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Kawasaki Versys 1000 diverte o piloto sem comprometer a segurança

Doni Castilho/Infomoto
Conjunto da nova Kawasaki Versys reúne qualidades que permitem ao piloto viajar com estilo e segurança Imagem: Doni Castilho/Infomoto

André Jordão

Da Infomoto

04/10/2012 18h48

Na busca pela inovação e o incansável desejo da exclusividade, a Kawasaki apresentou no Salão de Milão de 2011 uma Versys nada parecida com a trail de 650 cc vendida atualmente. A marca resolveu pegar o quadro e o motor da Z1000, adicionou suspensões de longo curso, um tanque de 21 litros e um assento confortável e... surgiu a versão 2012 do modelo.

Com essa atitude audaciosa, a Kawasaki se tornou a única fabricante no mundo a oferecer uma motocicleta “aventureira” com motor de quatro cilindros. No entanto, a palavra aventureira se justifica: as rodas de liga-leve de 17 polegadas são claramente preparadas para o asfalto e o sistema de freios ABS, que não pode ser desligado, aponta para uma motocicleta feita mais para as estradas pavimentas do que para uma aventura fora delas.

OFF-ROAD, SÓ QUE NÃO
“Acreditamos que 99% dos usuários deste tipo de moto não utilizam a moto na terra. As rodas da Versys são menores que as da BMW R 1200 GS e Yamaha Super Ténéré, assim, ela pode andar na terra batida, mas seu negócio é viajar no asfalto com grande conforto”, confirmou Affonso de Martino, gerente da Kawasaki no Brasil, durante o lançamento nacional do modelo.

MOTOR
Não restam dúvidas de que o grande diferencial da Versys 1000 é seu propulsor. São quatro cilindros em linha com 1.043 cm³ de capacidade, 16 válvulas, comando duplo no cabeçote (DOHC) e refrigeração líquida. São 118 cv aos 9.000 giros e 10,4 kgfm de torque a 7.700 rpm. Números impressionantes para uma trail e condizentes a uma supermoto.

Com 239 kg, a Versys 1000 está longe de ser uma moto leve, mas mesmo assim trafega por entre os carros com mais desenvoltura que as aventureiras concorrentes que utilizam rodas de 19 e 21 polegadas. Nas curvas, seu caráter de supermotard aparece: a roda menor na dianteira torna a entrada de curva mais “leve” e fácil de pilotar e o torque e o comportamento arisco fazem a roda traseira querer escapar no meio da curva, caso o piloto abuse do acelerador. 

A taxa de compressão foi reduzida de 11.8:1 para 10.3:1 e a curva de torque ficou mais plana que na sua irmã Z1000. Por isso, o “problema” não é a falta de torque e sim o som que emana do escapamento. Como os quatro pistões pedem giro para funcionar bem, é praticamente impossível não atender ao motor, aumentando as trocas de marchas. Veja a ficha técnica completa:

Kawasaki Versys 1000
+ Motor: Quatro cilindros em linha, 1.043 cm³, DOHC, com refrigeração líquida.
+ Potência: 118 cv a 9.000 rpm.
+ Torque: 10,4 kgfm a 7.700 rpm.
+ Câmbio: Seis marchas.
+ Alimentação: Injeção eletrônica.
+ Dimensões: 2.235 mm x 900 mm x 1.405 mm (CxLxA).
+ Peso: 239 kg.
+ Tanque: 21 litros.
+ Preço: R$ 49.990.

CÂMBIO
As relações de marcha também foram alteradas. A Versys 1000 está com a primeira e a segunda marchas bem curtas, resultando em arrancadas realmente impressionantes. Já as marchas mais altas -- da terceira a sexta -- ficaram mais longas, tornando a pilotagem em estradas mais confortável.

O preço por todo esse desempenho é cobrado nos postos de combustível. Rodando sem se preocupar com a economia, a Versys 1000 registrou uma média de 14,5 km/litro. No modo ECO e com a mão leve no acelerador, a média sobe para 17 km/l.

TECNOLOGIA
Outra grande novidade da Versys 1000 é o pacote tecnológico embarcado: controle de tração (KTRC), módulos de entrega de potência e freios ABS. Com esses equipamentos, a Kawasaki dá ferramentas para o piloto segurar todo o desempenho dos quatro cilindros.

São três níveis do controle de tração, sendo o nível 1 o menos intrusivo e o 3º com maior intervenção eletrônica, indicado para pisos realmente lisos, como terra, Há também a opção de se desligar. A eletrônica do terceiro nível ajuda a controlar as acelerações bruscas na terra, mas prejudica as frenagens. Com o sistema de freios ABS sempre ativo, os freios não funcionam tão bem em trechos de terra -- prova de que a Versys 1000 foi criada mesmo para o asfalto.

Sua limitação no off-road fica ainda mais ressaltado pelas rodas de 17 polegadas. Além disso, o escapamento posicionado bem baixo não é indicado para trechos alagados e atoleiros. Em contrapartida, o apelo aventureiro fica destacado pelo para-brisa com três opções de regulagem, ajustadas manualmente, e o tanque de combustível, com capacidade para 21 litros de combustível.

CICLÍSTICA
A Versys 1000 traz um chassi de alumínio com garfo telescópico invertido de apenas 150 mm de curso, aliado a um monoamortecedor traseiro de mesmo curso, ambos com ajuste na pré-carga da mola. Se a intenção for fazer curvas mais ousadas, encontre a regulagem mais rígida no amortecimento, e a Versys não desapontará. Também é possível ajustar o conjunto quando a proposta for uma longa viagem com garupa e bagagens, que podem ser facilmente amarradas no bagageiro (de série) apto a receber baú.

Os freios são compostos por dois discos de 300 mm em forma de margarida com pinça de dois pistões na dianteira e um disco de 250 mm em forma de margarida com pinça de pistão simples na traseira. Com o auxílio do ABS, funcionam dentro da proposta no asfalto.

PÚBLICO
As motocicletas aventureiras destinadas ao turismo, encabeçadas pela BMW R 1200 GS, sempre atenderam ao consumidor mais experiente e exigente. Normalmente um homem de meia idade que busca naquele veículo a liberdade de rodar por qualquer terreno sem abrir mão de conforto e segurança. Já os modelos supermoto agradam os jovens ávidos por desempenho, mas que não abrem mão da posição de pilotagem ereta.

A Versys 1000 é um meio termo entre esses estilos. Seria perfeita para quem gosta de desempenho, mas não quer ficar “encaixotado” na posição agressiva das superesportivas. Uma boa pedida também para o motociclista que gosta de longas viagens, mas não pretende rodar centenas de quilômetros fora-de-estrada. Por R$ 49.990, o piloto acompanhará com estilo e conforto todos os passeios, sem abrir mão do ronco e a tocada característica dos motores de quatro cilindros em linha.

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