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Linha 2015 da Harley-Davidson mira mulheres e pilotos baixinhos

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Road Glide, touring para pilotos mais baixos e um novo triciclo são novidades Imagem: Divulgação

Arthur Caldeira

Da Infomoto, em Sonoma (Estados Unidos)

05/09/2014 13h10Atualizada em 08/09/2014 11h42

A Harley-Davidson está decidida a agradar cada vez mais seus consumidores e ir além da frase de efeito, o tal "customer-focused" (ou seja, o foco no consumidor). Prova disso é a linha 2015, anunciada na última semana em Sonoma (Estados Unidos), e que traz novos modelos.

Um deles, a touring Road Glide é um retorno, na verdade, com diversas melhorias ergonômicas, novo motor e visual renovado. Há versões "Low" (rebaixadas) da Electra-Glide Ultra Classic e Ultra Limited, projetadas também para pilotos de menor estatura. Há um novo triciclo baseado na Road King. E também mais opções de modelos CVO, como são chamadas as motos customizadas de fábrica, que estarão disponíveis a partir desse mês nas concessionárias norte-americanas.

"Ampliamos nossa gama de modelos com novidades focadas no consumidor. Queremos agradar nossos clientes fiéis e atrair novos consumidores", afirmou Cole Harris, do departamento de planejamento de produtos da Harley.

Este processo começou em 2013 com o anúncio do projeto Rushmore, que fez uma extensa pesquisa entre os "harlistas" sobre o que deveria ser alterado na linha Touring,  a mais importante da marca. Melhorias no sistema de entretenimento, refrigeração líquida no motor, aprimoramento da aerodinâmica e até mudanças no sistema de abertura das malas estavam entre os pedidos dos consumidores.

Já o lançamento global da linha Street de 500cc e 750cc e o projeto Livewire (de moto elétrica), visa atrair novos motociclistas para a marca. As mudanças na linha 2015 parecem ir na mesma direção. Confira em detalhes as novidades no line-up da centenária fabricante de Milwaukee.

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ROAD GLIDE
Depois de ficar ausente da linha do último ano, a excêntrica Road Glide volta a integrar a família Touring. Caracterizada pela carenagem "nariz de tubarão" fixada ao guidão, o modelo é uma opção mais jovem e com cara de customizada à Street Glide, que usa a carenagem "asa de morcego", comenta Cole Harris.

Para 2015, ganhou o novo motor Twim Cam 103 High Output. Mas as principais mudanças ampliam o conforto aerodinâmico, o sistema de iluminação e a ergonomia. A inusitada carenagem tem agora dois faróis quadrados em LED e três dutos de ventilação. "o novo para-brisa fumê de 24 mm de altura ajuda a reduzir muito a turbulência no capacete", explicou o líder técnico de desenvolvimento, Glen Kovac. 

Mais inclinado para trás e recuado em 14 mm, o guidão permite que o piloto fique mais confortável. "Dessa forma, foi possível trazer o painel fixado na carenagem mais para trás e facilitar a visualização e o acesso do piloto ao novo sistema de entretenimento", completa Kovac.

A Road Glide conta com tela de cristal líquido de 4,3 polegadas, conexão Bluetooth e USB, além de dois alto-falantes.

Foi apresentada também uma versão Road Glide Special, com freios ABS Reflex e a tela de 6,5 polegadas com navegador por GPS, além de suspensão a ar ajustável na traseira e sistema Smart Security (chave presencial). Embora a Harley-Davidson não confirme, uma das duas versões da Road Glide deverá chegar ao Brasil no próximo ano. Seu preço é próximo ao da Street Glide nos Estados Unidos.

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ULTRA CLASSIC E LIMITED LOW
De olho também no público feminino, a HD fez uma mudança ergonômica em seus dois principais modelos Touring: Electra Glide Ultra Classic e Ultra Limited ganharam a versão "Low", mais baixa. De acordo com Craig Russel, do departamento de planejamento de novos produtos, cerca de 20% dos compradores desses modelos medem em torno de 1,70 m.

As duas motos tiveram a suspensão rebaixada em uma polegada (2,54 cm); o banco ficou mais baixo, agora está a somente a 65 cm do solo. Os modelos estão mais confortáveis e seguros para motociclistas entre 1,65 m e 1,75 m. De quebra, ainda torna os grandes modelos Touring acessíveis às motociclistas, público que não para de crescer nos Estados Unidos e em todo o mundo.

O guidão está mais próximo, as manoplas têm diâmetro menor, o descanso lateral conta com um prolongador que facilita estacionar as motos e até mesmo a tampa da transmissão primária do lado direito ficou menor, tudo para "baixinhos" alcançarem o chão com mais segurança.

Neste primeiro contato com os modelos, do alto do meu 1,71 m, pude ver que as mudanças são bem-vindas e facilitam as manobras.

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CVO
As motos Custom Vehicle Operations são criadas pelo departamento de veículos customizados da Harley a partir de modelos tradicionais. Em geral, têm motores mais potentes e acessórios. Para 2015, as duas principais novidades CVO são a Street Glide e a Road Glide.

Ambas ganharam o motor Twim Cam 110 Twim-Cooled preparados pela Screamin´Eagle (mais potentes, trazem refrigeração líquida e embreagem assistida); freios ABS; cruise control; e o sistema Boom Box com tela grande.

A Street Glide ganhou também mais dois alto-falantes nas malas traseiras com 300 Watts e, segundo a HD, o som mais potente a equipar suas motos. As opções de pinturas são bem radicais e chamativas. Já a Road Glide CVO, feita para promover ainda mais o retorno do modelo ao line-up, tem como principal diferencial um enorme top-case, além das malas laterais.

Como já está à venda no Brasil, tudo indica que a Street Glide CVO poderá ser uma novidade para os fãs brasileiros -- já que as motos dessa linha são sempre importadas e produzidas em pequeno número. A clássica Softail Deluxe e a Ultra Limited, ambas CVO, continuam à disposição com algumas atualizações e com todos os detalhes personalizados característicos da linha.

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FREEWHEELER
Depois do sucesso do Tri Glide, o triciclo baseado na Electra Glide, a Harley decide apostar em outro veículo de três rodas.

O FreeWheeler lembra a Road King,menor, mais leve e estreito, sem carenagem frontal com o motor Twim Cam de 103 polegadas cúbicas (1.690 cm³). Com rodas largas e um pequeno baú traseiro para cargas, visa agradar também às mulheres, pelas dimensões reduzidas e facilidade ao pilotar.

Classificado quase como um automóvel pela legislação brasileira, o FreeWheeler não deverá vir ao país. Importado, custaria uma fortuna. E mesmo que fosse montado em Manaus (AM), na fábrica da Harley, não gozaria das mesmas isenções fiscais que os veículos de duas rodas.

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