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Veja 10 carros populares que fugiram da sina de carro "pelado" com inovação

Victor R. Caivano/AP - 24.08-2004
Acima, Gol TotalFlex na produção: pioneiro com motor bicombustível Imagem: Victor R. Caivano/AP - 24.08-2004

Karina Craveiro
Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

15/08/2017 04h00

Jamais subestime a capacidade de um veículo, ainda que ele seja o representante mais acessível na gama de uma fabricante. Um fenômeno muito comum para valorizar um carro de entrada é incluir algum equipamento ou dispositivo inovador para a categoria.

Apesar da ação simples, o resultado quase sempre muda o panorama da indústria, fazendo rivais lutarem para reduzir a diferença e tentar implementar a mesma tecnologia tempos depois. UOL Carros selecionou dez modelos que "causaram" no mercado e foram pioneiros de alguma forma.

Confira os dez modelos que selecionamos e opine! Diga também se concorda ou se acredita que algum outro inovador deveria ter sido mencionado.

Pequenos carros, grandes inovações

  • Fiat 147: motor transversal; motor a álcool

    Para alguns, o Fiat 147 ficou marcado pelos problemas de correia dentada e transmissão, mas foi um modelo que transformou o mercado de carros de entrada no Brasil pelo menos duas vezes: primeiro, em 1976, com a montagem transversal do motor, permitindo redução do espaço destinado ao componente e, consequentemente, ampliação do espaço para passageiros. Todo e qualquer compacto se vale disso atualmente. Três anos mais tarde, se tornaria o primeiro automóvel movido a álcool do país, atendendo a um projeto do governo para lidar com a famosa crise do petróleo.

  • Imagem: Fullpower
    Fullpower
    Imagem: Fullpower

    Volkswagen Gol: injeção eletrônica; motor flex

    A estreia do primeiro carro brasileiro com injeção eletrônica é datada de 1989. O Gol GTI era equipado com motor 2.0 de 120 cv e cumpria a marca de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos. De acordo com a Volkswagen, o sistema analógico do hatch teve de ser totalmente desenvolvido no país, já que a importação de equipamentos digitais, disponíveis no exterior, era proibida. Quase 15 anos mais tarde, o Gol voltaria aos holofotes pelas mãos do presidente Lula, que "abasteceu" o primeiro carro bicombustível da história do Brasil: o Gol TotalFlex, equipado com motor AP 1.6 de 97/99 cv (gasolina/etanol), com sistema fornecido pela Magnetti Marelli.

  • Imagem: Divulgação/Fiat
    Divulgação/Fiat
    Imagem: Divulgação/Fiat

    Fiat Uno: motor "mil"; turbo; e start-stop

    É da Fiat o primeiro modelo 1.0 de nossa história, que abriu a era do chamado "carro popular". Em 1990, aproveitando um plano de redução tributária anunciado pelo presidente Fernando Collor de Mello, a marca lançou o Uno Mille, configuração com motor de 994,4 cm³ e 48 cv, derivado do 147. A concorrência se mexeu dois anos depois, com Chevrolet Chevette Junior e Volkswagen Gol 1000. Em 94, o Uno deu novo "olé" na concorrência ao se tornar o primeiro automóvel nacional a sair de fábrica com turbo. O propulsor em questão era um 1.4 de 116 cv e 17 kgfm, acoplado a câmbio manual de cinco velocidades. Era divertido, mas não foi muito bem assimilado e parou de ser produzido apenas dois anos depois, tendo 1.800 unidades emplacadas. Foi preciso esperar duas décadas para ver, com o Inovar-Auto, o turbo voltar a ganhar destaque na indústria automotiva nacional. Por fim, já na segunda geração, em 2014, o Uninho passou a incorporar start-stop (sistema que desliga e religa o motor automaticamente em paradas breves) na configuração automatizada.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    Renault Clio: airbags; volante multifuncional

    Apesar de "pelado", sem conta-giros no painel de instrumentos ou mesmo uma direção com assistência hidráulica, o Renault Clio se destacou por algo inédito entre carros populares: em sua segunda geração, que estreou no Brasil em 1999, o modelo da marca francesa trazia airbags dianteiros de série em todas as versões (algo que hoje é obrigatório por lei). No mesmo ano, as versões com rádio de fábrica eram contempladas com "comandos satélite" atrás do volante, com haste que controla o volume do som, as estações do dial e os modo CD, AM ou FM, em solução que ainda hoje é utilizada

