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Honda CBX 750 F, lançada em 1986, ainda desperta paixões; ouça o ronco da 'Sete-Galo'

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Honda CBX 750F recebeu 34.47% dos votos em levantamento de UOL Carros Imagem: Divulgação

Da Redação, com Infomoto

15/04/2011 18h13Atualizada em 15/04/2011 19h39

A quatro-cilindros CBX 750F, conhecida popularmente como "Sete-Galo", foi escolhida por 5.091 internautas e venceu a enquete "Qual é a moto mais marcante nos 40 anos da Honda no país?", realizada por UOL Carros entre a segunda-feira (11) e esta sexta-feira (15).

O modelo lançado em 1986 recebeu 34.47% do total de 14.771 votos. A segunda colocada na opinião do público votante foi a CG 125, com 3.736 votos (23,29% do total), seguida pela CB 400 (1.601 votos ou 10,84%). O resultado pormenorizado, que vale apenas como curiosidade, não tendo qualquer valor estatístico ou comercial, segue abaixo:

MODELOTOTAL DE VOTOSPORCENTAGEM
1. CBX 750F5.09134,47%
2. CG 1253.73625,29%
3. CB 4001.60110,84%
4. CB 600 F Hornet9346,32%
5. CBR 1100 XX Super Blackbird9236,25%
6. XL 250 R8105,48%
7. CBR 450 SR6234,22%
8. Falcon4643,14%
9. VT 600 C Shadow3172,15%
10. Dream2721,84%

Primeira motocicleta de quatro cilindros em linha produzida pela Honda no Brasil, a CBX 750F era o sonho de consumo dos motociclistas na segunda metade na década de 1980. Confira abaixo a análise de estilo do modelo feita pelo jornalista especializado em duas rodas Arthur Caldeira, da "Infomoto", e entenda o motivo de tamanha veneração, que segue até os dias atuais:

Quando as primeiras unidades da Honda CBX 750F desembarcaram no Brasil causaram imenso furor. Afinal, à época, não havia tantos modelos à venda como há atualmente. Quiçá, uma motocicleta com motor de quatro cilindros em linha que, ainda por cima, emitia um ronco encantador (clique no aplicativo ao lado e ouça o som do saudável motor).

Lançada por aqui em 1986, primeiramente montada com peças importadas, a CBX 750F chegou na cor preta, com grafismos em vermelho e cinza, e farol duplo. Equipada com rodas de liga-leve, estilo Comstar, trazia ainda regulagem de suspensão e um para-brisa que se encaixava perfeitamente com o desenho do tanque. Os modelos 1986 são, hoje, raridade, pois além das suspensões ajustáveis, tinham roda de 16 polegadas na dianteira. Ficou conhecida como a 750 cc mais cara do mundo: em função da grande procura, algumas concessionárias cobram três, quatro vezes o valor de tabela pela CBX 750.

A partir de 1987, foi nacionalizada. Perdeu os ajustes e ganhou roda aro 18 na frente. Apesar disso, não perdeu seu encanto: foi a primeira motocicleta de quatro cilindros em linha fabricada pela Honda no Brasil. Outra mudança visível foi a lente única no farol.

O motor tinha exatos 747 cm³ de capacidade, refrigeração a ar e 16 válvulas, com duplo comando no cabeçote (DOHC). Na versão brasileira, oferecia 82 cavalos de potência máxima a 9.500 rpm (no exterior eram 91 cv). Tinha câmbio de seis marchas e disco de freio nas duas rodas.

AMORRRRRR....

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    Acima como em qualquer relacionamento amoroso, a paixão por máquinas rende apelidos curiosos: a CBX 750F ficou conhecida em qualquer ponto do Brasil como "Sete-Galo" (veja explicação na reportagem), mas dependendo da série também acabou chamada de "Hollywood" (acima) ou "Rothmans" (abaixo).

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Teve diversas opções de cores que renderam apelidos de marcas de cigarro, típicos de uma época em que o conceito de politicamente correto era algo ainda abstrato e a indústria tabagista era grande patrocinadora de práticas ligadas ao mundo automotivo: a vermelha, azul e branca de 1987 ficou conhecida como "Hollywood"; em 1988, uma série especial com as cores azul, branca e detalhes em dourado foi chamada de "Rothmans", em alusão à marca que patrocinava a equipe Honda campeã do mundo nas 500 cc com o australiano Wayne Gardner e que anos mais tarde tornou-se conhecida do brasileiro em geral por estampar suas cores e logo no carro de Fórmula 1 da equipe Williams, o último pilotado por Ayrton Senna.

Em 1991, a primeira (e talvez a única) grande mudança: a carenagem tornou-se integral e ela ganhou o nome de CBX 750F Indy -- decisão até hoje criticada pelos fãs. Tanto que as vendas do modelo despencaram depois da chegada da Indy. O modelo continuou em linha até 1994, quando a Honda importou as CBR 600F e a CBR 1000 F, mais modernas.

De qualquer forma, a "Sete-Galo" está com seu nome escrito na história do motociclismo brasileiro. Em tempo, o apelido vem de sua cilindrada, 750 cm³ com um toque todo brasileiro: "Sete" para o numeral da centena e "Galo" por ser equivalente à dezena 50 no jogo do bicho.

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