Topo

Seu Automóvel

Veja 10 carros que marcaram a história da FCA na "era Marchionne"

Murilo Góes/UOL
Compass foi lançamento mundial revelado antes no Brasil Imagem: Murilo Góes/UOL

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

31/05/2018 04h00

Sergio Marchionne deixará a presidência da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) a partir de junho deste ano. O executivo assumiu o comando do grupo em 2014, logo após a fusão dos grupos Fiat S.p.A e Chrysler Group LLC.

Veja mais

FCA troca carros de passeio por SUVs na Europa
Quer negociar hatches, sedãs e SUVs? Use a Tabela Fipe

Inscreva-se no canal de UOL Carros no Youtube
Instagram oficial de UOL Carros
Siga UOL Carros no Twitter

Desde então, o italiano tomou decisões que influenciariam no futuro da empresa, como concentrar os esforços em marcas mais importantes do conglomerado e autorizar a construção de uma nova fábrica no Brasil -- um dos maiores mercados da Fiat no mundo.

UOL Carros separou abaixo 10 lançamentos que marcaram a história do grupo FCA sob o comando de Marchionne.

Lançamentos mais importantes da "era Marchionne"

  • Murilo Góes/UOL

    Fiat Uno

    O nome Uno sempre teve força no Brasil. Ciente disso, a Fiat lançou o Novo Uno em 2010. Do antigo modelo (que permaneceu em linha até 2013), porém, só o nome era o mesmo. O carro abusava das formas mais retas, adotando um conceito de design chamado pela Fiat de "round square" (ou "quadrado arredondado", em Português). O Uno era oferecido nas versões Vivace, Attractive e a aventureira Way. com motorizações 1.0 e 1.4 Fire. Nos anos seguintes, o Uno passou por duas reestilizações em 2014 (quando ganhou novo interior) e 2016 (uma mudança mais profunda, acompanhada de novos motores Firefly). Uma nova atualização deve ser revelada ainda neste ano, já como linha 2019, e com algumas novidades, conforme revelou o novo presidente da FCA, Antonio Filosa.

  • Murilo Góes/UOL

    Fiat 500

    Recorrer ao passado nem estava tão na moda na indústria automotiva quando a Fiat lançou o 500. O compacto apostava no carisma de seu histórico xará (principal responsável por ?motorizar? a Itália no duro período pós-Guerra) para alavancar as vendas da marca em todas as partes do mundo. Ao contrário do antigo 500, porém, o novo modelo não era um popular acessível às massas, e sim um descolado compacto cheio de equipamentos. No Brasil ele chegou em 2009, inicialmente importado da Polônia.Era um carro de nicho que muitos desejavam, porém poucos tinham, principalmente por conta do preço alto demais. A história mudou apenas em 2011, quando o 500 passou a vir do México. Beneficiado pelo acordo comercial firmado com o Brasil, o carrinho ficou mais barato e vendeu feito água, ganhando, inclusive, novas versões como a estilosa Cabrio e a esportiva Abarth. Saiu de linha no Brasil em 2016, voltando brevemente ao mercado no ano seguinte antes de fazer sua segunda despedida. Não há previsão de importação tampouco produção local do modelo, atualmente em sua segunda geração.

  • Mario Tama/France Press

    SRT/Dodge Viper

    Os fãs de Viper vibravam com a notícia de que o Viper voltaria às ruas após três anos. Em 2013, o bólido estreava em sua quarta geração, agora renomeada de SRT Viper. A sigla, aliás, foi uma subdivisão criada pela FCA para veículos de alto desempenho. Tinha um motor 8.4 V10 com 649 cv e 82,9 kgfm de torque máximo. As linhas tradicionais pouco mudaram: capô (bem) longo, portas grandes e traseira curta. Como mandava a tradição, o Viper tinha câmbio manual de seis marchas e pouquíssima eletrônica para auxiliar a condução. Era o verdadeiro esportivo raiz. Apesar do frisson em torno do carro, as vendas nos primeiros anos foram ruins -- a ponto de a produção ser paralisada por dois meses devido à baixa demanda. Em 2015, o carro voltou a se chamar Dodge Viper e ganhou mais 5 cv, aumentando a potência para 654 cv. As mudanças, porém, não surtiram o efeito esperado. Em outubro de 2015, a FCA anunciou que encerraria a produção do superesportivo em 2017. Pelo menos o Viper teve uma despedida digna na forma de cinco (!) séries especiais.

  • Newspress

    Ferrari LaFerrari

    Uma Ferrari híbrida parecia inconcebível até pouco tempo atrás. Isso acabou quando a marca lançou a LaFerrari em 2013, que combinava um motor 6.3 V12 de 800 cv com outro elétrico de 163 cv. Juntamente com o sistema de recuperação de energia cinética (o famoso KERS), a potência combinada era de 963 cv. A LaFerrari tinha discos de freio de carbono-cerâmica feitos pela Brembo e uma estrutura monocoque de fibra de carbono desenvolvida pelos engenheiros da Fórmula 1. Segundo a marca, a LaFerrari era capaz de chegar aos mesmos 349 km/h da mítica Enzo, mas precisando de menos de sete segundos para ir de 0 a 200 km/h. Em 2016, a empresa lançou a LaFerrari Aperta, versão sem teto com produção limitada a 210 veículos. No total, a Ferrari fabricou 710 unidades das duas versões, sendo que a previsão inicial era produzir apenas 499 carros da LaFerrari cupê. No entanto, a marca decidiu fabricar uma 500ª unidade para arrecadar fundos às vítimas do terremoto que destruiu parte da Itália em agosto de 2016. Em tempo: a Ferrari não faz mais parte do grupo FCA desde o fim de 2015.

