Carros

Relembre 12 momentos relevantes do setor de motos no Brasil em 2012

Arthur Caldeira

Da Infomoto

29/12/2012 08h00

O ano de 2012, que chega ao fim, começou bastante promissor. O mercado de motocicletas registrou recorde de emplacamentos em 2011 (1.940.564 unidades) e o setor ultrapassaria 2 milhões de unidades, segundo as projeções. Nada disso: a instabilidade econômica mundial e o alto endividamento dos brasileiros fizeram com que os bancos restringissem o crédito para compra de motocicletas. Com isso, as vendas despencaram e o setor retraiu.

Não foi o fim do mundo, porém. Pelo contrário. Na contramão da queda das vendas de motos de baixa cilindrada, o mercado de motos premium, maiores e mais caras, cresceu. Novas marcas de luxo se instalaram no Brasil e os lançamentos do exterior passaram a desembarcar por aqui cada vez mais rápido.

Confira os 12 fatos marcantes do setor de duas rodas, que comprovam que 2012 é um ano para ser lembrado:

+ JANEIRO
O ano começou com a aposta da Dafra em parcerias internacionais para incomodar as marcas líderes. A arma para disputar o concorrido segmento street de 150cc foi a Riva 150, equipada, bem acabada e feita em parceria com a gigante HaoJue, que produz as motos da Suzuki na China (leia mais aqui).

Depois, em abril, chegou a Next 250 (veja o teste aqui), fruto da parceria com a taiwanesa SYM, a mesma que fabrica o scooter Citycom 300i, sucesso de vendas. Com injeção eletrônica de combustível, freio a disco nas duas rodas, visual moderno e preço competitivo, a Next 250 é opção às famosas Honda CB 300R e Yamaha YS 250 Fazer.

+ FEVEREIRO
O duelo de mini-esportivas, modelos de 250cc, começou a esquentar. A Dafra apresentou a Daelim Roadwin 250R (detalhes aqui), com o objetivo de combater o sucesso da Kawasaki Ninja 250R.

A chave é atrair o motociclista que quer uma moto com visual esportivo a preço acessível.

+ MARÇO
Com a presença do alto escalão americano da Harley-Davidson Inc. -- Keith E. Wandell, o todo-poderoso da marca, e Mark Van Genderen, vice-presidente para a América Latina --, a fabricante inaugurou oficialmente sua fábrica (uma nova unidade de montagem) em Manaus (AM), no dia 26.


Maior e mais moderna do que a anterior, que entrou em operação em 1999 e foi a primeira linha de montagem fora dos Estados Unidos, a nova instalação tem 10 mil m² de área construída e é responsável por entregar 18 dos 19 modelos da Harley-Davidson vendidos no Brasil, além de dois modelos para uso militar.


+ ABRIL
Issao Mizoguchi tornou-se o primeiro brasileiro a assumir a presidência da Moto Honda da Amazônia. Em 1985, recém-formado em engenharia mecânica, desembarcou na fábrica da Honda, em Manaus (AM) e foi incumbido de criar o departamento de engenharia de produto. Depois, participou da criação do departamento de pesquisas e trabalhou em praticamente todas as áreas dentro da fábrica.


Sua principal missão será iniciar a nova fase de nacionalização da Honda. Primeiro foi a de componentes, e agora de uma gestão brasileira.


+ MAIO
Quando uma marca mundial como a alemã BMW resolve lançar uma motocicleta batizada de Sertão (nome tirado da sub-região do Nordeste brasileiro dominada pelo clima tropical semiárido), isso é sinal de que o Brasil é realmente a bola da vez. Para confirmar, a G 650 GS Sertão foi apresentada em solo brasileiro, no Salão Duas Rodas, ainda em 2011, antes de chegar realmente este ano (leia mais aqui).


Comercializada em todo o mundo com o nome Sertão, a versão mais off-road da trail G 650 GS é montada pelo regime de CKD na fábrica da Dafra em Manaus (AM). Com proposta off-road, oferece itens que justificam o batismo: para-brisa mais alto, protetor de mão, para-lama dianteiro estendido, rodas maiores e, principalmente, suspensões com maior curso entregam o perfil fora-de-estrada.


+ JUNHO
A chegada da pequena CBR 250R, dois meses antes, deu a vitória nas vendas, apertada é verdade, para a Honda sobre a Kawasaki no segmento de mini-esportivas (veja o duelo aqui).

A reação da Kawasaki viria alguns meses depois.


+ JULHO
A Yamaha surpreendeu o mercado e lançou a primeira motocicleta de 250cc com motor flex do mundo. A Fazer 250 BlueFlex permite ao motociclista utilizar etanol ou gasolina em qualquer proporção (mais sobre ela aqui).
 