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Kia Picanto: 3 cilindros

    A segunda geração do Kia Picanto trouxe ao Brasil, em 2011, uma solução que à época parecia despretensiosa, mas hoje está se tornando regra em modelos de 1 litro aspirados ou turbinados: motor tricilíndrico. A configuração utilizada pelo coreano tem 12 válvulas com comando variável de admissão e bloco de alumínio. Era tão moderna à época que até hoje serve ao próprio Picanto e também ao primo Hyundai HB20, mantendo os dados originais de desempenho -- 77/80 cv e 9,6/10,2 kgfm -- e sem dever nada à concorrência.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    Chevrolet Onix: câmbio automático; projeção de celular

    O atual carro mais vendido do Brasil foi o primeiro compacto de entrada (esqueça os franceses posicionados como "premium") equipado com câmbio automático. O componente foi apresentado ao final de 2013 pela General Motors como grande estrela da linha 2014. Com seis marchas, está disponível para a motorização 1.4. Atualmente, quase todas as marcas oferecem opções automáticas, sejam elas com conversor de torque ou CVT. Os automatizados monoembreagem ainda existem, claro, mas com atratividade menor. Quando se fala em conectividade o Onix também é pioneiro, tendo popularizado o chamado MyLink desde sua chegada ao mercado. Agora em sua segunda geração, o sistema traz tela sensível ao toque de sete polegadas e projeção de celulares Apple ou Android. Vale destaque, ainda, o sistema de monitoramento e "concièrge" OnStar, antes um mimo oferecido só a carros de luxo.

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Ford Ka: controle de estabilidade e tração; assistente de emergência

    A terceira geração (brasileira) do Ford Ka estreou em 2014. Desde o lançamento a versão topo de linha, SEL 1.5, sai de fábrica com controles eletrônicos de estabilidade e tração, além de assistente de subida em rampa e assistência de emergência -- este último envia uma mensagem ao Samu automaticamente se o acidente disparar os airbags. Tais itens jamais haviam equipado carros de entrada até então. Volkswagen Fox e os Fiat Uno e Argo já seguiram a tendência e também adotaram o ESP. Outros terão de fazê-lo em breve, por questões de legislação: o item passará a ser mandatório em carros zero-quilômetro até 2022.

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Volkswagen up!: turbo com injeção direta

    A Volkswagen surpreendeu ao apresentar, em 2015, uma gama extensa de versões do up! equipadas com o novíssimo motor 1.0 TSI, o primeiro 3-cilindros flex feito no país dotado de turbocompressor e injeção direta de combustível. A expectativa era que o propulsor fosse usado somente em uma versão esportiva, mas não: o up! TSI virou realidade desde versões intermediárias. Hoje, representa cerca de 50% das vendas do modelo, sendo referência em consumo, eficiência energética e, claro, desempenho (são 101/105 cv e excelentes 16,8 kgfm).

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Hyundai HB20: faróis com LED

    Um dos grandes destaques da reestilização praticada pela Hyundai no HB20 foi a adoção faróis com projetor e luz de posição de LED nas versões de topo. O LED já era usado por Peugeot 208 e Citroën C3, mas aqui valem duas ressalvas: primeiro, os franceses têm posicionamento "premium", enquanto o HB20 é mais "popularesco". Segundo, a Hyundai incrementou o conjunto óptico com projetores halógenos, cujos refletores em elipse (e não em parábola, como num farol convencional) ajudam a tornar a iluminação mais eficiente e a reduzir o ofuscamento sentido por pedestres e outros motoristas.

  • Renault Kwid: quatro airbags

    A Renault fez de tudo para evitar que o Kwid brasileiro apresentasse o mesmo nível de fragilidade estrutural do original indiano (que zerou o teste de impacto do Global NCAP). Por isso, surpreendeu ao anunciar que seu subcompacto é o primeiro carro de entrada do Brasil a sair de fábrica com quatro airbags, sendo dois dianteiros (obrigatórios desde janeiro de 2014) e dois laterais. O apelo por segurança extra e o preço "mágico" de R$ 29.990 fizeram com que o carrinho, que começou este mês a chegar as concessionárias, ficasse rapidamente na boca do povo.

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