  • Murilo Góes/UOL

    Fiat Toro

    Há tempos que a Fiat não escondia a vontade de ter uma picape média. O ?sonho? foi facilitado com a criação da FCA, que trouxe toda a experiência da Chrysler em utilitários para a marca italiana. Não é só a plataforma que a Toro divide com seus ?irmãos? Renegade e Compass: várias peças de acabamento e até motorizações são compartilhadas com os SUVs da Jeep, inclusive a 2.0 turbodiesel de 170 cv -- até então, apenas a Ducato tinha motores a diesel. A estrutura monobloco e o porte intermediário entre as picapes leves (como Saveiro e Strada) e médias-grandes (S10, Ranger, Hilux, etc.) diferenciavam a Toro das concorrentes. O projeto da Toro também trouxe um nível de refinamento até então inexistente na linha Fiat, formada na época apenas por veículos compactos de baixo custo e/ou projetos envelhecidos. Além do belo design com linhas ousadas, a Toro veio com soluções criativas (uma das marcas registradas da Fiat em sua história), como a tampa da caçamba bipartida com abertura lateral. Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    Jeep Renegade

    Foi no começo da década de 2010 que a FCA notou que a Jeep poderia ser a salvação do grupo italo-americano. E o Brasil logo surgiu como um dos mercados com maior potencial de crescimento para a marca. Assim, em 2015 era inaugurada em Pernambuco a primeira fábrica 100% Jeep fora dos Estados Unidos. De lá sairia o Renegade, primeiro SUV compacto da história da empresa. O design parrudo com jeitão de jipe cativou muitos clientes e o carro virou sucesso instantâneo de vendas, desbancando o até então líder Ford EcoSport e brigando com o Honda HR-V pelo primeiro lugar da categoria. Desde então, o Renegade teve poucas modificações e ganhou algumas séries especiais, como a Night Eagle. Uma leve reestilização está prevista para estrear no Brasil nos próximos meses. Leia mais

  • Lucy Nicholson/Reuters

    Alfa Romeo Giulia

    O primeiro sedã da Alfa Romeo desde o 159 foi apresentado com pompa em Milão há três anos. O Giulia fez parte de um ousado plano de reestruturação mundial da marca, que incluiu o lançamento do SUV Stelvio em 2017. O sedã tem motor dianteiro e tração traseira, com distribuição de peso de 50:50 entre os eixos. A suspensão é independente nas quatro rodas e várias peças são feitas de alumínio. A versão mais esportiva é a Quadrifoglio, movida por um motor V6 de 510 cv e 61,2 kgfm de torque máximo. Dados da fábrica indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos e velocidade máxima de 307 km/h. Enquanto isso, os brasileiros ficam a ver navios com promessas de que a Alfa Romeo voltará ?um dia? ao Brasil, sem nunca definir um prazo exato para tal. Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    Jeep Compass

    O Brasil recebeu tratamento VIP por parte da FCA nos últimos anos. Além de ganhar uma moderna fábrica em Goiana (PE), coube ao país a honra de ser o primeiro mercado mundial a receber o Jeep Compass. O SUV médio compartilha diversos componentes com o irmão menor Renegade, mas oferece mais espaço interno e refinamento. Mesmo custando mais caro, o Compass não só vende mais do que o Renegade como se mantém na liderança de vendas do segmento de SUVs, ultrapassando modelos mais baratos e badalados. A exemplo do Renegade, o Compass pouco mudou desde 2016 -- e nem precisa, pois ainda está atual frente à concorrência. Por ser maior, o Compass ganhou o motor 2.0 Tigershark flex (até 166 cv) em vez do 1.8 e.torQ do Renegade. As versões mais caras (como a Trailhawk) são movidas pelo 2.0 turbodiesel de 170 cv, associado à transmissão automática de nove marchas. Leia mais

  • Divulgação

    Dodge Demon

    O mundo já havia sido surpreendido com os 717 cv do Hellcat quando a Dodge lançou o Demon em 2017. Movido por um motor V8 de 852 cv e 106,2 kgfm de torque máximo, ele precisa de meros 2,3 segundos para acelerar de 0 a 96 km/h. O Demon é um carro de arrancada legalizado para as ruas. E isso não é mero discurso de marketing. Os pneus, por exemplo, são radiais feitos especialmente para arrancadas. O carro é capaz de percorrer o quarto de milha (distância mais comum neste tipo de prova) em apenas 9,6 segundos. De tão rápido, ele foi oficialmente banido de qualquer competição do gênero por não sair de fábrica com uma gaiola de proteção homologada pela NHRA -- a associação que regulamenta as arrancadas nos EUA. Leia mais

  • Divulgação

    Jeep Wrangler

    O Wrangler é o maior ícone da linha atual da Jeep. Inspirado no lendário CJ-5, o carro ainda é o principal símbolo da marca nas trilhas. Após anos de boatos e incertezas, finalmente a FCA mostrou a quarta geração do modelo em 2017. O jipão é uma evolução e tanto em relação ao seu antecessor, que permaneceu em linha de 2006 a 2018. Menos no visual, até porque é no design que os fãs do Wrangler querem que a marca não mexa. O estilo clássico, com faróis redondos e as sete barras verticais, foi mantido. O carro ganhou uma nova estrutura com aços de maior resistência e painéis de alumínio na carroceria, reduzindo em 91 kg o peso total. Materiais mais leves também foram adotados no capô e nas portas. Por dentro, o Wrangler ficou mais moderno e espaçoso. Ganhou itens como a nova central multimídia UConnect, com tela de 7 ou 8,4 polegadas e conexão com Android Auto e Apple CarPlay. Leia mais

Mais Seu Automóvel