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Vícios e falta de manutenção reduzem vida útil da embreagem; veja dicas

Doni Castilho/Infomoto
Pilotagem suave, sem acionamentos bruscos, ajuda a aumentar durabilidade do conjunto Imagem: Doni Castilho/Infomoto

Roberto Brandão Filho

Da Infomoto

11/03/2014 15h02Atualizada em 11/03/2014 18h11

As primeiras motocicletas da história não contavam com um item muito comum em quase todos os modelos atuais: embreagem. Para colocá-las em funcionamento, os pilotos tinham que “pedalar” e mantê-las em movimento, através de um sistema rudimentar de correias que fornecia a tração. O primeiro sistema próximo ao que conhecemos hoje apareceu só em 1913, em uma Douglas 500 cc.

Desde então, o componente evoluiu e existe atualmente em dois tipos: centrífugo, utilizado na maioria das vezes em sistemas automáticos, como o da Honda Biz e o da maioria das CUBs, e hidráulico, a mais comum no mercado.

O princípio é transmitir o movimento de rotação do motor à transmissão da motocicleta e depois à roda, permitindo que ela entre em movimento. Para isso, o conjunto conta com cinco partes principais: carcaça externa (campana), platô, discos de fricção, disco separador e cubo central. A maior parte dos modelos é vendid com o chamado "sistema molhado", banhado pelo óleo do motor.

  • Motor "cortado" da Yamaha mostra sistema de embreagem, formado por cinco partes principais: carcaça externa (campana), platô, discos de fricção, disco separador e cubo central.

    Quando acionado, conjunto desacopla motor do câmbio e corta transmissão de potência à roda, permitindo o engate da marcha.

Motociclistas mais experientes sabem o quanto a embreagem é importante para o funcionamento de uma moto. Entretanto, o sistema é um dos mais esquecidos na hora das revisões e manutenção e, se não cuidado adequadamente, apresenta problemas mais comuns que pensamos. Os sintomas são bastante perceptíveis. Conheça alguns:

+ Barulho excessivo e trepidação: geralmente são ocasionados por folgas na carcaça externa (campana), ou no encaixe dos discos. “A carcaça possui molas helicoidais que servem para absorver trancos dos engates das marchas e do motor. Depois de muito uso, as peças ficam mais folgadas, gerando os ruídos”, explica o mecânico Rogério Otani.

+ Manete pesado e dificuldades na hora de engatar as marchas: este sintoma pode ser causado pelo desgaste nos encaixes dos discos, ou ainda pela falta de lubrificação do cabo. No segundo caso, é provável que o cabo esteja danificado ou com excesso de sujeira.

+ Giros em falso e embreagem patinando: o desgaste dos discos e molas pode prejudicar a transferência de movimento entre motor e transmissão, gerando as famosas "patinadas". "Muita gente percebe o problema, mas troca só o disco e esquece as molas, que têm papel fundamental para unir os discos. Nesse caso, o problema volta a ser apresentado rapidamente”, aponta o mecânico.

PREVENÇÃO
Segundo Rogério Otani, além do desgaste natural das peças, alguns vícios de pilotagem, muitas vezes vindos dos automóveis, ajudam a diminuir ainda mais a vida útil da embreagem. Por isso, manutenção periódica e algumas mudanças de estilo podem ajudar a prolongar sua durabilidade. Veja:

  • Manobras muito radicais, como o burnout ou empinadas, também contribuem para o desgaste mais acentuado da embreagem.

+ Faça as trocas de óleo no período certo: a falta de lubrificação dos discos pode causar desgaste prematuro. Por isso, o óleo deve estar sempre no nível adequado e ser substituído nos intervalos recomendados pela fabricante.

+ Deixe o cabo da embreagem sempre regulado: a folga do cabo não pode ultrapassar intervalo entre 1 e 2 cm, tolerância que varia de acordo com marca e modelo. Fique atento aos limites indicados no manual do veículo e faça revisões periódicas.

+ Evite trocar de marcha com o acelerador acionado: tal prática sobrecarrega o funcionamento da embreagem, que é forçada a trabalhar em giros muito mais altos que o normal.

+ Evite acelerar antes de soltar o manete: tal prática, também conhecida como “queimar a embreagem", é muito comum entre pilotos iniciantes e subidas íngremes, sendo uma das que mais prejudicam sua vida útil. Dependendo da frequência e intensidade, pode até acabar com o sistema em minutos.

+ Arranque sempre de forma suave: quando sair da imobilidade, seja em um semáforo ou em qualquer outra situação, solte a embreagem de forma suave e acelere progressivamente, para evitar sobrecargas.

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