Carros

Dez mil brasileiros gastaram R$ 300 mi por 1ª moto premium em 2014

Doni Castilho/Infomoto
G 650 GS ajudou BMW Motorrad a bater recorde de vendas no país Imagem: Doni Castilho/Infomoto

Aldo Tizzani
Carlos Bazela

Da Infomoto

Comprar a primeira moto de alto desempenho foi um desejo realizado por mais de 10 mil brasileiros em 2014. Segundo a Abraciclo (associação das fabricantes de motocicletas), este foi o total de modelos premium de entrada (os mais acessíveis de cada montadora acima de 450 cc) vendidos em 2014.

Como o preço médio gira na casa dos R$ 30.000, este segmento movimentou, sozinho, cerca de R$ 300 milhões no ano passado, superando o prêmio da cobiçada Mega Sena da Virada, que pagou R$ 263 milhões no último dia do ano. Em relação a 2013, o crescimento foi de 10,2%, o que significa que praticamente um entre cinco modelos de alta cilindrada emplacados no país em 2014 (no total, foram 56.163) foi premium.

Para competir em um mercado cada vez mais aquecido, as marcas travaram alvo no Brasil e trouxeram 39 novos modelos de alta cilindrada para o país.

NÚMEROS POR MARCA
Assim como em todo o setor de duas rodas, a Honda lidera o segmento premium. Entre os destaques da marca japonesa, está a CB 500F, modelo mais barato de sua gama. Em 2014, a 500 cc nipônica atraiu 3.758 consumidores, o equivalente a R$ 86 milhões.

Sua principal concorrente, a Yamaha, também tem o que comemorar: comercializou 3.473 unidades da XT 660R, veterana bigtrail que movimentou quase R$ 100 milhões. Suzuki e Kawasaki têm nas bicilíndricas suas portas de entrada. Enquanto a Gladius 650 vendeu 177 unidades (num total de R$ 4,8 milhões), a ER-6n foi resoponsável por 823 emplacamentos (e por R$ 22 milhões a mais na conta da marca da Casa de Akashi).

Já a alemã BMW registrou recorde de vendas no país, muito graças à G 650 GS, que vendeu 1.512 unidades e ajudou a montadora bávara a faturar mais de R$ 45 milhões. Harley-Davidson, com 733 exemplares da 883 Iron; Triumph, com 300 da Bonneville T100; Ducati, com 281 da Monster 796; e MV Agusta, com 27 da Brutale 800, também contribuíram para a conta, respectivamente com R$ 25 milhões, R$ 9,4 milhões, R$ 10,6 milhões e R$ 1,2 milhão.

LUXO EXTREMO
Não foram só as motos de entrada que fizeram o segmento premium no ano passado. Na outra ponta, motocicletas extremamente luxuosas, geralmente com preço superior a R$ 100 mil, também venderam bem. A power cruise Yamaha VMax, por exemplo, esgotou as 40 unidades importadas ao Brasil, todas vendidas por R$ 99 mil. O mesmo ocorreu com as 30 CVO Breakout trazidas pela Harley, pelo preço de R$ 139.100.

Já as touring K 1600 GT e K 1600 GTL, da BMW, que variam entre R$ 100 mil e R$ 125 mil, somaram 118 unidades comercializadas.

PRODUÇÃO NACIONAL
Embora estejam trabalhando com clientes de alto poder aquisitivo, trabalhar com preços competitivos também faz diferença no mercado premium. Fabricar os produtos em solo nacional ajuda a alcançar o objetivo. “É uma estratégia que traz competitividade”, explica Marcelo Silva, gerente geral da Triumph do Brasil, que produz em Manaus (AM) desde outubro de 2012.

Federico Alvarez, diretor da BMW Motorrad Brasil, acrescenta que também é preciso ter atenção ao atendimento e serviços de pós-venda prestados nas concessionárias. “É preciso investir em capacitação e na melhoria contínua do atendimento aos clientes desse mercado”, explica o executivo.

Veja o exemplo da Ducati: após nacionalizar a produção da superesportiva 1199 Panigale, pôde reduzir o preço de R$ 79.900 para R$ 72.900. “Trata-se de um dos cinco maiores mercados do mundo. Não poderíamos poupar esforços para fazer a 1199 Panigale localmente”, afirmou Ricardo Susini, diretor geral da fabricante italiana no Brasil. A Harley-Davidson, por sua vez, nacionalizou em 2015 a linha customizada CVO. Passaram a ser montadas aqui a inédita Street Glide CVO (R$ 111.000) e a CVO Limited, cujo valor caiu para R$ 126.500.

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