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Honda WR-V: veja cinco coisas campeãs e cinco pontos fracos do "mini-SUV"

Murilo Góes/UOL
Frente robusta deve fazer sucesso, mas essa grade pesada do Honda WR-V... Imagem: Murilo Góes/UOL

André Deliberato

Do UOL, em Foz do Iguaçu (Paraná)

16/03/2017 12h16

Faltando pouco para chegar às ruas (a estreia nas lojas acontece no próximo dia 24), o Honda WR-V promete fazer sucesso -- e formar uma dupla de ataque dinâmica ao lado do HR-V no segmento de SUVs urbanos.

Equipe de UOL Carros já mexeu, fuçou e revirou o carro do avesso: foram três encontros só este ano, além da apresentação mundial, que aconteceu no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro do ano passado.

Com esse entrosamento, analisamos e elencamos cinco pontos que deverão fazer sucesso com o público e outros cinco que serão passíveis de discussão.

Do que os clientes vão gostar

  • Bom recheio

    Antes de reclamar do preço, é importante lembrar que o WR-V vem completinho desde a versão de entrada, a EX: ar-condicionado, câmbio automático CVT, rodas de alumínio aro 16, luzes de LEDs diurnas, airbags laterais e até câmera de ré, entre outros itens. Qualquer concorrente com os mesmos itens fica mais caro. Leia mais

  • Posicionamento no mercado

    Analisando friamente, o WR-V vai ocupar uma faixa do mercado que hoje é ocupada por Duster e EcoSport, dois carros ultrapassados. É a novidade entrando no lugar em que precisa entrar. Vai brigar em preço com esses dois e atrair quem não pode pagar pelo HR-V. De quebra (sobretudo quando sair uma versão mais em conta), pode cair no gosto dos órfãos de Fiat Idea, Citroën C3 Picasso e Nissan Livina. Leia mais

  • Espaço interno e conforto

    Surpreende o espaço para as pernas para quem senta no banco de trás -- o entre-eixos é ligeiramente maior que o do Fit -- e o bom espaço no porta-malas. Também agrada a boa qualidade do acabamento, no encaixe das peças, e o sistema multimídia de entretenimento com tela sensível ao toque e apps que usam a internet do celular. Leia mais

  • Robustez e dirigibilidade

    Por ser leve (1.123 kg na versão EX e 1.130 kg na EXL), o WR-V (1.5 e 116 cavalos) chega a ser até mais divertido de se guiar que o HR-V, que usa motor 1.8 de 140 cv. O câmbio CVT não simula marcha, mas é redondinho e bem acertado para a proposta. UOL Carros chegou até a pegar uma estrada de cascalho: os reforços incrementados pela Honda para fazer do WR-V um SUV fazem o carro aguentar o tranco... Leia mais

  • Vendo a vida do alto

    Tá na moda, por que não continuar? Afinal em time que ganha não se mexe. Sendo um SUV, crossover ou mesmo um "hatch altinho", como a Honda não gosta que o chamem, o WR-V casa perfeitamente com o perfil mais atual do consumidor brasileiro, que procura por um carro espaçoso, alto e econômico, sem deixar de ser compacto, mas descolado e cheio de adereços relacionados ao fora de estrada. Leia mais

Itens que talvez rendam discussões

  • Falta uma versão de entrada

    UOL Carros -- e boa parte do púbico -- esperava por um preço um pouco mais amigável, abaixo dos R$ 80 mil: o WR-V mais barato é o EX, versão identificada em outros modelos da marca como configuração intermediária. Existe a possibilidade, portanto, de existir no futuro uma outra porta de entrada, possivelmente chamada de LX, com câmbio manual e preço mais perto dos R$ 70 mil? "Sim, estamos prontos para isso, vamos aguardar o mercado para saber", garantiu um dos executivos da marca durante o evento de lançamento. Leia mais

  • Cadê o ESP?

    Apesar da boa oferta de airbags desde a versão de entrada e do incremento dos airbags de cortina na configuração mais cara, onde estão os controles eletrônicos de tração e estabilidade, dona Honda? Um carro de R$ 80 mil sem esses equipamentos? Vale lembrar que a marca jogou com o regulamento embaixo do braço (o que não quer dizer que esteja certa): ambos serão itens obrigatórios em carros produzidos no Brasil apenas a partir de 2022. Leia mais

  • Muito plástico

    O carro é bem acabado, tem peças bem encaixadas como deve ser e é completinho, como já falamos. Mas há muito plástico duro na cabine, algo cada vez mais comum na indústria de carros. É pedir demais um acabamento emborrachado ou qualquer outro tipo de refino, mesmo que leve? Leia mais

  • Acústica

    Não adianta: câmbio CVT pode ser sinônimo de economia, mas em arrancadas e reações mais fortes do acelerador você irá ouvir o motor berrar alto por causa da falta de relação de marchas. A acústica do WR-V não é ruim, mas tem aquele mesmo nível já visto em Fit, City e até no HR-V. Silêncio a bordo, mesmo, só a partir do Civic... Leia mais

  • Traseira não é fotogênica

    A gente tentou, mas ainda não conseguiu se acostuma com o desenho da "bunda" do WR-V, que não é nada fotogênica. É uma mistura do Fit atual com o novo padrão de design da marca, mais fácil de entender depois da revelação da nova geração do CR-V, mostrada recentemente nos Estados Unidos. Mas a soma de duas coisas interessantes ficou, no mínimo, estranha. Leia mais

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