Carros

Yamaha R1 completa 15 anos de revolução no mercado

Roberto Brandão Filho

Da Infomoto

05/08/2013 22h27Atualizada em 07/08/2013 14h52

Na década de 1990, os engenheiros da Yamaha receberam a tarefa de criar uma moto esportiva para concorrer com a líder Honda CBR 900RR Fireblade. Em 1998, nascia a YZF R1, uma moto que mudou o segmento e completa 15 anos agora em 2013. A R1 atual é vendida no Brasil por R$ 58.599.

O sucesso do projeto, comandado pelo designer Kunihiko Miwa, foi não apenas aproveitar o departamento Racing e a experiência da marca no campeonato Mundial de Superbike, mas incluir tecnologias inovadoras no modelo. Com o motor de 1.000 cc, a R1 também tinha a melhor relação peso/potência da categoria na época: 0,85 cv/kg (152 cv para 177 kg).

Com a antecessora da R1, a Yamaha aprendeu que, mesmo com a participação de sua moto nas pistas de competição, esse fator não influenciava em suas vendas, já que continuou sendo superada pela Fireblade, que nem era homologada para competir, nos emplacamentos. Já a YZF R1 não apenas foi sucesso de vendas, como triunfou em diversos campeonatos. 

Veja alguns os principais momentos da história da esportiva:

1998 -- NASCE UMA LENDA
A R1 chega ao mercado com um motor de 998 cm³, quatro cilindros em linha e cinco válvulas (conceito Gênesis), de 152 cv e 11 kgfm de torque. O peso (177 kg), considerado baixo na época, foi obtido com o uso de alumínio e ligas especiais na carroceria. O quadro Deltabox (duas traves superiores) abraçava o motor e a balança traseira em completava o conjunto.

O sistema de suspensão trazia recursos usados nas motos de competição. Na dianteira, garfos invertidos (upside-down) com regulagem total, assim como o monoamortecedor traseiro. De 0 a 100 km/h em 3s.

2000 -- MILÊNIO DE INOVAÇÕES
A Yamaha evita alterações no desenho e investe em inovações. Segundo a montadora, 150 modificações foram feitas para aperfeiçoar a moto. O peso diminui para 175 kg. A potência do motor continua 152 cv, mas alterações no sistema de gestão deixaram o propulsor com uma distribuição de potência mais suave e linear.

2002 -- ERA DA INJEÇÃO
A moto adota o sistema de injeção eletrônica, sem alterações na potência. O revestimento interno do pistão ganha liga de sílica com magnésio, o que minimizou a distorção causada pelo calor e, consecutivamente, diminuiu o consumo de óleo. O chassi já é o Deltabox III com reduzido número de soldas no quadro, aumentando a rigidez.

O sistema de arrefecimento é redesenhado para melhorar o desempenho e ficar mais compacto. O sistema de exaustão muda, passando de 4 em 1 para 4-2-1. A rabeta ganha LEDs.

2004 -- DE OLHO NAS RIVAIS
Com a concorrência avançando, a Yamaha atualiza o design da R1, como a ponteira dupla de escapamento embaixo do banco, e faz upgrades no desempenho, como freios radiais e sistema de indução direta de ar. Além disso, atendendo aos pedidos de clientes, a tendência para "wheelies" (quando a frente empina) é reduzida pela alteração da geometria do quadro e distribuição de peso. O modelo também ganha amortecedor de guidão de série, reduzindo a oscilação do guidão.

O peso passa para 172 kg. Os freios dianteiros convencionais são substituídos por pinças montadas radialmente, ativadas por um cilindro mestre radial. O modelo também ganha amortecedor de guidão de série.

2006 -- PARA POUCOS
A balança traseira é aumentada em 20 mm para reduzir a instabilidade na aceleração. O modelo recebe as suspensões Öhlins desenvolvidas pela equipe de MotoGP.

A potência do motor sobe para 175 cv. Rodas Marchesini forjadas de alumínio e cores usadas pela Yamahha Racing aparecem em edição limitada para celebrar os 50 anos da marca.

2007 -- VALENTINO ROSSI
A moto chega à quinta geração. O projeto baseou-se na opinião do piloto Valentino Rossi, da MotoGP. Além do cabeçote de quatro válvulas e um novo desenho da câmara de combustão, o motor ganha um duto de admissão variável, chamado de YCC-I (Yamaha Chip Controlled Intake), que o deixa sempre cheio. A moto também ganha um sistema de aceleração eletrônica ride-by-wire

A potência sobe para 180 cv a 12.500 rpm -- isso sem contar a indução direta de ar (Ram Air) que funciona apenas em altas velocidades e faz com que a "cavalaria" chegue a 189 cv. O quadro Deltabox também foi projetado com inspirações na M1 de Valentino Rossi e recebe melhorias para suportar o motor mais potente.

A balança traseira, construída de forma assimétrica, fica 30% mais rígida que na versão anterior. O sistema de suspensão também foi redesenhado com um novo amortecedor na traseira. Há novos freios, com dois discos dianteiros de 310 mm de diâmetro (10 mm menor que a versão anterior) mas com pinças radiais mais potentes, de seis pistões.

2009 -- DA PISTA À RUA
Aproveitando tecnologia usada nas competições, a moto recebe itens como o virabrequim crossplane, três mapas eletrônicos de desempenho, embreagem deslizante e um novo quadro de alumínio. O motor de quatro cilindros em linha, DOHC, com arrefecimento líquido manteve os mesmos 998 cm³ de capacidade cúbica, mas agora entrega 182 cv a 12.500 rpm e 11,5 kgf.m de torque. O quadro muda para ficar mais rígido e flexível e a esportiva ganha um inédito amortecedor de direção.

2012 -- SEM ESCORREGAR
Apesar das inovações, a Yamaha YZF R1 perdeu espaço para a concorrência. As motos rivais hoje apresentam mais tecnologia. A última geração da R1 adotou controle de tração, mas ainda não oferece freios ABS -- é a única da categoria sem o equipamento. 

Chamado de TCS, o controle de tração da R1 conta com seis níveis de atuação, pode ser desligado e é a principal inovação para o modelo atual.O modelo continua com 182 cv. Como na versão anterior, os dutos de admissão são variáveis (YCC-I) e o modelo também conta com o acelerador eletrônico da fábrica, o YCC-T. Porém, houve mudança na programação da ECU, que alterou o grau de abertura do acelerador em algumas situações, assim como o volume de combustível injetado e o tempo de ignição do motor.

O visual sofreu alterações sutis, como mudanças na parte frontal da carenagem. O conjunto óptico dianteiro ganhou um contorno de LED.

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