidade visual Imagem: Renato Durães/Infomoto
O que mudou

A carenagem ganhou linhas mais angulosas, para combinar com as “guelras de tubarão” que a antecessora já ostentava. A lanterna traseira foi alargada e o escapamento, aumentado, embora esta última peça seja a grande responsável pela perda de peso, por ser três quilos mais leve. Mesmo assim, o escape não deixa de ter um desenho poligonal inusitado, destoante do resto da moto.

O quarto quilinho foi perdido com uso de uma nova estrutura de quadro, mais equilibrada, rígido e flexível. Ângulo de cáster e distância entre-eixos também foram revistos, a fim de melhorar ainda mais a maneabilidade. As suspensões -- garfo telescópico invertido na dianteira e balança traseira monoamortecida --, por sua vez, agora são ajustadas eletronicamente, em sistema semelhante ao das suspensões ativas, que adaptam altura e rigidez ao tipo de piso.

Para quem tem mais experiência e conhecimento, é possível regular compressão, retorno e pré-carga da mola de forma individual. Se esse não é seu caso, resta brincar com os três modos de pilotagem disponíveis: Rain, Sport e Race. Cada um deles altera mapas de motor, acelerador, ABS, controle de tração e parâmetros da suspensão. 

Renato Durães/Infomoto
Embora com formato aparentemente desproporcional ao restante da moto, escapamento da S 1000 RR ficou 3 kg mais leve e foi responsável pela maior parte da perda de peso Imagem: Renato Durães/Infomoto

Mais dócil

Todas as modificações, segundo a BMW, visam a tornar a S 1000 RR mais amigável, seja para contornar curvas sinuosas em uma estrada de serra ou para ir ao limite em circuito fechado. No modo Rain, por exemplo, a potência do motor 4-cilindros em linha de 1.000 cc fica limitada a 187 cv. As suspensão trabalham de forma mais suave e as assistências eletrônicas se fazem mais presentes.

Com as modificações no propulsor, a entrega dos 11,5 kgfm de torque ficou mais linear, com boa parte da força aparecendo logo aos 3.000 giros, algo que facilita a pilotagem “civilizada” em marchas mais altas. Assim, a S 1000 RR 2015 está mais ágil e dócil, permitindo deitar nas curvas de forma fácil e corrigindo qualquer resquício de "barbeiragem". 

Renato Durães/Infomoto
Deitar nas curvas está ainda mais fácil: bom para motociclistas sem tanta experiência Imagem: Renato Durães/Infomoto

Pegada esportiva permanece

Isso, claro, nos modos mais suaves: ao experimentar os modos Sport e Race, o acelerador fica progressivamente mais arisco e a resposta dos potentes freios -- disco duplo com pinças radiais Brembo na dianteira; disco simples na traseira -- já não é mais tão imediata, devido à menor interferência do ABS.

É no uso esportivo que se sente toda a força da S 1000 RR, fazendo com que o assistente para troca de marchas sem uso da embreagem se mostre um item bastante útil: proporciona trocas rápidas e permite, para quem está andando em alta velocidade num autódromo, prestar mais atenção às frenagens, retomadas e traçados. 

Há ainda outros auxílios eletrônicos, como aquecedor de manoplas, anti-wheeling (para evitar empinadas) e Race ABS (que acerta o sistema antitravamento para a pilotagem esportiva), Por fim, o pacote Pro, para uso em competições, acrescenta os modos Slick (para ser usado com pneus lisos de pista) e User (totalmente personalizável), além de controle eletrônico de largada e limitador de velocidade nos boxes.

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