Carros

Scooters ganham espaço nas ruas brasileiras

Da Infomoto

15/10/2010 15h25

Olhando para os veículos de duas rodas nas grandes cidades é cada vez mais comum ver scooters em vez de apenas motocicletas. Além do aumento na quantidade dos práticos veículos, os pilotos são os mais distintos. Jovens estudantes, mulheres e até mesmo executivos engravatados. As charmosas “motinhos” já são um sucesso na Europa há muitos anos em função de sua praticidade para os curtos deslocamentos urbanos. Mas somente agora começam a cair de vez no gosto do brasileiro. Essa tendência é comprovada a cada novo lançamento do setor de duas rodas.

Até meados de 2009 o Suzuki AN 125 Burgman liderava o segmento e tinha pouca concorrência. Seu principal rival era o Yamaha Neo AT 115. Porém a Honda resolveu entrar na briga com lançamento do Lead 110, em junho do ano passado. Depois foi a vez de a Dafra trazer o Smart 125 também com injeção eletrônica. Com isso a concorrência se acirrou.

PRINCIPAIS MODELOS

  • Gustavo Epifanio/Infomoto

    Dafra Smart 125
    Motor: Monocilíndrico 124,6 cm³
    Alimentação: Injeção eletrônica
    Rodas: 10 polegadas (D) e 10 polegadas (T)
    Capacidade do tanque: 6,9 litros
    Preço: R$ 5.490

  • Mario Villaescusa/Infomoto

    Suzuki Burgman 400
    Motor: Monocilíndrico 400 cm³
    Alimentação: Injeção eletrônica
    Rodas: 14 polegadas (D) e 13 polegadas (T)
    Capacidade do tanque: 13,5 litros
    Preço: R$ 26.900

  • Gustavo Epifanio/Infomoto

    Honda Lead 110
    Motor: Monocilíndrico 108 cm³
    Alimentação: Injeção eletrônica
    Rodas: 12 polegadas (D) e 10 polegadas (T)
    Capacidade do tanque: 6,5 litros
    Preço: R$ 5.650

  • Gustavo Epifanio/Infomoto

    Dafra Citycom 300i
    Motor: Monocilíndrico 263,7 cm³
    Alimentação: Injeção eletrônica
    Rodas: 16 polegadas (D) e 16 polegadas (T)
    Capacidade do tanque: 10 litros
    Preço: R$ 12.290

  • Renato Durães/Infomoto

    Suzuki Burgman 650 Executive
    Motor: Bicilíndrico 638 cm³
    Alimentação: Injeção eletrônica
    Rodas: 15 polegadas (D) e 14 polegadas (T)
    Capacidade do tanque: 15 litros
    Preço: R$ 37.900

  • Mario Villaescusa/Infomoto

    Yamaha Neo AT 115
    Motor: Monocilíndrico 115 cm³
    Alimentação: Carburador
    Rodas: 16 polegadas (D) e 16 polegadas (T)
    Capacidade do tanque: 4,8 litros
    Preço: R$ 6.459

  • Divulgação

    Suzuki Burgman AN 125
    Motor: Monocilíndrico 125 cm³
    Alimentação: Carburador
    Rodas: 10 polegadas (D) e 10 polegadas (T)
    Capacidade do tanque: 7,8 litros
    Preço: R$ 6.490

Atualmente, segundo a assessoria da Suzuki, a Burgman 125 está acabando nas concessionárias e uma substituta deve ser lançada em breve. Tomando como base o Lead 110 fica fácil entender o crescimento do segmento. No ano de 2009 foram emplacadas 5.765 unidades do scooter de 110 cm3 da Honda. Neste ano, até agosto, já ganharam as ruas nada menos que 12.583 novas unidades. Mais que o dobro, em menos tempo.

