Carros

Saiba como fazer transmissão final da moto durar até 40.000 km

Guilherme Silveira

Da Infomoto, em São Paulo (SP)

29/09/2016 10h00

A relação da motocicleta -- como é conhecido o sistema de transmissão final -- pode durar mais de 40.000 km, mas é preciso saber pilotar de modo suave e, obviamente, fazer as manutenções periódicas.

Responsável por transferir o movimento da caixa de câmbio para a roda motriz, a transmissão final é o que faz sua moto rodar, literalmente. É também um dos sistemas que mais pede cuidados.

Composta pelo pinhão (que vai junto do eixo do câmbio), corrente e coroa (fixada à roda), a transmissão secundária é dimensionada de acordo com sua potência e tipo (esportivas, de uso misto etc).

Apesar de simples, a manutenção preventiva é essencial para fazê-la funcionar bem e garantir confiabilidade. Listamos sete dicas essenciais para ter uma relação saudável e duradoura.

Ordem na relação

  • Imagem: Doni Castilho/Infomoto
    Doni Castilho/Infomoto
    Imagem: Doni Castilho/Infomoto

    Relação "limpa"

    Para que sua relação tenha vida longa é fundamental deixar o conjunto limpo. Sempre que encarar chuva ou estradas de terra, lave a corrente e a coroa. A limpeza pode ser feita com escova plástica, como a dental, ou de limpeza doméstica, mas existe também uma escova específica em forma de "U". Em motos menores, o pinhão costuma ter fácil acesso -- muitas vezes é coberto por uma capa plástica. A indicação é lavá-lo e lubrificá-lo a cada 10.000 km. Para retirar resíduos entre os elos, pode ser usado desengraxante que, por ser abrasivo, deve ser diluído em água, conforme informado no rótulo. Segundo o mecânico Alex Bongiovanni, da Officine Moto em São Paulo (SP), "na falta do desengraxante, o querosene pode ser usado. E, qualquer que for o produto, o ideal é lavar o sistema com sabão neutro ou detergente de louças. Desta forma, evita-se o acúmulo do produto de limpeza pesada, normalmente abrasivo". Depois de enxaguar, seque a corrente usando compressor de ar ou espere secar antes de lubrificar.

  • Imagem: Doni Castilho/Infomoto
    Doni Castilho/Infomoto
    Imagem: Doni Castilho/Infomoto

    Relação lubrificada

    A lubrificação da corrente pode ser feita com sprays específicos, ou mesmo com óleo mineral para motor. Com os elos secos, injete o óleo pela parte superior, de modo a penetrá-lo entre eles. Não use graxa branca para uso náutico: além de acumular muitos resíduos, é difícil de ser retirada.

  • Imagem: Infomoto
    Infomoto
    Imagem: Infomoto

    Relação suave

    Para que a relação dure, deve-se conduzir a moto evitando dar trancos nas trocas de marcha. Embreagem com regulagem muito baixa pode levar a esses trancos, portanto, vale mantê-la ajustada. Uma moto que não precisa de "esticadas" constantes na corrente revela um uso cuidadoso. Arrancadas e trocas de marchas bruscas são hábitos que, aliados à falta de manutenção, podem abreviar a vida da relação para menos de 10.000 km.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    Tudo acaba

    Corrente no fim da regulagem junto à balança traseira ou ovalizada, coroa e sobretudo o pinhão, com os dentes finos e tortos, indicam uma relação em final de vida. Troque urgentemente. Afinal, um sistema de transmissão final desgastado pode deixá-lo na rua, porque se os dentes do pinhão quebrarem, não há tração na roda traseira -- e isso pode até causar um acidente, caso a corrente rompa e se venha a enroscar.

  • Imagem: Doni Castilho/Infomoto
    Doni Castilho/Infomoto
    Imagem: Doni Castilho/Infomoto

    Relação alinhada

    Para ter boa durabilidade, o conjunto deve funcionar alinhado. Ou seja, uma roda torta ou fora de centro poderá fazer com que a relação funcione desalinhada e o desgaste aumente. Isso explica a importância de o mecânico avaliar se é preciso alinhar a roda antes de montar o novo conjunto.

  • Imagem: Mario Villaescusa/Infomoto
    Mario Villaescusa/Infomoto
    Imagem: Mario Villaescusa/Infomoto

    Tenha uma relação completamente nova

    Nunca concorde em "diminuir" a corrente tirando elos, pois a resistência dela fica comprometida. Também não se deve trocar itens em separado, sob pena das peças já usadas causarem desgaste excessivo ou não "casarem" com a nova. Bom exemplo é uma corrente nova atuando com pinhão e coroa velhos: ela terá folgas diferentes em relação aos demais itens da transmissão secundária e irá "acabar" mais rápido. É comum utilizar coroa e pinhão de um fornecedor (muitas vezes são vendidos somente desta forma) junto a uma corrente de marca renomada. Na reposição, procure escolher corrente com retentor. Atualmente, esse tipo de corrente é equipamento original de fábrica na maioria das motos.

  • Imagem: Renato Durãe/Infomoto
    Renato Durãe/Infomoto
    Imagem: Renato Durãe/Infomoto

    Quanto dura?

    Tomados todos os cuidados como lavar, lubrificar a relação e conduzir a moto de modo suave, o sistema tem tudo para durar até 40.000 km ou até mais. Vale lembrar que as motocicletas que rodam na estrada têm menor desgaste em geral, inclusive da relação, pois são menos exigidas do que as que são usadas apenas na cidade, onde reduções e trocas de marchas são mais constantes.

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