Carros

Apaixonados por off-road encaram trilhas alagadas do Pantanal

Aldo Tizzani

Da Infomoto, em Bonito (MS)

Em 2014, o mercado de quadriciclos (ATVs) vendeu mais de 10 mil unidades. Volume maior, por exemplo, ao de motos Harley-Davidson comercializadas no período (7.586 unidades). Mesmo parecendo invisível, este tipo de veículo é muito usado como ferramenta de trabalho e instrumento de lazer em fazendas e acampamentos.

Além de vendas, competições, eventos e passeios envolvendo os ATVs e UTVs (espécie de jipinho ou bugue, com assentos e volante convencionais) vêm crescendo em todo o país. Prova disso é a realização da quarta edição do evento "Bonito na Trilha", que reuniu quase 250 pessoas e mais de 100 veículos 4x4, em Bonito (MS).

Foram três dias de provas com belas paisagens, boas rotas, exercícios típicos como a desafiadora "gangorra" -- ganha o piloto com mais habilidade para equilibrar o veículo sobre uma prancha a mais de metro do chão --, mas também estrutura e clima de amizade, cooperação e relaxamento, como no momento da tradicional costela de chão.

"O Bonito na Trilha é considerado o melhor encontro off-road do Mato Grosso do Sul. Participo desde a segunda edição por ter muitos desafios e ser ponto de encontro dos amigos trilheiros e seus jipes, ATVs e UTVs de todas as marcas e todo tipo de adaptações", explica Fábio Velloso Vilela, dono de um quadriciclo Can-Am Outlander XT 1000.

O monstro do lago

O sol nem despontou e muitos aventureiros partem para a trilha principal, com percurso xde mais de 120 quilômetros por estradas pantaneiras, trilhas fechadas com muitos galhos, raízes e pedras, além, é claro, de áreas alagadas, uma característica da região.

Este "molho" serve para abrir o apetite dos destemidos pilotos. Para chegar ao tradicional almoço dos tropeiros é preciso cruzar a área alagadiça, batizada de Lago Ness, em referência ao Loch Ness, nas Terras Altas da Escócia. Em vez do possível monstro, o desafio é não ficar atolado.

"Este ano tentei atravessar com aceleração máxima, mas o quadri parou e atolou na metade", lamentou Vilela. "Meu brinquedo tem muita força, mas o monstro do lago estava lá segurando todos que tentam passar. Até hoje, não vi ninguém atravessar sem ajuda".

Aldo Tizzani/Infomoto
É difícil identificar os modelos na lama e muitos competidores só desatolam com ajuda Imagem: Aldo Tizzani/Infomoto

Reunião em família

Famílias também entram na aventura no meio do Pantanal. O empresário Gilberto de Andrade, de Campo Grande (MS), participou da prova ao lado de três de seus quatro filhos -- Felipe, Gildo e João Gilberto. João, de seis anos, pilota quadriciclos há três. "Minha maior alegria é compartilhar estes momentos com meus filhos. Este convívio entre trilheiros desenvolve o sentimento de solidariedade, de união e de extrema parceria", disse Andrade que acompanhou os quadriciclos Honda TRX 420 Fourtrax dos filhos a bordo de um Troller T4.

O evento também reuniu Ito e Diogo Melo. O pai com o UTV Polaris Ace 570, enquanto o filho pilotava outro Honda Fourtrax. A escolha se deu pela segurança. "O piloto vai sentado, centralizado e com as mãos no volante e, de quebra com a proteção da gaiola, que expõe menos o piloto", justificou Ito.

Adrenalina na lama

Também há espaço para quem curte emoção em nível máximo. O domingo reservado às competições na pista da Fazenda São Geraldo, às margens do rio Sucuri, provam isso Pilotos mais experientes em quadriciclos e UTVs travaram uma corrida contra o relógio no percurso de 1.600 m. De acordo com o idealizador, o piloto de rali Rodrigo Khezam, a pista indoor deste ano foi mais longa e travada.

"Nosso objetivo foi deixar o trajeto mais radical e emocionante para os participantes usarem todos os recursos dos equipamentos", afirmou Khezam.

Viagem a convite da organização do evento

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