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MV Agusta Brutale 800, R$ 47 mil, estreia gama tricilíndrica no Brasil

Carlos Bazela

Da Infomoto

25/06/2014 14h51

Na Itália, a Brutale 800 foi o primeiro modelo da MV Agusta a mostrar até onde a marca estava disposta a levar os motores de três cilindros, que debutaram nas versões de 675 cm³ da Brutale e da F3.

Agora, a naked chega ao Brasil montada por sistema CKD na fábrica da Dafra, em Manaus (AM), por R$ 47 mil e com o mesmo papel: abrir caminho para a família tricilíndrica, que também terá a superesportiva F3 800 e a motard Rivale 800.

O design traz muito da Brutale 1090, já conhecida do público brasileiro: as linhas do tanque com entradas de ar, as aletas que protegem o radiador e o farol em forma de gota, por exemplo, são itens herdados de sua irmã maior, assim como o monobraço que segura a roda traseira. Já o escape abre mão dos dois canos longos para adotar uma ponteira tripla mais curta, próxima ao quadro. São duas opções de cores: vermelho metálico com prata e branco perolado com vermelho.

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Escape abre mão dos dois canos longos e tem ponteira tripla mais curta Imagem: Divulgação
"PESO MÉDIO"
O motor, um três cilindros em linha de 798 cm³, é a maior novidade da marca no país, antes conhecida pelos potentes quatro-cilindros. Capaz de gerar até 125 cv (a 11.600 rpm) e 8,25 kgfm de torque (8.600 giros), ele mantém o diâmetro de 79 mm utilizado na Europa (lá são 675 cc), mas tem curso do pistão aumentado para 54,3 mm.

Como uma boa naked "peso-médio", a Brutale 800 tem dimensões sem exageros que favorecem o uso urbano, como o comprimento de 2.085 mm, a largura de 725 mm e, principalmente, a distância entre-eixos de 1.380 mm. O assento, com altura de 810 mm, também promete ser um forte aliado para pilotos de menor estatura.

Montada sobre um quadro em treliça de alumínio, ela pesa 167 kg (a seco) e traz suspensão dianteira com garfo Marzocchi invertido, ajustável no retorno e na pré-carga da mola. Já o monobraço traseiro tem um único amortecedor Sachs, também ajustável no retorno e na pré-carga. Ambas suspensões oferecem 125 mm de curso.
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Farol em forma de gota vem da Brutale 1090, tetracilíndrica Imagem: Divulgação


Nos freios, dois discos flutuantes de 320 mm de diâmetro, mordidos por pinças radiais Brembo de quatro pistões, equipam a roda dianteira. A frenagem traseira fica a cargo do disco único de 220 mm, com pinça de pistão duplo, também da grife italiana. O sistema ABS é de série.

COMPLETAÇA
Além dos freios antitravamento, a naked traz muita eletrônica embarcada. O cardápio inclui quatro modos de pilotagem, acelerador eletrônico (ride-by-wire) e controle de tração com oito níveis de ajuste, além do câmbio com assistência eletrônica EAS.

A tecnologia é um diferencial em relação à suas principais concorrentes, que partilham com ela apenas o ABS. No entanto, seu preço de R$ 47 mil, bem superior ao de outras nakeds de capacidade cúbica semelhante -- como, por exemplo, Kawasaki Z800 (R$ 39.390), BMW F 800 R (R$ 36.900) e a também italiana Ducati Monster 796 (R$ 37.900).

A concorrência enfrentada pela Brutale 800 não deve se repetir para suas irmãs, previstas para chegar até o final do ano no mesmo regime de montagem. Enquanto a Rivale 800 deve encarar a Hypermotard da Ducati, a F3 800, superesportiva com as mesmas linhas da F4, deve reinar sozinha entre superbikes de 600 cc e 1000 cc.

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