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Triumph Speed Triple nacionalizada, R$ 42.900, fica melhor e mais radical

Doni Castilho/Infomoto
Triumph Speed Triple é ícone entre as motos naked de estilo agressivo Imagem: Doni Castilho/Infomoto

Arthur Caldeira

Da Infomoto

18/01/2013 19h54

A Triumph Speed Triple é uma motocicleta de personalidade marcante. E não apenas pelo design característico com os dois faróis saltados, redondos no início e angulosos desde a reformulação de 2010. Nem somente pelo estilo streetfighter utilizado em série desde 1994, herdado dos modelos esportivos adaptados para a rua com guidões mais largos e sem carenagem.

Essa naked inglesa destaca-se também por ter sido a primeira moto da Triumph a contar com motor de três cilindros em linha, que acabou tornando-se a marca registrada da fabricante inglesa. A mecânica e o estilo, conjugados, tornam a pilotagem divertida e fazem da Speed Triple uma motocicleta que marca seus pilotos.

Agora feita na nova fábrica da Triumph em Manaus (AM) pelo sistema CKD (as peças chegam por importação e são montadas na linha de produção), a Speed Triple chega com fôlego para brigar pela preferência do motociclista que procura uma moto naked de 1.000 cc. O preço sugerido é de R$ 42.900, já incluso o frete e o sistema de freios ABS.

Com isso, a Speed Triple quer incomodar a Honda CB 1000R, terceira naked mais vendida do Brasil em 2012 (1.995 unidades), que custa R$ 43.490, sem frete, e também a Kawasaki Z1000 que, com freios ABS, tem preço sugerido de R$ 49.990.

LEVE E POTENTE
Como a moto já foi vendida por aqui anteriormente, em sua antiga versão, é importante ressaltar que as mudanças da Speed Triple 2013 vão além dos novos faróis. O motor tricilíndrico de 1050 cc recebeu ajustes na centralina (ECU) e ficou mais potente -- são 133 cavalos a 9.900 rpm --, além do torque máximo ter aumentado para 11,39 kgfm a 7.750 rpm.

Os engenheiros ingleses também aprimoraram a ciclística. Agora a tarefa de atacar as curvas com exatidão está ainda mais fácil. O quadro de alumínio é totalmente novo e com isso foi possível deslocar o motor mais à frente, deixando-a mais ágil e estável. A distribuição de peso mudou: 50,9% no eixo dianteiro, contra os 48,6% da versão anterior. A balança traseira monobraço mostra uma roda nova que, além de mais bela, contribuiu para baixar o peso do conjunto. Pronta para rodar, a moto pesa 214 kg, três quilos a menos que o modelo 2010.

Um dos poucos itens que recebia críticas antes era o sistema de freios. Além da resposta mais lenta e ineficiente, o sistema anti-bloqueio (ABS) não era oferecido nem como opcional. A nova versão integra o ABS no novo conjunto de freios: na dianteira, há dois enormes discos flutuantes de 320 mm e pinça radial da marca Brembo com quatro pistões. Já na traseira, o disco simples de 225 mm tem pinça Nissin com dois pistões.

FICHA TÉCNICA
+ Motor: Três cilindros em linha, 1050 cm³, 12 válvulas, DOHC, refrigeração líquida.
+ Potência máxima: 133 cv a 9.400 rpm.
+ Torque máximo: 11,3 kgfm a 7.750 rpm.
+ Câmbio: Seis marchas com transmissão final por corrente. 
+ Alimentação: Injeção eletrônica multiponto sequencial.
+ Dimensões: 2.100 mm x 795 mm x 1.110 mm (C x L X A); 1.435 mm de entre-eixos; 825 mm do assento ao solo.
+ Tanque: 17,5 litros.
+ Peso: 214 kg em ordem de marcha.

COMO ANDA
Ao montar na moto é possível perceber mudanças no trem dianteiro da Speed Triple. O ângulo de cáster foi reduzido (de 23,5° para 22,8°) e a distância entre-eixos, aumentada de 1.425 mm para 1.435 mm numa clara tentativa de dar mais estabilidade ao conjunto. O triângulo da ergonomia do piloto também é novo: o banco está mais próximo do eixo dianteiro, o guidão mais perto do piloto e as pedaleiras levemente mais à frente. Senta-se mais próximo ao guidão e, com isso, a moto parece mais compacta do que realmente é.

Foram dois testes com a naked inglesa: o primeiro, no circuito de Mallory Park, na Inglaterra; depois, nova sessão no autódromo da Fazenda Capuava, interior de São Paulo, no lançamento nacional do modelo. Logo nas primeiras voltas nota-se que a Speed Triple está, de fato, mais afiada para entrar nas curvas. E, o motor ainda mais liso e utilizável, apesar de ter perdido torque nas arrancadas -- apenas acima das 3.500 rotações sente-se o vigor do tricilíndrico. A partir daí, tem-se a disposição o melhor dos dois mundos: a subida de giros rápida de um motor tetracilíndrico, sem estupidez; ou a docilidade de motores de dois cilindros, mas sem a lentidão no conta-giros e as vibrações.

A ciclística revista certamente transmite a segurança necessária para acelerar como se fosse uma esportiva. O quadro e as suspensões conversam melhor com o piloto e a nova geometria contribuir para aprimorar a resposta do trem dianteiro na entrada de curvas.

Colecionando voltas, o piloto consegue abusar ainda mais do acelerador. Mesmo em saídas mais impetuosas, a tendência da roda dianteira em levantar com facilidade, como acontecia na versão anterior, foi amortizada e com isso ganha-se mais estabilidade e segurança para acelerar.

Bastante controlável, é possível até ouvir o "canto" dos bons pneus Metzeler Racetec K3 (os mesmos que equipavam a primeira geração da superesportiva BMW S 1000RR) em derrapagens de saídas de curva.

Os freios, de fato, estão melhores. Oferecem agora uma resposta mais instantânea, às vezes até exagerada. E para isso está ali o ABS, afinal o peso aliviado faz com que a traseira derrape com facilidade. Mas se a ideia for mesmo entrar nas curvas derrapando, pode-se desligar o sistema.

A Triumph Speed Triple continua sendo uma espécie de "hooligan" das motos naked, em função do visual agressivo e comportamento radical. E está ainda melhor na nova versão nacionalizada. Companheira ideal para uma estrada sinuosa ou para rodar na cidade, a Speed Triple serve também para se divertir em um autódromo e aproveitar essa nova ciclística melhorada.

Mas, se a ideia for viajar, será necessário investir em alguns acessórios, principalmente em um pequeno para-brisa -- há diversas opções no catálogo de acessórios originais da marca, até mesmo para colocá-la na pista.

De toda forma, a Speed Triple não é uma moto para longas viagens. Foi feita mesmo para aquela escapada com os amigos no final de semana -- mesmo porque o assento da garupa não é dos mais confortáveis. Mas, se como motociclista seu prazer for contornar curvas, acelerar e frear para valer, essa naked da Triumph chega com atributos para entrar na lista de preferidas.

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