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BMW S 1000 R chega ao Brasil em 2014 para fisgar amantes de nakeds

Carlos Bazela

Da Infomoto

09/12/2013 17h50

A BMW aproveitou a 71ª edição do Salão de Milão, em novembro passado, para ampliar a família S, que até então se resumia à superesportiva S 1000 RR.

Para não deixar nenhuma dúvida de quem deu origem ao novo modelo, a moto foi batizada de S 1000 R. No entanto, se a superesportiva alemã foi feita para que se possa extrair o máximo de desempenho em uma pista, a nova naked tem orientação mais racional. Nela, a marca focou no motociclista que aprecia desempenho, mas não abre mão de ergonomia mais dócil na hora de guiá-la por estradas ou na cidade.

De acordo com a assessoria da BMW Motorrad do Brasil, a moto chega ao país no primeiro semestre de 2014. Os preços ainda não foram divulgados.

COMO ELA É
A S 1000 R tem estilo agressivo, com rabeta alta, "nariz" baixo e ainda conserva de propósito diversos elementos visuais da sua irmã mais velha, o que a faz ser "reconhecível", por assim dizer, para quem a vê, mesmo pela primeira vez. As aletas laterais do radiador, por exemplo, trazem as mesmas entradas de ar que se assemelham a "guelras de tubarão" ao lado direito da moto, enquanto os dois faróis assimétricos foram compactados em uma pequena carenagem.

Na rabeta, as alterações foram mais sutis. A S 1000 R tem traseira estreita quando comparada à S 1000 RR, e as alças de apoio da garupa agora ficam mais próximas do meio da moto. Em contrapartida, o assento para o passageiro ficou mais largo e o desenho da lanterna (de LED) segue as linhas da peça da superesportiva.

O painel é outro, mas, de forma geral, a diferença fica apenas por conta do mostrador digital maior. Luzes espias e uma shift light para auxiliar nas trocas de marcha se mantêm iguais às da S 1000 RR. Rodas, escape e espelhos são comuns em ambas.

Confira a nova BMW S 1000R em ação

MOTOR RETRABALHADO
Assim como o modelo carenado, a nova naked leva o mesmo propulsor de quatro cilindros em linha, de 999 cm³ com duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC) e arrefecido a líquido. A potência máxima, porém, é 30 cv menor, atingindo 160 cv (a 11.000 rpm). De acordo com a BMW, a prioridade foi oferecer mais torque em baixos e médios regimes de rotação, o que resultou em 11,4 kgfm (obtidos às 9.250 rpm).

Nos freios, há uma combinação já conhecida: disco duplo com 320 mm de diâmetro e pinça radial de quatro pistões na dianteira e, na traseira, disco único de 220 mm de diâmetro com pinça flutuante de um pistão. O sistema Race ABS é de série e pode ser desligado.

A S 1000 R é montada sobre um quadro de alumínio no qual o motor está ligeiramente inclinado para frente, de modo a fazer parte da estrutura. No quesito ciclística, a moto não abre mão da configuração comum de esportivas: garfo invertido (upside-down) na dianteira e balança convencional na traseira, ambos com 120 mm de curso, totalmente ajustáveis e com uma leve alteração na geometria para que a moto se comporte melhor como naked.

  • Divulgação

    Além de elementos visuais, a mesma base mecânica da S 1000 RR foi utilizada na naked

Já na parte de ergonomia a moto se destaca. A BMW abriu mão de uma postura no estilo streetfighter e equipou a S 1000 R com um guidão alto, tornando a moto uma opção de pilotagem mais aprazível do que outras nakeds de um litro (nas quais o motociclista permanece sempre em posição de ataque).

Isso acaba se refletindo em um modelo ágil e que atende à demanda de viagens ou mesmo deslocamentos urbanos de maneira mais eficaz, inclusive, do que sua irmã carenada, ainda que seja mais pesada que ela (207 kg em ordem de marcha).

ELETRÔNICA OPCIONAL
A nova S 1000 R já sai de fábrica com os freios ABS, controle eletrônico de estabilidade e dois modos de mapeamento do motor para regular a entrega de potência: "Rain" e "Road". No entanto, o vasto cardápio eletrônico da BMW aparece disponível como opcional, como já acontece em outros modelos da marca.

Assim, quem optar pela versão "Sport" leva para casa dois mapas extras (Dynamic e Dynamic Pro) e controle de tração (DTC). Já o pacote "Dynamic" acrescenta a esta lista a suspensão eletrônica semi-ativa DDC, manoplas aquecidas e outros mimos como piscas em LED e um spoiler protetor na parte de baixo do quadro pintado na cor da moto.

Outros itens com a assinatura HP, focados no desempenho, também estarão disponíveis para a naked, como escapamento Akrapovic e peças de fibra de carbono.

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