POR QUE UM SCOOTER?
Mas afinal o que atrai tantos motociclistas a comprarem um scooter? A resposta simplificada em apenas uma palavra: praticidade. O tatuador de 34 anos Leonardo Alves tem em sua garagem uma Harley-Davidson customizada e uma Burgman 125 amarela. Não é difícil saber com qual moto ele vai trabalhar todos os dias. Leonardo usa o scooter por ser um veículo mais ágil, prático e econômico. E seu carro já completa 40 dias parado na garagem.

A facilidade na hora de estacionar também contou pontos para Marcos Camargo. O assessor de imprensa de 26 anos comprou recentemente seu terceiro scooter, um Dafra Smart 125. Para ir e voltar do trabalho roda 26 km por dia. De carro gastaria mais combustível e tempo. Nos finais de semana Marcos também usa o scooter para pequenos deslocamentos: “Só uso o carro à noite ou quando está chovendo”. A injeção eletrônica, que resulta em menor índice de poluentes e mais economia, foi um dos fatores que o fez optar pelo modelo da Dafra.

Pelo mesmo motivo o engenheiro de 29 anos Rafael Donadio comprou a Lead 110. Até o ano passado ele tinha dois carros. Depois que comprou o scooter, se desfez de um dos automóveis. “De tanto que uso o scooter acabei vendendo meu carro”, confessa. Como reside a menos de 10 km de distância do trabalho, Rafael considera no mínimo irracional usar um carro para percorrer essa distância. Um dos elogios do engenheiro vai para o espaço embaixo do banco, que torna o veículo prático até mesmo para pequenas compras.

DIA-A-DIA
No dia-a-dia é que o scooter mostra sua valentia. Apesar da maioria dos modelos ter motor de até 125 cm3, o desempenho surpreende. Com o baixo peso é fácil sair na frente dos carros e sua agilidade torna fácil a tarefa de desviar de obstáculos pelo caminho.

Outro trunfo dos scooters é o cambio CVT (transmissão continuamente variável). Primeiro porque não exige grande manutenção. E depois porque não é preciso se preocupar com marchas e embreagens. Basta apenas acelerar que o motor e o câmbio fazem todo o trabalho. Um fator positivo para quem cansou de estragar o sapato nos pedais de câmbio.

DE OLHO NO BOLSO
O custo-benefício também é interessante nos scooters. Em uma concessionária Honda, por exemplo, a Lead 110 custa R$ 5.650, apenas R$ 510 a mais que a CG 125 Fan KS, a mais básica. Os equipamentos de série também são atraentes: todas as scooters vendidas no Brasil são equipadas rodas de liga leve, freio a disco dianteiro e partida elétrica -- itens, muitas vezes, ausentes em motos de 125 cm3.

Na hora de abastecer, mais economia. Por sua baixa capacidade cúbica, muitos scooters rodam mais de 30 quilômetros com apenas um litro de combustível -- apesar de o consumo ser maior que nas motos de 125cc.

Outro fator importante é a praticidade. Todos os modelos têm espaço sobre o banco, alguns com capacidade para levar até um capacete fechado, outros comportam pelo menos a mochila. Sem falar no espaço que há no porta-luvas no escudo frontal.

BIG SCOOTERS
As novidades no segmento de scooters maiores mostram que há, de fato, um mercado em potencial. Há bastante tempo no mercado, o Suzuki Burgman 400 já está em sua terceira geração por aqui. Entretanto, tem preço de R$ 26.900 -- já bem distante dos pequenos.

Mas o último lançamento do setor no Brasil, a Dafra Citycom 300i, promete acirrar a briga também no segmento. Com preço sugerido de R$ 12.290, o Citycom de 300 cm3 é fruto da parceria entre a brasileira Dafra e taiwanês SYM. Segundo o presidente da Dafra, Creso Franco, há consumidores que já possuem scooter e querem trocá-la por um veículo maior, mas sem abandonar a categoria. Outra novidade é sobre a maior scooter vendida no Brasil, a Suzuki Burgman 650. O modelo, que agora será montado no Brasil no regime de CKD, ganhou novas cores e um preço mais convidativo: R$ 37.900. Antes, importado, saia por mais de R$ 50.000. (por Lucas Rizzollo)
 

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