Cerca de R$ 400 mais cara que a versão só a gasolina, a BlueFlex recebeu novos itens para rodar com etanol, além de um novo mapeamento da ECU (Unidade de Controle do Motor). Além de usar combustível menos poluente, oferece a liberdade ao motociclista de escolher o combustível mais vantajoso no momento do abastecimento.


+ AGOSTO
A crossover Honda NC 700 X foi lançada no Salão de Milão em novembro de 2011 com missões importantes: agradar aos usuários dos maxi scooters e ser uma moto econômica para o dia-a-dia. Para isso, oferece espaço para bagagens no porta-objetos (sob o falso tanque) e um motor de dois cilindros paralelos (670 cm³) que compensa a falta de emoção de apenas 52,5cv a 6.250 rpm com o torque de 6,4 kgfm desde baixas rotações.


De olho no mercado brasileiro de motos premium, a Honda trouxe o modelo para ser montado na fábrica de Manaus (saiba mais aqui).


+ SETEMBRO
Mostrando comprometimento com o mercado brasileiro, a Kawasaki fez a estreia no país da mini-esportiva Ninja 300 apenas dois meses após o lançamento mundial. Montada na fábrica da marca em Manaus (AM), a nova "Ninjinha" tem motor de dois cilindros, 296 cm³ e excelentes 39 cv de potência máxima (os detalhes estão aqui).


A versão standard está disponível em três cores -- branca, preta e verde -- por R$ 17.990 (sem frete). Uma edição especial com grafismos diferenciados e freios ABS vai custar R$ 19.990 (também sem frete).


Com um visual mais atual e diversas soluções técnicas típicas de motos maiores, como a embreagem deslizante e até mesmo o moderno sistema de freios ABS de última geração da Nissin, a Ninja 300 apimenta a briga no segmento.


+ OUTUBRO
Os dados dos emplacamentos mostram que foram vendidas 45.767 motos com motorização acima de 500cc em 2011. Na contramão dos resultados negativos do mercado de baixa cilindrada, as vendas de motos premium subiram mais de 10% em 2012.


Marcas famosas iniciaram suas movimentações para firmar pé no Brasil e garantir a sua fatia do bolo. Foi assim com a MV Agusta (detalhes aqui), Harley-Davidson, Triumph e Ducati. O anúncio oficial da marca italiana foi antecipado por seu presidente-executivo global, Gabriele Del Torchio, à Infomoto durante o Salão de Motos de Colônia (Alemanha). Com alguns modelos montados em Manaus, dentro da fábrica da Dafra, a Ducati anunciou a Diavel como a primeira Ducati "made in Brazil". As concessionárias devem entrar em operação no início de 2013.


Com toda a movimentação, ao final de 2012, mais de 50 mil unidades deste segmento devem ter sido emplacadas.


+ NOVEMBRO
A inglesa Triumph Motorcycles chegou ao mercado após romper o contrato com o antigo representante e elaborar nova estratégia para o país. Envolvida na celebração de seus 110 anos, chegou com estrutura completa: fábrica em Manaus (AM), sede em São Paulo (SP) e um centro de armazenamento de peças, instalado em Louveira, no interior de São Paulo.

Para isso, investiu cerca de R$ 19 milhões e a meta é comercializar 2.000 motocicletas em 2013. São seis modelos na bagagem, sendo três montados no Brasil e três importados da Inglaterra: Boneville T 100 (R$ 29.900), Tiger 800XC (R$ 39.900) e Speed Triple (R$ 42.900), montadas pelo sistema CKD em Manaus. Thunderbird Storm (R$ 49.900), Tiger Explorer (R$ 62.900) e Rocket III Roadster (R$ 69.900) chegam por  importação. Veja aqui a avaliação da Tiger 800 XC


+ DEZEMBRO
"Ainda bem que o ano está acabando, chegamos ao fundo do poço e pior, impossível. No final do ano passado prevíamos um crescimento de 5% para o setor. Mas, na realidade, deixamos de vender cerca de 440 mil unidades em 2012". A análise pessimista do segmento de duas rodas, sobretudo relacionada à fatia mais popular (e numerosa), foi feita por Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, que reúne os fabricantes do setor.

O mercado absorveu apenas 1,7 milhão de unidades, praticamente o mesmo patamar de vendas de 2007. Segundo o executivo, a ajuda do governo demorou a chegar. Houve uma leve reação no começo do mês, mas a ação não surtiu o efeito desejado no geral, que também era a de atrair bancos privados para injetar dinheiro no segmento de duas rodas. Resta a esperança por um 2013 mais equilibrado.

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