Carros

Yamaha XT 660R completa uma década de sucesso no Brasil

Arthur Caldeira

Da Infomoto

30/04/2015 08h00

Quem procura uma moto aventureira de puro sangue, daquelas com rodonas de 21 polegadas na dianteira, torque de sobra e posição de pilotagem agressiva -- na qual o guidão largo faz com que o piloto dobre os cotovelos e rode com os braços abertos --, encontra na Yamaha XT 660R uma das raras opções no mercado (brasileiro e mundial). Lançada em 2003 no exterior, ela chegou ao Brasil pouco mais de um ano depois. E mesmo após dez anos em nossas estradas, o modelo da marca japonesa continua bem: em 2014, foram 2.100 unidades produzidas.

Quando foi apresentada, ela tinha a importante missão de substituir a consagrada XT 600E, que não se adequava às normas de emissão de poluentes com seu motor carburado. Mais leve e potente, a XT 660R trazia sistema de injeção eletrônica como trunfo -- trata-se da primeira moto feita no Brasil com essa tecnologia.

Para celebrar o aniversário da XT, conheça com dez motivos pelos quais o modelo ainda continua fazendo sucesso, seja qual for a estrada.

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1. MOTOR TORCUDO Imagem: Divulgação
Seu motor de um cilindro e 659,7 cc de capacidade é o primeiro fator. Com refrigeração líquida e comando simples no cabeçote para controlar a abertura das quatro válvulas, ele produz 48 cavalos (6.000 giros) e ótimos 5,95 kgfm de torque, atingidos a 5.520 rpm. Basta girar o acelerador para disparar à frente dos carros e motos no semáforo. Pilotar a XT 660R com tranquilidade é quase impossível.

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2. VALENTIA PARA AVENTURAS FORA DA ESTRADA Imagem: Divulgação
As primeiras motos trail nasceram diretamente das motos de motocross. Bastava adaptar um farol, lanterna, luzes e um retrovisor para rodar nas ruas. Talvez a longevidade da XT 660R venha justamente dessa origem: rodas raiadas com aro 21 na dianteira, suspensões de longo curso, guidão largo e a silhueta esguia fazem com que o piloto senta-se praticamente sobre o tanque de combustível, como em uma moto de motocross. Um conjunto robusto e com excelente distância livre do solo (21 cm) que permite superar obstáculos e arriscar até trilhas mais pesadas. O banco a 86,5 cm do chão, porém, intimida os mais baixinhos.

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3. RELEITURA DE MOTO CLÁSSICA Imagem: Divulgação
Embora siga a receita dos primeiros modelos trail da década de 1970, a XT 660R ganhou uma releitura do clássico estilo on/off-road. As linhas eram angulosas e o grafismo, chamativo. O resultado foi um design imponente e atual, mesmo se utilizando da clássica cor azul que caracteriza os modelos da Yamaha. O ar de modernidade vinha da injeção eletrônica e do painel digital, até então incomum do segmento. O bom acabamento também a ajudou a substituir sua antecessora.

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4. SUCESSO NAS LOJAS Imagem: Divulgação
A receita deu tão certo que a XT 660R manteve por muitos anos a liderança da categoria maxitrail.  Em 10 anos, foram 22 mil unidades produzidas na fábrica da Yamaha em Manaus (AM). Em 2013, o modelo bateu recorde de produção, quando exatas 3.304 unidades deixaram a linha de montagem -- o pior desempenho foi em 2010, quando 1.509 motos foram produzidas.

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5. MELHORIAS PONTUAIS Imagem: Divulgação
Críticos afirmam que a XT 660R não mudou em dez anos. A afirmação não é verdadeira: apesar de não ter trocado a roupagem ou a motorização, em 2009 o modelo foi aperfeiçoado: para atender à nova fase das regras de emissão, o propulsor ganhou uma sonda lambda, equipamento responsável pela "leitura" dos gases após a combustão. Outra pequena mudança que apenas os mais fanáticos perceberam foi a proteção do escapamento, que passou a ser pintada de preto (foto) -- 2009 também foi o ano da chegada da cor vermelha. Muita gente reclamou do fim da versão azul e branca, tão marcante para fãs da marca, e fez com que a fábrica voltasse atrás: em 2010, a combinação de cores voltou.

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6. BASE PARA A XT 660X SUPERMOTARD Imagem: Divulgação
Pouco tempo após seu lançamento mundial, a XT 660R serviu como base para o desenvolvimento de uma versão supermotard para o asfalto, chamada de XT 660X. Com rodas de alumínio de 17 polegadas calçadas com pneus esportivos, a 660X é uma moto ágil e urbana, bem ao gosto do público europeu, e vendido até hoje no Velho Continente. Infelizmente, nunca chegou ao Brasil.

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7. MOTOR DE "MT" Imagem: Divulgação
A prova de que o torque é a principal qualidade da XT 660R é o fato de que seu motor já equipou um modelo da família MT, sigla para "Masters of Torque" (Mestres do Torque, em inglês). Em 2008, a Yamaha MT-03 que chegou ao Brasil usava o mesmo motor da 660 em um conjunto naked e mais urbano. Equipada com rodas 17 e com design ousado, a MT-03 era ágil em mudanças de direção graças ao largo guidão. Destinada a um público mais ligado em design, ela teve vida curta e só ficou a venda por um ano.

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8. INSPIRAÇÃO NAS TÉNÉRÉ Imagem: Divulgação
Apesar de versátil e de poder encarar estradas de asfalto e terra com boa desenvoltura, a XT 660R não é uma moto para aventuras muito longas. A começar pelo conforto oferecido pelo banco de espuma fina, uma característica normal das motos trails puro-sangue. Outra questão é sua baixa autonomia, que não passa de 300 quilômetros -- o tanque tem capacidade para 15 litros e o consumo varia entre 18 e 21 km/l. Esses "defeitos" fizeram com que a Yamaha relançasse outra versão baseada na trail, em 2011: a XT 660Z Ténéré. Com quadro e suspensões diferentes, ela usava o mesmo motor injetado de 660 cc, mas tinha proposta ainda mais off-road, com conforto e autonomia. O modelo continua à venda no país.

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9. TESTADA EM RALI PROFISSIONAL Imagem: Divulgação
Nas mãos do piloto brasileiro Rodolpho Mattheis, uma unidade da Yamaha XT 660R disputou o Rally dos Sertões de 2008. Para superar os desafios da prova, de mais de 4.500 quilômetros, a moto recebeu diversas alterações técnicas, como placa protetora de motor, guidão de alumínio e guarda-mãos. Além da pintura personalizada, a moto de competição ganhou tanque de combustível de plástico para aumentar a autonomia. O piloto chegou em 42º na geral.

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10. MOTO DA POLÍCIA MILITAR E DOS BOMBEIROS Imagem: Divulgação
A valente XT 660R também virou moto da frota da Polícia Militar e até do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. A unidade preparada pelos bombeiros traz dois cilindros de água pressurizada com mangueiras capazes de despejar até 200 litros de uma mistura entre água e pó capaz de apagar fogo de pequenas proporções, como automóveis, lixeiras etc.
 

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