Carros

Suzuki Inazuma entra na briga com Honda CB 300R e Yamaha Fazer

Cicero Lima

Da Infomoto

03/04/2014 17h01

Rodamos, em primeira mão, com a Suzuki Inazuma. Apresentada no Salão Duas Rodas 2013, a street de 250 cc é um dos lançamentos mais importantes da marca no Brasil nos últimos tempos. Afinal, ela coloca a empresa na briga em um dos segmentos mais importantes do mercado, com um produto realmente novo. 

Ainda sem preço definido, a Inazuma deve chegar às lojas em maio. Algumas concessionárias consultadas estimam o preço do modelo entre R$ 14.500 e R$ 16 mil. Sim, são valores mais salgados que o das principais concorrentes, como o da líder do segmento, a monocilíndrica Honda CB 300R que, com ABS, custa a partir de R$ 13.740; e como o da Yamaha YS 250 Fazer, vendida por iniciais de R$ 11.580. A street de 250 cc da Suzuki, porém, oferece motor de dois cilindros com refrigeração líquida e visual mais moderno.

Além do propulsor de 248 cm³ de capacidade e refrigeração líquida, a Inazuma também aposta em um visual imponente, reforçado pela saída de escape dupla e um design que remete à big naked B-King.

Mário Villaescusa
Inazuma tem motor de dois cilindros com refrigeração líquida e visual moderno Imagem: Mário Villaescusa
PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Ao sentar na moto já é possível notar um painel completo, com conta-giros analógico ao centro, velocímetro digital, marcador de combustível, um relógio, além de informações pouco comuns nas motos dessa categoria -- entre elas, luz de alerta de intervalos de manutenção (que pode ser ajustada pelo piloto), indicador de marcha engatada e um shift light para auxiliar na economia de combustível.

Embora não influa no mapeamento da injeção eletrônica, o dispositivo, batizado de "economode", informa a hora certa de trocar a marcha aproveitando o torque do motor bicilíndrico. Ele pode ser selecionado no modo normal ou no econômico, e ainda existe a possibilidade de desligá-lo.

Mais para trás, o largo banco traz uma generosa camada de espuma, sugerindo bastante conforto em viagens. Os braços chegam com facilidade aos comandos, que oferecem boa ergonomia. Para ajudar, os semiguidões podem ser regulados para se adequar ao tipo físico do piloto. A garupa desfruta de uma visão privilegiada graças ao banco em dois níveis, que a deixa numa posição mais elevada. Ainda há largas alças de apoio para oferecerem boa empunhadura.

Ao ligar o motor, a central eletrônica efetua o check-up, enquanto a bomba pressuriza o combustível, indicando a presença da injeção eletrônica de combustível. O som do propulsor que sai pela ponteira dupla é grave e compassado. As discretas aletas de refrigeração e a ventoinha para ventilação forçada demonstram que a moto conta com um sistema de refrigeração líquida -- um recurso que vem de encontro à proposta da moto, de ser um modelo urbano, econômico e com bom desempenho.
Mário Villaescusa
Imagem: Mário Villaescusa
FICHA TÉCNICA
Suzuki Inazuma 250
+ Preço: entre R$ 14.500 e R$ 16 mil (estimado).
+ Motor: Dois cilindros em linha, 248 cm³, refrigeração líquida.
+ Potência: 24,5 cv a 8.500 rpm.
+ Torque: 2,24 kgfm a 6.500 rpm.
+ Câmbio: 6 marchas.
+ Alimentação: Injeção eletrônica.
+ Dimensões: 2.145 mm x 760 mm x 1.075 mm (CxLxA).
+ Peso: 182 kg (em ordem de marcha)
+ Tanque: 13,3 litros

TORCUDA
Além da refrigeração líquida, o propulsor tem comando simples no cabeçote e quatro válvulas por cilindros. O projeto deixa clara a opção da Suzuki em oferecer mais torque em baixas rotações do que potência em altos giros. Percebe-se isso ao analisar os números de desempenho da Inazuma: potência de 24,5 cv a 8.500 rpm e 2,24 kgfm de torque, a 6.500 rpm (o corte do motor acontece aos 11.000 giros).

Pode-se notar essa característica nas arrancadas e em manobras em baixa velocidade, quando não é preciso trocar marchas para manter a moto sob controle. Apesar de o torque chegar aos 6.500 giros, a partir de 3.000 rpm já há bastante força para acelerações.

Destaque também vai para o funcionamento suave e linear do motor graças ao uso do balanceiro para eliminar vibrações. Com acelerações vigorosas, a moto vai de 0 a 100 km/h em menos de sete segundos -- isso, claro, com trocas de marcha no limite da rotação e com o giro do motor lá em cima.

O câmbio, como é típico em motos da Suzuki, tem engates macios e precisos e foi escalonado de forma a aproveitar bem a potência e torque do motor: as primeiras marchas são mais curtas e as últimas, mais longas, como é o caso da quinta e sexta marchas, quase um "overdrive". Em quinta , é possível superar facilmente 140 km/h, mas depois os giros crescem mais lentamente, chegando à máxima de 155 km/h.

Mário Villaescusa
Opção da Suzuki foi oferecer bom torque em baixos giros Imagem: Mário Villaescusa
CICLÍSTICA AJUSTADA
As rodas de liga-leve de 17 polegadas e os pneus de dimensões generosas (são 140 mm de largura na traseira) reforçam o visual robusto. A ponteira de escapamento duplo (um para cada cilindro) e o paralama avantajado conferem à Inazuma porte de moto maior, assim como as aletas do tanque, que trazem piscas integrados, e o conjunto óptico imponente.

Bem comportada nas curvas, a Inazuma mostrou ciclística ajustada para sua proposta. O quadro rígido e o centro de gravidade baixo ajudam a mantê-la no traçado. Calçada com pneus 110/80 R17 na dianteira e 140/70 R17 na traseira, que oferecem boa aderência, ela também diverte em estradas sinuosas. Para auxiliar na "empolgação", a pedaleira é retrátil e conta com pino limitador que avisa a hora de "maneirar".

No quesito freios, a Suzuki instalou discos ventilados de 290 mm (com pinça de dois pistões) na dianteira, e disco de 240 mm (com pinça simples) na traseira. O sistema se mostrou bem dimensionado, até mesmo para frear o peso excessivo -- são 182 kg em ordem de marcha, peso maior que o de qualquer outra concorrente. A Yamaha Fazer, para efeito de comparação, pesa 153 quilos.

Não dá nem para culpar o tanque de combustível, com capacidade para apenas 13,3 litros, já que a Yamaha Fazer comporta generosos 19,2 litros. Não pudemos mensurar o consumo da moto. Mas, na Europa, a Suzuki anuncia 30 km/litro, valor dentro da média da categoria, resultando em autonomia de quase 400 quilômetros.

O que resta agora é saber se essas características serão suficientes para colocar a Inazuma na briga direta com suas oponentes. Produzida em Manaus (AM), ela chega às lojas nas cores azul/branca, preta e vermelha. Tudo indica que seu sucesso (ou fracasso) no Brasil dependerá do seu preço e da habilidade dos concessionários em ressaltar suas virtudes.

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