Carros

Yamaha XT 660R completa uma década de sucesso no Brasil

Arthur Caldeira

Da Infomoto

Quem procura uma moto aventureira de puro sangue, daquelas com rodonas de 21 polegadas na dianteira, torque de sobra e posição de pilotagem agressiva -- na qual o guidão largo faz com que o piloto dobre os cotovelos e rode com os braços abertos --, encontra na Yamaha XT 660R uma das raras opções no mercado (brasileiro e mundial). Lançada em 2003 no exterior, ela chegou ao Brasil pouco mais de um ano depois. E mesmo após dez anos em nossas estradas, o modelo da marca japonesa continua bem: em 2014, foram 2.100 unidades produzidas.

Quando foi apresentada, ela tinha a importante missão de substituir a consagrada XT 600E, que não se adequava às normas de emissão de poluentes com seu motor carburado. Mais leve e potente, a XT 660R trazia sistema de injeção eletrônica como trunfo -- trata-se da primeira moto feita no Brasil com essa tecnologia.

Para celebrar o aniversário da XT, conheça com dez motivos pelos quais o modelo ainda continua fazendo sucesso, seja qual for a estrada.

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1. MOTOR TORCUDO Imagem: Divulgação
Seu motor de um cilindro e 659,7 cc de capacidade é o primeiro fator. Com refrigeração líquida e comando simples no cabeçote para controlar a abertura das quatro válvulas, ele produz 48 cavalos (6.000 giros) e ótimos 5,95 kgfm de torque, atingidos a 5.520 rpm. Basta girar o acelerador para disparar à frente dos carros e motos no semáforo. Pilotar a XT 660R com tranquilidade é quase impossível.

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2. VALENTIA PARA AVENTURAS FORA DA ESTRADA Imagem: Divulgação
As primeiras motos trail nasceram diretamente das motos de motocross. Bastava adaptar um farol, lanterna, luzes e um retrovisor para rodar nas ruas. Talvez a longevidade da XT 660R venha justamente dessa origem: rodas raiadas com aro 21 na dianteira, suspensões de longo curso, guidão largo e a silhueta esguia fazem com que o piloto senta-se praticamente sobre o tanque de combustível, como em uma moto de motocross. Um conjunto robusto e com excelente distância livre do solo (21 cm) que permite superar obstáculos e arriscar até trilhas mais pesadas. O banco a 86,5 cm do chão, porém, intimida os mais baixinhos.

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3. RELEITURA DE MOTO CLÁSSICA Imagem: Divulgação
Embora siga a receita dos primeiros modelos trail da década de 1970, a XT 660R ganhou uma releitura do clássico estilo on/off-road. As linhas eram angulosas e o grafismo, chamativo. O resultado foi um design imponente e atual, mesmo se utilizando da clássica cor azul que caracteriza os modelos da Yamaha. O ar de modernidade vinha da injeção eletrônica e do painel digital, até então incomum do segmento. O bom acabamento também a ajudou a substituir sua antecessora.

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4. SUCESSO NAS LOJAS Imagem: Divulgação
A receita deu tão certo que a XT 660R manteve por muitos anos a liderança da categoria maxitrail.  Em 10 anos, foram 22 mil unidades produzidas na fábrica da Yamaha em Manaus (AM). Em 2013, o modelo bateu recorde de produção, quando exatas 3.304 unidades deixaram a linha de montagem -- o pior desempenho foi em 2010, quando 1.509 motos foram produzidas.

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5. MELHORIAS PONTUAIS Imagem: Divulgação
Críticos afirmam que a XT 660R não mudou em dez anos. A afirmação não é verdadeira: apesar de não ter trocado a roupagem ou a motorização, em 2009 o modelo foi aperfeiçoado: para atender à nova fase das regras de emissão, o propulsor ganhou uma sonda lambda, equipamento responsável pela "leitura" dos gases após a combustão. Outra pequena mudança que apenas os mais fanáticos perceberam foi a proteção do escapamento, que passou a ser pintada de preto (foto) -- 2009 também foi o ano da chegada da cor vermelha. Muita gente reclamou do fim da versão azul e branca, tão marcante para fãs da marca, e fez com que a fábrica voltasse atrás: em 2010, a combinação de cores voltou.

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6. BASE PARA A XT 660X SUPERMOTARD Imagem: Divulgação
Pouco tempo após seu lançamento mundial, a XT 660R serviu como base para o desenvolvimento de uma versão supermotard para o asfalto, chamada de XT 660X. Com rodas de alumínio de 17 polegadas calçadas com pneus esportivos, a 660X é uma moto ágil e urbana, bem ao gosto do público europeu, e vendido até hoje no Velho Continente. Infelizmente, nunca chegou ao Brasil.

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7. MOTOR DE "MT" Imagem: Divulgação
A prova de que o torque é a principal qualidade da XT 660R é o fato de que seu motor já equipou um modelo da família MT, sigla para "Masters of Torque" (Mestres do Torque, em inglês). Em 2008, a Yamaha MT-03 que chegou ao Brasil usava o mesmo motor da 660 em um conjunto naked e mais urbano. Equipada com rodas 17 e com design ousado, a MT-03 era ágil em mudanças de direção graças ao largo guidão. Destinada a um público mais ligado em design, ela teve vida curta e só ficou a venda por um ano.

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8. INSPIRAÇÃO NAS TÉNÉRÉ Imagem: Divulgação
Apesar de versátil e de poder encarar estradas de asfalto e terra com boa desenvoltura, a XT 660R não é uma moto para aventuras muito longas. A começar pelo conforto oferecido pelo banco de espuma fina, uma característica normal das motos trails puro-sangue. Outra questão é sua baixa autonomia, que não passa de 300 quilômetros -- o tanque tem capacidade para 15 litros e o consumo varia entre 18 e 21 km/l. Esses "defeitos" fizeram com que a Yamaha relançasse outra versão baseada na trail, em 2011: a XT 660Z Ténéré. Com quadro e suspensões diferentes, ela usava o mesmo motor injetado de 660 cc, mas tinha proposta ainda mais off-road, com conforto e autonomia. O modelo continua à venda no país.

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9. TESTADA EM RALI PROFISSIONAL Imagem: Divulgação
Nas mãos do piloto brasileiro Rodolpho Mattheis, uma unidade da Yamaha XT 660R disputou o Rally dos Sertões de 2008. Para superar os desafios da prova, de mais de 4.500 quilômetros, a moto recebeu diversas alterações técnicas, como placa protetora de motor, guidão de alumínio e guarda-mãos. Além da pintura personalizada, a moto de competição ganhou tanque de combustível de plástico para aumentar a autonomia. O piloto chegou em 42º na geral.

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10. MOTO DA POLÍCIA MILITAR E DOS BOMBEIROS Imagem: Divulgação
A valente XT 660R também virou moto da frota da Polícia Militar e até do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. A unidade preparada pelos bombeiros traz dois cilindros de água pressurizada com mangueiras capazes de despejar até 200 litros de uma mistura entre água e pó capaz de apagar fogo de pequenas proporções, como automóveis, lixeiras etc.
 

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