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Honda CG 150 Titan ganha freios combinados para ajudar novatos

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Sistema de freios combinados promete reduzir espaço de frenagem em até 20% Imagem: Divulgação

Carlos Bazela

Da Infomoto

22/08/2014 17h11

Desde que lançou a linha CG, em 1976, a Honda jamais teve medo de embutir tecnologias ainda não assimiladas em modelos populares. Foi assim com o freio dianteiro a disco, a injeção eletrônica e, posteriormente, o sistema de alimentação bicombustível. Para a linha 2015, a marca japonesa trouxe outra inovação, os freios CBS (combinados), que estarão presentes nas duas versões da CG 150 Titan, ESD e EX.

Com a inclusão do aparato (chamado pela própria Honda de "CombiBrake"), a marca promete ajudar especialmente usuários sem muita experiência de pilotagem. Ele consiste no acionamento automático parcial do disco dianteiro quando só o traseiro é solicitado, prática ainda muito comum entre motociclistas brasileiros, especialmente os recém-saídos da moto-escola.

O sistema funciona em dois estágios: se o pedal traseiro é pressionado de leve, continua freando apenas atrás. Porém, quando acionado com mais vigor, ativa um segundo cilindro-mestre que distribui a força da frenagem entre o tambor traseiro e um terceiro pistão, colocado entre os outros dois na pinça dianteira. Segundo a fabricante, o reforço do CBS reduz em até 20% o espaço de frenagem da Titan.

Com a atualização, as motos encareceram. Os preços sugeridos para o modelo topo da linha CG ficaram em R$ 7.680 (versão ESD) e R$ 8.180 (EX), sem despesas de frete e seguro. A linha chega à concessionárias até o fim deste mês, nas cores preta (ESD), vermelha com a tampa lateral branca (ambas as versões) e tricolor (EX).

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Quando o pedal traseiro é acionado com força, um cilindro-mestre distribui a força da frenagem entre o tambor traseiro e um terceiro pistão colocado na pinça dianteira; ligação é feita por cabo flexível que desce à roda junto com o fio do manete direito; distribuição é de 66% na roda traseira e 34% na dianteira Imagem: Divulgação
EVOLUÇÃO NECESSÁRIA
A implantação do freio CBS na CG Titan irá obrigar ao motociclista brasileiro a rever sua forma de pilotar. Segundo dados divulgados pela Abraciclo (associação brasileira das fabricantes do setor), 44% das motos que passam por revisão em território nacional apresentam desgaste excessivo no freio traseiro, porque os motociclistas usam muito mais os pedais deste do que o manete do disco dianteiro. “É um uso equivocado”, alerta Alfredo Guedes Junior, engenheiro da Honda.

O engenheiro põe esse vício na conta das moto-escolas. “Durante o processo de habilitação, o usuário é orientado a só usar o freio traseiro, quando o correto seria acionar ambos em proporções semelhantes”, completa.

NA PISTA
Em teste realizado com a versão ESD num circuito fechado do Centro de Treinamento da Honda, em Indaiatuba (SP), a street continuou a se mostrar leve (consequência da reformulação de chassi, feita em 2013), mesmo com os dois quilos acrescentados pelos freios combinados. Na prática, os estágios do freio traseiro não são lá muito perceptíveis para um iniciante, mas a atuação do CBS, sim: quando se aciona o pedal até o fim, a moto apresenta uma redução radical de velocidade, muito maior do que se fosse um sistema de freios convencional.

O mecanismo também melhora a confiança do novato em relação à estabilidade, uma vez que a moto fica muito mais sob controle durante todo o período da frenagem. Isso é bastante útil em situações de emergência. 

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Diferença mais aparente do freio com CBS para um convencional está na presença de cabo e pistão extras na pinça no freio dianteiro Imagem: Divulgação
Outro ponto favorável é o tempo para pensar. Quando se tem pouca experiência, tarefas simples como acionar o pedal do freio traseiro, apertar a embreagem e, por fim, o manete do freio dianteiro não são feitas de forma tão natural. Ao sentir que a pinça já está atuando na roda da frente, fica fácil praticar as outras duas ações com maior rapidez.

Por isso, a tendência é que a Honda CG Titan com freios combinados agrade bastante os motociclistas recém-habilitados. A tecnologia deve ser implantada em outros modelos da família em breve, e é necessária. Afinal, quase metade das mortes no trânsito brasileiro envolvem motociclistas. 

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