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Honda CB 300R ganha motor flex para se manter na liderança

Doni Castilho/Infomoto
Naked custa R$ 11.990 (Standard) e R$ 13.690 na versão com freios ABS; modelo chega às lojas neste mês Imagem: Doni Castilho/Infomoto

Roberto Brandão Filho

Da Infomoto

05/04/2013 20h51

Lançada em 2009, a CB 300R veio para substituir a CBX 250 Twister no segmento de nakeds de baixa cilindrada da marca. Para enfrentar a Yamaha YS 250 Fazer, a Honda aumentou em 50 cc a capacidade cúbica do motor usado até então na Twister e adotou a injeção eletrônica.

Desde então, e praticamente sem mudar, a CB 300R domina os emplacamentos da categoria. Em 2012, segundo dados da Fenabrave (associação dos distribuidores de veículos), a moto vendeu mais que o dobro do que sua rival: foram 57.471 emplacamentos da CB contra 25.640 da Fazer. A versão com freios ABS (antitravamento), lançada em 2010, deixou a mini-naked ainda mais isolada na liderança.

A linha 2013 foi apresentada no final do ano passado com algumas alterações estéticas e uma única -- e importante -- mudança tecnológica. Seguindo tendências atuais de sustentabilidade, a marca equipou a CB com motor flex. A CB 300R Standard custa R$ 11.990 e pode ser encontrada nas cores preta, vermelha metálica e amarela. Já o modelo com ABS custa R$ 13.690 e está disponível somente na cor vermelha. A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.

No atual segmento de nakeds de baixa cilindrada, a única concorrente a oferecer sistema flex é a Yamaha Fazer YS 250 Blueflex, que pode ser encontrada por R$ 11.690. O modelo, porém, não conta com freios ABS, assim como as outras duas rivais movidas apenas a gasolina, Kasinski Comet GT 250 (R$ 10.990) e Dafra Next 250 (R$ 10.890).


COMO É SER FLEX
Há uma única ressalva no funcionamento da CB flex: a Honda aconselha o motociclista a abastecer o tanque com no mínimo 20% de gasolina para não haver problemas nas partidas em dias frios.

Na estética, não há grandes mudanças, mas o consagrado conjunto ficou mais harmonioso. A novidade no design é a adoção de um defletor lateral da mesma cor da carroceria integrado ao tanque -- que, aliás, aumentou sua capacidade para 18,4 litros. A medida serve para compensar a menor autonomia do etanol.

A lente das luzes sinalizadoras agora é transparente e não mais amarela como na versão anterior. Na parte de trás, a moto não sofreu alterações e continua com a mesma configuração: lanterna com rabeta curta, banco em dois níveis e alças para a garupa em alumínio.

O painel de instrumentos também é o mesmo do modelo anterior, mas ganhou nova luz de advertência. Traz conta-giros analógico, display digital com velocímetro, hodômetro total e parcial, marcador de nível de combustível, luzes da injeção eletrônica, neutro, farol alto e sinalizadores de direção. De novo, a luz indicadora com símbolo de bomba de combustível, que auxilia o piloto sobre o funcionamento do sistema flex.

A luz se acenderá quando houver mais de 80% de etanol no tanque e a temperatura do motor estiver abaixo dos 15°C. Nestas condições, segundo a Honda, o motor pode ter dificuldades para ligar. Durante os primeiros dias de teste, rodamos somente com etanol e a luz não acendeu. Em manhãs mais frias, porém, o propulsor teve dificuldade para ligar e "engasgou" nos primeiros minutos.

Ficha técnica: Honda CB 300R flex 2013
+ Motor: Monocilíndrico, DOHC, quatro válvulas, 291 cm³, refrigeração a ar.
+ Potência: 26,7cv (etanol) e 26,5 cv (gasolina) a 7.500 rpm.
+ Torque: 2,9 kgfm (etanol) e 2,8 kgfm (gasolina) a 6.500 rpm.
+ Câmbio: Cinco marchas.
+ Alimentação: Injeção eletrônica.
+ Dimensões: 2.085 mm x 745 mm x 1.040 mm (CxLxA).
+ Peso: 151 kg (em ordem de marcha).
+ Tanque: 18,4 litros.

VALE A PENA?
Equipada com motor de um cilindro, duplo comando de válvulas no cabeçote e arrefecido a ar (são 291,6 cm³), a CB 300R flex tem 2,8 kgfm de torque e 26,5 cv com gasolina. Estes valores mudam para 2,9 kgfm e 26,7 cv com etanol.

NA PONTA DO LÁPIS

  • Doni Castilho/Infomoto

    O motociclista gasta cerca de R$ 0,13 por km com o etanol, enquanto que, com a gasolina, cada km consome R$ 0,10. Ou seja, com o atual preço do etanol, não valeria a pena utilizá-lo

Na prática, os números não exercem diferença significante de desempenho. Porém, no consumo, há grande divergência. Foram 12,77 litros de etanol para rodar 186,3 km na cidade e em rodovias. Nas mesmas condições e com gasolina, usamos 7,22 litros de gasolina (a distância variou pouco: 183,9 km). Fazendo as contas, isso dá 14,5 km/l com o álcool e 25,4 km/l com gasolina.

Analisando o preço dos combustíveis -- de acordo com levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo) na cidade de São Paulo --, a gasolina pode ser encontrada em média por R$ 2,727 e o etanol a R$ 1,942. Portanto, desembolsamos R$ 24,79 para rodar os 186,3 km com o etanol e R$ 19,68 para andar 183,9 km com a gasolina. O motociclista gasta cerca de R$ 0,13 por km com o etanol, enquanto que, com a gasolina, cada km consome R$ 0,10. Ou seja, com o atual preço do etanol, não valeria a pena utilizá-lo.

Apesar de a marca não ter divulgado nenhuma alteração técnica na moto, o motor ficou mais "redondo". Na cidade, a moto se mostra ágil e fácil de manobrar, principalmente pelo torque em baixas rotações. Na estrada, seu desempenho fica dentro do esperado. Manteve-se facilmente nas velocidades permitidas em nossas rodovias, porém, em ultrapassagens, é necessária baixar uma marcha e girar o acelerador com vontade. Nada, porém, estranho para uma moto de sua capacidade cúbica. O sistema flex ainda faz o ronco expelido pelo sistema de escapamento parecer mais grave, imponente e, de certa forma, empolgante.

CICLÍSTICA
O chassi do tipo berço semiduplo em aço tubular mostrou-se resistente, com boa maneabilidade. A posição de pilotagem ereta, ergonomia e assento em dois níveis permitem ao piloto permanecer mais tempo sobre a moto.

O conjunto de suspensões agrada, apesar de sofrer com a "buraqueira" de São Paulo. Na dianteira, usa-se um garfo telescópico com 130 mm de curso e, na traseira, monoamortecedor com 105 mm de curso. As rodas de alumínio de cinco raios duplos e 17 polegadas são calçadas por pneus Pirelli Sport Demon de 110/70 na dianteira e 140/70 na traseira -- que, junto com as suspensões, oferecem boa aderência em retas e curvas, isso sem falar na absorção de impactos contra o asfalto irregular.

O trabalho dos freios é feito por disco simples dianteiro de 276 mm com pinça de dois pistões e disco simples traseiro de 240 mm de diâmetro, auxiliados pelo sistema ABS (antitravamento), chamado pela Honda de C-ABS. O equipamento é bem vindo, mesmo em motocicletas de baixa cilindrada, já que aumenta a segurança, principalmente em frenagens de emergência e pisos escorregadios.

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