Carros

Fusion, Mercedes... Cinco usados premium com preço do Onix Joy

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL

11/08/2016 15h40

A Chevrolet manteve seu carro mais vendido com a cara antiga para segurar o preço abaixo de R$ 40 mil. O Onix Joy até ganha motor 1.0 retrabalhado e câmbio de seis marchas, só que não acompanha o desenho da linha 2017 e tem no preço de R$ 38.900 seu maior atrativo.

Aí surge a dúvida: adotar o estilo franciscano do hatch ou se aventurar em um seminovo mais equipado e potente? UOL Carros lista abaixo cinco modelos usados que custam o mesmo que a nova versão de entrada do Onix -- tem sedã, hatch médio, SUV e até marca de luxo. 

A maioria não tem cheiro de carro zero nem garantia de fábrica, mas todos oferecem nível de conforto, desempenho, espaço e equipamentos que o compacto da Chevrolet está longe de alcançar.

Cinco boas opções ao hatch da GM

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Hyundai i30 2.0 2012

    A primeira geração do hatch médio sul-coreano chegou a ser o carro mais vendido do segmento no Brasil. Pesam a seu favor o desenho com linhas marcantes e o bom desempenho do motor 2.0 16V de 145 cv -- pena que o câmbio automático de quatro marchas não aproveite a disposição, com muitos trancos e imprecisões. Comportamento dinâmico e espaço interno são outros destaques, só que a suspensão (independente atrás) tem acerto firme demais -- por conta disso, os pneus de perfil mais baixo costumam bater forte nos buracos brasileiros. O acabamento não chega a ser inspirador. Bem equipado, o i30 vem com airbag duplo, freios ABS, ar-condicionado, direção elétrica com ajustes de altura e profundidade, trio elétrico, retrovisores rebatíveis eletricamente, sensores de luminosidade e de chuva, banco do motorista com regulagem de altura, som com entrada USB e comandos no volante e controlador automático de velocidade, entre outros. Com uma boa pesquisa, pelos R$ 39 mil do Onix Joy, é possível achar modelos com bancos de couro, teto-solar, controles de tração e estabilidade e mais quatro airbags. Algunas unidade ainda pode estar no finzinho da garantia de 5 anos, mas tenha em mente que isso implica em fazer revisões nas concessionárias, que costumam ser caras -- por exemplo a última, de 60.000 km, que gira em torno de R$ 1.000. Verifique folgas e estalos na direção.

  • Imagem: Carpress
    Carpress
    Imagem: Carpress

    Ford Fusion 2.5 2010

    A primeira geração do sedã chama a atenção pelo tamanho e imponência, ainda mais com a grade cromada da reestilização de meia-vida. Espaço, conforto e silêncio a bordo são as principais qualidades do Fusion, que ainda se vale de porta-malas com 530 litros de capacidade. Deixa a desejar, porém, o motor 2.5 16V, que só roda a gasolina: os 173 cv parecem não ser suficientes para os 1.520 kg do carro e a caixa automática de seis velocidades não colabora. Mesmo assim, está longe de ser lerdo. A suspensão mais macia confere comportamento estilo "banheirão" ao sedã -- ideal para a maioria dos compradores de sedãs grandes --, mas o acabamento é decepcionante para um carro da categoria, principalmente pelos parafusos à mostra e encaixes mal feitos. A redenção vem no recheio: seis airbags, freios ABS, controles de tração e estabilidade, monitoramento de pressão dos pneus, Isofix, sensor de ré e retrovisor eletrocrômico, ar-condicionado automático de duas zonas, ajuste elétrico do banco do motorista, revestimento em couro, sensor de luminosidade, controle de cruzeiro e direção elétrica. Tenha atenção a trepidações nos freios e ao desgaste dos bancos de couro.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    Honda CR-V 2.0 A/T 2009

    O modelo mexicano é aquela opção para quem curte SUV para desfilar pelo asfalto. O CR-V tem desempenho apenas satisfatório, mas conforto na medida certa, boa posição de dirigir e, o mais importante, a reputação da marca japonesa. O espaço interno agrada na frente (o freio de estacionamento é no pedal) e atrás, onde dois adultos e uma criança se acomodam bem. Só que não espere por arroubos de velocidade: o 2.0 16V de 150 cv e o câmbio automático de cinco marchas fazem do CR-V um pacato cidadão no desempenho. Arrancadas e retomadas são sempre cadenciadas e sem emoção. Há, pelo menos, certo silêncio a bordo e consumo moderado. O acabamento é conservador e simples. A lista de equipamentos vai pelo mesmo caminho, mas é mais generosa obviamente que a do Onix Joy ou qualquer outro compacto de entrada: ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, airbag duplo, freios ABS e bancos de couro estão entre os itens. O bacana é que você acha modelos com GPS integrado e som com disqueteira. Fique de olho na parte elétrica e no desgaste do material do painel.

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Mercedes-Benz B200 2009

    O jeito esquisitão de minivan não ajuda, mas vamos combinar que é um Mercedes. Não se engane com a proposta familiar do Classe B, pois esta versão usa um bom motor 2.0 turbo de 193 cv. As arrancadas são dispostas e as retomadas garantidas pelos 28 kgfm de torque, já disponíveis em 1.800 rpm, mesmo utilizando câmbio do tipo CVT, com mudanças gradativas e lineares -- o 0-100 km/h é feito em 7,7 s, segundo a marca. Mas o melhor mesmo é a vida a bordo: motorista tem posição elevada de dirigir, o entre-eixos de 2,77 m garante espaço para três adultos no banco traseiro e ainda há porta-malas com 544 litros. Entre os equipamentos estão airbag duplo, freios ABS, ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, bancos de couro, sensor de ré, retrovisor eletrocrômico, controlador automático de velocidade e computador de bordo. Porém, como todo carro de marca de luxo, ele peca pela manutenção cara e por peças com preço salgado. E ainda sofre com desvalorização acentuada, já que a nova geração roda desde 2012. Fique atento à parte elétrica e a ruídos na suspensão.

  • Imagem: Murilo Góes/UOL
    Murilo Góes/UOL
    Imagem: Murilo Góes/UOL

    Land Rover Freelander 2008

    O mais "veterano" da lista não deixa de ter charme por causa da idade. Como todo Land Rover, ostenta acabamento caprichado, rodar suave e conforto a bordo, sem falar no desempenho, garantido pelo motor seis-cilindros em conjunto com a tração integral e transmissão automática de seis marchas. Chega a ser divertido em baixos giros, mas é preciso ter paciência após 60 km/h, pois os jipinho pesa 1.770 kg e tarda a embalar em altas rotações -- por isso, prepare-se para um consumo de combustível moderado. Ar-condicionado automático, direção hidráulica, trio elétrico, controles de tração e estabilidade, airbag duplo, sensor de ré, bancos de couro e até uma "vintage" disqueteira para seis CDs no sistema de som estão entre os itens da versão SE, avaliada no valor do Onix Joy. Também é possível encontrar unidades da configuração HSE, com acabamento bicolor do painel, aquecimento dos bancos e airbags a mais, mas a má fama fica por conta da manutenção, que pode ter revisões que ultrapassem os R$ 4 mil. Se ligue no forro do teto e nos ruídos dos freios.

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