Motofair apresenta vitrine motociclística e atrai 22 mil pessoas em MG

Téo Mascarenhas, especial para Infomoto

De Belo Horizonte

No ranking do mundo motociclístico, o Brasil figura entre os cinco maiores e mais importantes mercados do mundo. Tanto em produção, quanto em vendas internas. Só fica atrás da China, Índia, Indonésia e Vietnã. Países como Taiwan e Tailândia também contam com mercados vigorosos e estão bem próximos de nós. Entretanto, seja deste lado do mundo, ou do outro lado do globo, estes países estão fortemente ligados por características comuns, como grandes populações e um transporte coletivo precário e ineficiente, que abre as portas para a motocicleta, como alternativa ágil e econômica de transporte individual. 

  • Téo Mascarenhas e Fred Mancini/Infomoto

    Vista geral do Expominas, que recebeu a Motofair.

  • Téo Mascarenhas e Fred Mancini/Infomoto

    Superesportiva Honda CBR 1000RR foi uma das atrações do evento realizado em Belo Horizonte...

  • Téo Mascarenhas e Fred Mancini/Infomoto

    ... que contou ainda com estandes de fabricantes de autopeças, equipamentos e serviços: acima, Yamaha R6 equipada com rastreador.

Neste universo, o Estado de Minas Gerais, contribui com cerca de 10% do volume de vendas brasileiras, segundo dados da Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motocicletas, e se firma como o segundo maior mercado consumidor de motos do País. Neste cenário, foi realizada a primeira edição da Motofair, feira exclusiva do setor motociclístico, que reuniu montadoras e concessionários, fabricante de peças, acessórios, equipamentos e serviços, além de entretenimento, entre os dias 22 e 25 de abril.

VITRINE NACIONAL
Segundo Sérgio Falcão, diretor da empresa organizadora da feira, a Motofair funciona como vitrine com repercussão nacional, com as principais novidades e lançamentos do segmento e grande adesão de expositores de outros Estados. Nos quatro dias de feira, o público visitante somou 22 mil pessoas, gerando bons negócios entre os 72 expositores, e demonstrando o potencial do mercado e da feira mineiros. Tanto que já há data marcada para 2011: entre 30 de março e 3 de abril de 2011, também no pavilhão do Expominas.

Entre as montadoras, a líder nacional Honda (77,36% de participação) mostrou cinco novos modelos nacionais, inclusive a primeira moto flex do mundo, a CG 150 Titan Mix, e também sua linha de importadas, com destaque para a superesportiva CBR 1000RR.

A Yamaha, pioneira entre as japonesas no Brasil, mostrou a novíssima XJ6 N, modelo naked equipado com motor de quatro cilindros em linha, além da remodelada Fazer 250 e o relançamento da Crypton, com desenho modernizado e adaptada para o trânsito urbano com motor de 115 cm³.

A tradicional alemã BMW, apresentou a sofisticada linha K 1300, com muita tecnologia embarcada e motor de quatro cilindros em linha, além do lançamento G 650 GS, equipado com ABS de série e montado em Manaus (AM) pela Dafra -- o modelo é o primeiro da marca fabricado fora da Alemanha.

A Gas Gas, marca espanhola especialista em fora de estrada e representada no Brasil pela mineira Terra Motos, mostrou sua linha 2010, além da EC 300, moto utilizada pelo piloto Felipe Zanol no Mundial de Enduro. A marca deve lançar até o fim do ano um modelo de 250 cm³, quatro tempos, que pretende produzir aqui no Brasil.

DIVERSÃO
A espanhola Gas Gas também montou uma pista de trial, com três apresentações diárias de seus pilotos oficiais, Vermelho e Padeiro. O piloto mirin Jean MC, com apenas 11 anos, fez apresentações com minimotos e bicicletas especiais. A equipe Pura Ação mostrou seu talento com acrobacias radicais. Ao lado da praça de alimentação, os visitantes puderam apreciar shows com bandas de rock e blues. Já no estande do curso de design de produtos da escola superior Fumec, podiam ser vistos bicicletas conceituais, como a “Carrinho de Supermercado”, modelo especial para fazer compras.

Outra bicicleta fora do comum foi a Bitrem, com 13 rodas, som, e capacidade para transportar 16 pessoas, produzida por Lucirley Oliveira, de Sete Lagoas (MG). Outra atração foi o museu de motos do empresário do ramo de peças e acessórios, Rômulo Filgueiras, da tradicional Motostreet. Mostrou 30 modelos, com destaque para a belga FN 175, ano 1909, com sidecar de vime. A Ducati de competição 175, ano 1968, foi outra raridade vista. Presentes também, a clássica Indian Chief 1946 e a Harley-Davidson 1948, além da inglesa Norton Comando, alemãs BMW, entre outras.

Minimotos e quadriciclos fizeram a cabeça da garotada e as lojas de acessórios e equipamentos, a dos pilotos mais experientes, que aproveitaram promoções especiais. Também presentes, exposição de painéis do fotógrafo Fred Mancini e lançamento em Minas do filme “Alma 70”, do diretor Renzo Querzoli, sobre motos clássicas. Estandes de motoclubes e federações de motoclubes, além de estúdios de customização, marcaram presença, em uma grande confraternização. Para o conforto do público havia estacionamento (pago) e capacetaria.

MERCADO EM RECUPERAÇÃO
Após a crise que afetou drasticamente o mercado de motos em 2009, deixando as vendas do ano semelhantes às de 2007, com cerca de 1,6 milhões de unidades, os primeiros números de 2010 sinalizam que a tormenta vai se dissipando, com o retorno das linhas de crédito, e indicam uma recuperação consistente do mercado, segundo dados da Abraciclo, e também da Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos).

Em março, por exemplo, foram comercializadas 169 mil unidades, contra 116 mil do mês anterior, representando um avanço de 45,7%. No primeiro trimestre do ano, o volume atingiu 410 mil unidades, representando o melhor resultado da indústria nos últimos 18 meses, segundo a Abraciclo.

“Esta confiança na recuperação do mercado, agora demonstrada na prática, foi fundamental para a adesão dos participantes da Motofair, distribuídos em 72 estandes, que enxergaram na feira uma boa oportunidade de mostrar seus produtos e alavancar as suas vendas”, observa o organizador da mostra, Sérgio Falcão. Outra observação otimista foi a de Henrique Ribeiro, atacadista de pneus, peças e equipamentos, para quem o mercado de reposição não sentiu a crise. A frota circulante brasileira demandou um volume crescente de consumo e, para 2010, a expectativa é de crescimento de dois dígitos.

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